Em breve vamos ter que reavaliar as informações sobre a antiga região conhecida como "Polígono da Maconha", uma região de 13 municípios localizados nos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, irrigados pelo velho Chico, no alto Sertão, com solo propício ao cultivo da Cannabis. Temos por aqui acompanhado as incursões da Polícia Federal pela região do Sertão do Cariri Paraibano, onde hoje se realizam grandes erradicações de erva plantadas ali, em alguns casos envolvendo ex-gestores públicos municipais. Hoje, poderíamos tratar de uma situação até recorrente. Agora nos chega a notícia da maior erradicação de plantação de maconha já realizada pela Polícia Civil do Estado do Ceará, desta vez ocorrida na cidade de Acopiara, Centro-Sul do Estado, numa área extensão equivalente a quatro campos de futebol, com algo calculado em 29o mil pés, num espaço com toda estrutura montada, com pessoal, sementes, equipamentos de processamento e toneladas de material já processado.
Na prática poderíamos estarmos tratando aqui de um acampamento do crime organizado. A droga já saia dali pronta para o consumo. O fato poderia ser festejado pelo Governo Elmano de Freitas, do PT, mas, há males que vem para pior, como diria o jornalista Josias de Souza. Elmano vem sendo criticado pela oposição como um gestor que poderia ser mais efetivo no combate ao crime organizado no estado do Ceará. Uma apreensão ou erradicação de drogas neste montante poderia produzir um crédito favorável à sua gestão, mas não é isso o que está ocorrendo. Hoje as redes sociais da oposição foram inundadas de falas contra ao fato de apenas 20% dessas drogas terem sido destruídas.
Não há como deixar de registrar por aqui o êxito do trabalho da Polícia Civil daquele estado. Não como deixar de reconhecer o excelente trabalho realizado. Erradicar uma plantação de drogas numa área de quatro campos de futebol também não deve ser algo muito simples. A oposição está no seu papel, mas vamos dá um tempo. Hoje estamos vivendo um momento de "narrativas" que acabam se consolidando, sejam verdadeiras ou não. Faz parte deste momento delicado que estamos vivendo. Pelo andar da carruagem política, Elmano perdeu mais uma dessas "narrativas".

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