O candidato Flávio Bolsonaro esteve hoje, 22, em João Pessoa, consolidando a chapa de apoiadores que devem disputar o Governo do Estado da Paraíba, nas eleições de 2026. A festa bolsonarista foi realizada numa casa de shows, com direito à empolgação do candidato, que dançou bastante na pista, para deleite dos participantes do evento. Estiveram presentes o senador Efraim Filho, que disputa o Governo do Estado, o ex-Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o Major Fábio, que disputam as duas vagas do Senado Federal, e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. Bruno Cunha Lima abre uma dissidência numa das famílias mais tradicionais da política paraibana, os Cunha Lima. Seu irmão, Pedro, deve seguir outro rumo, possivelmente apoiando a candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. O ato serviu para filiar Efraim Filho ao PL.
Os bolsonaristas enfrentam uma batalha complexa no estado. Uma candidatura oficial, liderada por Lucas Ribeiro(PP-PB), ungido com o apoio da máquina governada por João Azevedo(PSB-PB), e, do outro lado, uma candidatura igualmente competitiva, liderada pelo atual gestor da capital, Cícero Lucena, que sempre aparece bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto. Lucas Ribeiro tem a máquina e Cícero tem a manha. É o político mais "manhoso" do estado. Consegue se equilibrar-se entre os dois polos do espectro político. Segmentos do eleitorado de perfil conservador se afinam com o candidato, assegurando-lhes as últimas vitórias eleitorais. Por outro lado, articula, inclusive, o apoio do PT ao seu projeto, algo que vem sendo costurado a nível nacional, nas altas esferas de Brasília.
Por incrível que possa parecer, ele pode construir um palanque duplo do estado, de alguma forma, escanteando o socialista João Azevedo. Escanteando não seria bem o termo, mas retirando-lhes a "primazia". A aliança governista montada por João Azevedo era bastante ampla, incluindo, salvo melhor juízo, além do PP, outros partidos de perfil conservador. O PT participa do seu governo. Com a proximidade das próximas eleições, ocorreu uma espécie de "decantação" deste processo, ou seja, alguns filtros naturais, como a saída do PL da Prefeitura de João Pessoa. Para variar, assim como ocorre aqui em Pernambuco, o PT paraibano ainda estuda os "cenários".

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