Se já não ocorreu, Gilberto Kassab deverá encontrar-se com Ronaldo Caiado nas próximas horas para discutir sua candidatura às eleições presidenciais de 2026. Depois da desistência de Ratinho, Caiado se apresenta como o postulantes com maiores chances dentro do PSD. Eduardo Leite não consegue convencer nem ele mesmo sobre a sua pré-candidatura. Diferentemente de Eduardo Leite, Ronaldo Caiado vem se movimentando como pré-candidato, inaugurando presídios com a sua "marca"; participando de eventos; ocupando espaços nas redes sociais; a até conversando com emissários americanos sobre as terras raras de Goiás. Embora não se saiba ainda se esta terceira via que o PSD tentar construir é mesmo para valer. Trata-se, na realidade, de uma jogada de Kassab. E, como jogada, pode ser que não dê certo e ele, assim, seja contingenciado a se reposicionar no tabuleiro. Ele é movido pelas oportunidades de poder.
Em quaisquer circunstâncias, pragmaticamente, estará com quem chegar à rampa do Palácio do Planalto. Na realidade, quais as verdadeiras razões da desistência da pré-candidatura de Ratinho Jr? O motivo é a candidatura de Moro. As explicações, naturalmente, não poderiam seguir esta linha, apresentando-se, como argumentos, os compromissos com o eleitor paranaense; as entregas que precisam ser feitas até o final do mandato; um consenso ou acordo construído em família. Na realidade, no plano nacional, Ratinho Júnior estava muito bem, ocupando a terceira colocação na disputa em várias pesquisas. A questão real são os abacaxis que ele poderia deixar no Palácio Iguaçu para o seu sucessor. O candidato apoiado pelo grupo de Ratinho Júnior, não vaia muito bem nas pesquisas de intenção de voto. O senador Sérgio Moro lidera desde o início as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado do Paraná.
Este fato provocou uma revoada de integrantes do União Brasil que se identificam com o grupo do governador Ratinho Júnior no estado. Embora tivesse o apoio do eleitorado, o nome de Moro provocava resistências dentro de sua própria agremiação política. Moro não desanimou e reafirmou seu propósito de candidatar-se. Até recentemente, costurou um acordo com o PL e com o Podemos e montará o palanque de Flávio Bolsonaro no estado. Neste cenário, mantendo a candidatura presidencial, Ratinho Jr. pouco poderia fazer pelo seu sucessor no Palácio Iguaçu. Por outro lado, o que se diz nas coxias é que o ex-juiz da Lava Jato ainda não teria perdido o hábito das devassas, o que incomoda alguns setores. Votando a Caiado, um leitor nos questionou se ele teria alguma chance de crescimento. Tem sim. Ela já percebeu a armadilha de um tema só e corre numa raia que mais preocupa o eleitorado brasileiro hoje, ou seja, a segurança pública.

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