Esta semana promete em termos de assuntos políticos. Somente aqui em Pernambuco teremos algumas definições que podem definir o rumo da formação das chapas que disputarão o Palácio do Campo das Princesas, nas eleições de 2026. Acredita-se numa definição sobre a homologação da formação da federação União Progressista, assim como prevê-se um encontro definitivo da executiva do PT, no próximo domingo, com definições claras sobre as próximas eleições estaduais. Quem parece que está bastante preocucado é o pernambucano, Jorge Messias, que teve seu nome indicado para ocupar a vaga do ex-Ministro Luiz Roberto Barroso, que se aposentou de suas funções no Supremo Tribunal Federal. Desde o início, esta indicação enfrenta uma série de problemas, mas, mesmo assim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu bancá-la e pagar para ver.
O momento político de crise institucional declarada talvez exigisse de Lula a capacidade de minimizar eventuais atritos. O nome de Rodrigo Pacheco, mesmo com toda a resistência da oposição, ainda assim seria mais assimilável. Jorge Messias conta com apenas 16 votos neste momento, quando precisa de 45 votos. Ele até está tentando, mas não consegue demover as resistências, a começar pelo Presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre, padrinho da indicação de Rodrigo Pacheco. Rodrigo Pacheco, inclusive, contava com apoios no próprio STF. Todo mundo sabe que a rejeição é um ato eminentemente político e não técnico. Teria ocorrido apenas um única vez na história da República. Messias, a rigor, não conta com nenhum dos dois requisitos. O notório saber jurídico e a capilaridade política.
Para complicar ainda mais o cenário, neste intervalo surgiram rumores de medidas tomadas por Messias na AGU que desagradaram ainda mais aqueles senadores que já resistiam à indicação do seu nome. Rodrigo Pacheco, contingenciado pelo Planalto, aceitou disputar o Governo de Minas Gerais, nas próximas eleições. É aquele aceite de má vontade, uma vez que nunca foi este o seu objetivo. O petardo em Minas Gerais será pesado para o Planalto. Ele sabe disso. Um cargo vitalício na burocracia da capital federal seria bem mais confortável para Rodrigo Pacheco.

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