São curiosos esses arranjos políticos regionais. Quando o senador Sérgio Moro admitiu que seria candidato ao Governo do Paraná, muita gente filiada ao União Brasil, o seu partido, teria se desligado da legenda, vinculada ao Governo de Ratinho Junior, do PSD. Embora bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, o senador tinha uma encrenca pela frente. Seria necessário fazer alguns ajustes. Ele já havia decidido que seria candidato de qualquer forma. Muito próximo do bolsonarismo, o senador procurou entabular negociações com o PL. Recentemente, a crônica política nacional anunciou que ele estaria deixando o União Brasil e filiando-se ao PL. Montará o palanque do candidato Flávio Bolsonaro no estado.
Precisando costurar apoios, o candidato Flávio Bolsonaro, segundo dizem, andou sondando a possibilidade do próprio Ratinho Jr. vincular-se ao projeto bolsonarista. Ele vai bem nas pesquisas de intenção de voto, ficando ali na terceira posição, inclusive com votos entre os eleitores mais pobres e nordestinos, onde hoje o PT enfrenta algumas dificuldades. Sobretudo porque ele vai bem nas pesquisas, exatamente por isso o PSD não cederia seu passe. O PL tenta trazer para chapa de Flávio alguém que realmente some. Dois nomes estão sendo pensados. Além de Ratinho, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo. Parece ainda não ter amadurecido o momento de definições.
Mesmo com dificuldades, outro nome de PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, continua alimentando a sua pré-campanha presidencial, vangloriando-se da instalação de presídios e abrindo negociações com os Estados Unidos sobre as terras raras do estado. Se antecipando, como ele mesmo diz. Não seria por outro motivo que os petistas já começaram a tratar os candidatos de direita ao Governo de Donald Trump. De uma certa forma proceder a observação. Não conseguimos enxergar algo diferente. Um governo de Flávio Bolsonaro seria um governo aliado aos Estados Unidos.

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