pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: O sepultamento da CPMI do INSS
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sexta-feira, 27 de março de 2026

Editorial: O sepultamento da CPMI do INSS

 



A decisão de não permitir a continuidade dos trabalhos da CPMI do INSS foi uma decisão eminentemente política. Quem teve a oportunidade de acompanhar o voto dos ministros da Suprema Corte, principalmente o voto do Ministro Luiz Fux, principalmente quando ele faz referência às excepcionalidades de outras comissões analisadas pela Corte - caso da Covid e das fake news, por exemplo - vai entender este raciocínio. Realmente, o procedimento republicano recomendava que esta decisão de prorrogação fosse tomada no Poder Legislativo. Isso dentro de padrões normalidade, onde os parlamentares fizeram um esforço hercúleo com esta finalidade, em lograrem êxito, em função da resistência esboçada pela Presidência do Senado Federal, na pessoa do senador Davi Alcolumbre. Recorrer ao STF foi a última alternativa.  

Neste momento, o relator daquela comissão, Alfredo Gaspar, está lendo um relatório de cinco mil páginas, produzido com muito esmero técnico, guiado pelo interesse público e espírito republicano. Uma pena que uma comissão como esta esteja sendo sepultada, quando se sabe que muitos agentes públicos e privados ainda poderiam ser arrolados, em função de desvios de conduta. Uma questão de justiça aos aposentados e pensionistas, além do ressarcimento do erário. A comissão, nesta fase, estava entrando nas investigações sobre os famigerados empréstimos consignados. Entrava-se no pantanoso sistema bancário, o que poderia abalar os alicerces do sistema. 

Há alguns meses atrás, logo depois das primeiras operações da Polícia Federal, no curso da Operação Sem Desconto, uma revista de circulação nacional chegou a insinuar que membros da própria corporação teriam alertado se o sistema suportaria as investigações sobre os sistema bancário. A comissão já havia percebido articulações suspeitas envolvendo o banco Master, no epicentro dos desmandos atuais na república. Era apenas a ponta do iceberg. O Master, pelo andar da carruagem política, foi apenas o primeiro da fila. Já existem outros bancos na mesma situação, utilizando-se dos mesmos expedientes espúrios. O Banco Central está com as mãos na cabeça em razão dos "rombos" de outras instituições bancárias. 

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