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Finalmente, hoje, 26, o TSE homologou a federação entre o União Brasil e o PP, constituindo a federação União Progressista. Agora começam os ajustes acerca do comando desta poderosa federação nas unidades regionais, admitido, como consenso(?), que o partido que tiver o maior número de parlamentares nos estados, assume o comando da federação. Aqui em Pernambuco, o PP possui a maior bancada e, portanto, o deputado federal Eduardo da Fonte é o novo presidente da União Progressista. Este é um dos momentos decisivos para a "decantação" da ebulição da política no estado, uma vez que as chapas estão em processo de formação.
O senador Humberto Costa, por exemplo, ainda não confirmou se será mesmo um dos candidatos ao Senado Federal na chapa do prefeito João Campos. Embora já dentro do Governo Raquel Lyra e colocado na chapa como um dos candidatos ao Senado Federal, com a homologação da federação, a situação de Miguel Coelho é incerta na chapa do Campo das Princesas. Marília Arraes não será uma das senadoras do PT. Hoje os jornais já especulam sobre o nome de Túlio Gadelha na chapa de Raquel Lyra. E assim caminha a nossa cena política, num diapasão de incertezas e insegurança. Durante essas discussões, teria avançado bastante uma negociação entre o deputado Eduardo da Fonte e o senador Humberto da Costa. A ideia inicial era compor uma chapa para o Senado com um nome mais ligado ao campo progressista, Humberto, e outro de perfil mais conservador, Eduardo da Fonte. Se na chapa de João ou de Raquel era talvez um pequeno "detalhe", uma vez que o Planalto, em princípio, poderia ter um palanque duplo no estado.
Inclusive uma corrente do PT é simpática ao Palácio do Campo das Princesas. Mas, pelos seus pronunciamentos no dia de hoje, depois de confirmado como o comandante da federação no estado, sugere-se que Eduardo da Fonte está reabrindo o diálogo com o União Brasil e com a governadora Raquel Lyra. Num determinado momento desta ebulição política, um jornal local atribuiu ao prefeito João Campos a conclusão de que, se ele tivesse a federação ao seu lado, ganhava as eleições de outubro próximo. Não seria improvável. Trata-se de um apoio robusto. Não fosse suficiente a grande representação estadual e federal da federação no estado - além de penca de prefeitos aliados a Eduardo da Fonte - teremos tempo de televisão e recursos financeiros em jogo.
Depois das indisposições, Raquel Lyra já teria caminhado ao lado do "Galeguinho" e do senador Fernando Dueire pelo estado, além de publicar no diário oficial a destituição dos cargos que o PP ocupava na máquina estadual. A tendência dele hoje, a despeito dos problemas, é a de reatar o diálogo com a governadora. Ninguém se perde no caminho de volta, como diria o poeta. Como o União Brasil já se encontra dentro do Palácio do Campo das Princesas, a tendência maior é a volta do filho pródigo, que deverá ser recebido com todas as honras no Campo das Princesas. Hábil, Eduardo da Fonte sabe disso. Muito antes ele já havia confirmado que a sua base sinalizava o apoio à reeleição de Raquel Lyra.

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