pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Executiva do PT decide seu rumo nas eleições de outubro.
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sábado, 28 de março de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Executiva do PT decide seu rumo nas eleições de outubro.



Segundo o sociólogo alemão Robert Michels, autor da tese da Lei de Ferro das Oligarquias, o processo de oligarquização envolvendo sindicatos e partidos político é algo "natural" e inevitável. Ao longo dos seus 46 anos de existência, o PT, obviamente, passaria por tal processo, talvez até mesmo como contingência em priorizar a luta eleitoral, distanciando-se do trabalho de base, o que explica, em parte, o "hiato" com os evangélicos. Resumidamente, uma "casta" burocrática, segundo Michels, acaba impondo as diretrizes da agremiação política, não raro atropelando tendências internas. Por outro lado, o cientista político italiano, Ângelo Panebianco, costumava argumentar que a forma como as cartas foram jogadas na fundação de uma instituição acabarão se refletindo para toda a sua existência. 

É neste contexto que se entende os encontros do partido para a definição de táticas eleitorais, políticas de alianças e outras tomadas de resoluções coletivas. Neste momento, os membros da agremiação se encontram no Centro de Convenções de Pernambuco para deliberarem sobre as próximas eleições. Em princípio, já haveria um indicativo de que o PT deve caminhar ao lado do prefeito João Campos, que deve disputar a cadeira do Palácio do Campo das Princesas.  Para entender como essas pedras se movem no tabuleiro do xadrez eleitoral, é sempre bom ficar de olho no movimento do adversário. Assim que foi anunciado que o deputado federal Eduardo da Fonte assumiria o comando da poderosa federação União Progressista no estado, ele tratou logo de sinalizar que apoiará o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra, minimizando as eventuais divergências. 

Com isso, estava descartada a formação de uma chapa com ele e Humberto Costa para o Senado Federal. João Campos deve mesmo partir para o embate com uma chapa "puro-sangue", ou seja, com dois senadores identificados com o campo popular e progressista, de palanque único com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, 27, quando havia algum intervalo na CPMI do INSS, líamos alguns análises sobre a estratégia que será utilizada pelo senador Humberto Costa no estado, que envolve, inclusive, bom trânsito com prefeitos ligados ao grupo da governadora Raquel Lyra. Como se trata ainda de especulações, não vamos discutir isso por aqui, mas fica no ar, além da estratégia em curso, como o Palácio do Campo das Princesas irá gerenciar essa questão. 

O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, por exemplo, se antecipou a declarar o seu apoio ao candidato Humberto Costa, além de outros prefeitos da base da governadora, inclusive da região do Agreste, seu reduto eleitoral. Como fica o apoio esperado aos candidatos ao Senado Federal na chapa montada pela governadora Raquel Lyra? Tudo indica que a chapa da governadora deve ser montada com os nomes do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e do deputado federal Eduardo da Fonte, em função do "peso" da federação. Vamos acompanhar como fica a situação do senador Fernando Dueire, do MDB, e a do deputado federal Mendonça Filho, também da federação. Correndo por fora, ainda o nome de Anderson Ferreira, do PL, bem ranqueado nas pesquisas de intenção de voto.  

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