Houve um tempo em que, preocupado com o futuro do Partido dos Trabalhadores, principalmente depois da debacle de algumas lideranças que haviam se projetado nacionalmente e caído em desgraça, Lula escalou vários nomes para disputarem espaço no chamando cinturão paulista, ou seja, um conjunto de cidades do estado de São Paulo que seriam determinantes numa eleição presidencial, pois possuem colégios eleitorais com mais de um milhão de eleitores. Não foi bem-sucedido nesta empreitada. Salvo melhor juízo, Fernando Haddad ainda foi dessa lavra. Nas últimas eleições municipais, o PT apoio o nome do psolista, Guilherme Boulos, e escalou a ex-prefeita Marta Suplicy para acompanhá-lo, na condição de vice. O objetivo, neste caso, seria facilitar a penetração do psolista na chamada periferia paulista onde, no passado, tal eleitorado havia demonstrado simpatias pela ex-prefeita. Como se sabe, também não deu certo.
A geografia do voto mostrou, curiosamente, que o candidato Guilherme Boulos não se saiu muito bem na periferia. Foi a classe média, bem educada, com formação intelectual, morando em bairros chiques que votou no psolista. Agora surgiu uma pesquisa que está deixando os petistas exultantes em relação à candidatura do ex-Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Palácio dos Bandeirantes. Esta pesquisa, encomendada pelo Estadão e realizada pelo Instituto AtlasIntel, apresenta o governador Tarcísio de Freitas, que concorre à reeleição, com 49,1% das intenções de voto, enquanto o petista surge no horizonte com surpreendentes 42,6% das intenções de voto. É muito cedo para se tirar quaisquer conclusões deste resultado. Sequer se sabe de onde estão vindo esses votos para o petista.
Por outro lado, até no PT são dadas como favas contadas a reeleição de Tarcísio de Freitas. Haddad entrou na disputa apenas para assegurar um percentual de votos que possa assegurar um equilíbrio de forças a nível da disputa presidencial. Cumpre o mesmo papel de Rodrigo Pacheco, em Minas Gerais. Igualmente surpreendentemente, Rodrigo Pacheco, por enquanto, também não vem dando vexame nas primeiras pesquisas de intenção de voto, onde aparece em segunda colocação, logo abaixo do senador Cleitinho, que sequer se sabe se será mesmo candidato. Neste momento, Haddad cumpre o seu papel fundamental de ajudar a reeleger o morubixaba petista que, segundo dizem, anda desanimado com a boa performance do adversário Flávio Bolsonaro, que, hoje, 30, segundo levantamento do Paraná Pesquisas, equilibra a disputa no primeiro e no segundo turno.

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