pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Alckmin é mantido na chapa de reeleição de Lula
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terça-feira, 31 de março de 2026

Editorial: Alckmin é mantido na chapa de reeleição de Lula


Havia algumas dúvidas a respeito da manutenção do vice-presidente, Geraldo Alckmin(PSB-SP), na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula deu a entender que foi vencido pelas contingências. Em alguns momentos, ele chegou a sugerir que gostaria de negociar o nome do vice com outra legenda que pudesse apoiar o seu projeto de reeleição, a exemplo do MDB e até do PSD, de Gilberto Kassab. Setores do MDB mostraram-se sensíveis ao pleito, mas, com a indicação do nome do vice que deverá concorrer na chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas, tal hipótese ficou praticamente descartada. O arranjo entre os Republicanos e o MDB em São Paulo, desde algum tempo, está sendo montado com um olho em São Paulo e outro em Brasília. 

Resta a Lula algumas alianças pontuais, principalmente em regiões como o Norte e o Nordeste, pois os arranjos regionais nem sempre refletem os acordos nacionais, identificando uma característico do nosso sistema partidário. Alguém estava observando que, no momento em que anuncia sua candidatura presidencial, o PSD amplia espaços no Governo Lula 3, ocupando ministérios mais relevantes. Kassab, conforme já afirmamos antes, sobe a rampa do Planalto com quem chegar lá. É um político bastante pragmático. É até curioso entender qual é a estratégia dele com a candidatura de Ronaldo Caiado. Um assunto que vai merecer a nossa avaliação posteriormente. 

Mas, voltemos a Alckmin. O experiente José Dirceu, durante um encontro do PT, afirmou que Geraldo Alckmin precisava ser mantido na chapa, sob pena de, não o fazendo, Lula poderia perder as eleições ainda no primeiro turno. Ficamos por aqui curiosos acerca do "cálculo político" realizado pelo timoneiro do PT, o homem responsável pela estratégia que conseguiu levar Lula ao Planalto pela primeira vez, principalmente ao aparar arestas internas dentro do próprio PT. Já houve um tempo em que se impunha o nome de perfil mais conservador, afinado com o mercado, para acompanhar Lula. Hoje, não sabemos se tal premissa ainda prevalece. 

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