pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : Editorial: Cuba se prepara uma nova Sierra Maestra?
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sábado, 31 de janeiro de 2026

Editorial: Cuba se prepara uma nova Sierra Maestra?



Não duvidem da capacidade dos seres humanos em superar as adversidades. Quando o Granma encalhou num destino incerto na costa cubana, vindo do México, contava com 82 tripulantes que deveriam iniciar a guerrilha cubana na Sierra Maestra contra a ditadura de Fulgêncio Batista. Informados pela CIA, as forças leais a Batista já aguardavam os futuros guerrilheiros, que também não contaram com o apoio ou suporte logístico de grupos que se juntariam a eles em território cubano. Uma espécie de guerrilha urbana, salvo melhor juízo, sob a coordenação de Célia Sanches, que continuou cumprindo o papel de realizar essa interlocução durante todo o processo revolucionário. Conforme afirmamos antes, eles não desembarcaram, mas encalharam num local bem distante do que havia sido previsto, sendo massacrados pelas forças leais a Batista.  

Apenas 12 guerrilheiros sobreviveram ao massacre, embrenhando-se por entre as plantações de cana, permanecendo dias escondidos, literalmente caçados pelas forças convencionais do Exército Cubano.  Entre eles, Fidel Castro, Raul Castro e Che Guevara, que seria o médico da expedição, mas precisou trocar o estetoscópio pelo fuzil para sobreviver. Mais tarde, Guevara se tornaria um dos atores políticos mais relevantes para o êxito do projeto revolucionário. Certa vez, alguém que se apresentava como agente da CIA - imaginem! - nos corrigiu sobre esses números. Havíamos assinalados 14. Antes, no dia 26 de julho, Fidel, juntamente com centenas de jovens, haviam tentado uma invasão frustrado ao Quartel de Moncada, onde centenas foram mortos, a sua maioria sob tortura. Fidel conseguiu fugir, mas foi capturado com ordens superiores expressas para ser assassinado. Deu sorte de ter sido capturado por um colega de turma do curso de direito da Universidade de Havana, que optou por prendê-lo e não matá-lo. Este foi o primeiro "livramento" de Fidel. 

Derrotado Batista, a CIA organizou um grupo de mercenários que invadiu a Ilha pela região de Giron, na Baía dos Porcos. Foram mais uma vez rechaçados. O Serviço Secreto cubano tomou conhecimento desses preparativos de forma inusitada, através de um cidadão, que repassou tais informações circunstancialmente, sem que ele mesmo soubesse do que se tratava. Nessas batalhas, tornou-se emblemática a distribuição de armas aos carvoeiros, numa demonstração inequívoca da confiança do comandante na população local. Fizemos esse prólogo para observar que a ilha cubana sempre resistiu às  mais condições adversas. Hoje eles estão no limbo. É previso admitir. Cremos que nem a segurança alimentar da população, aquele que seria o grande trunfo da Revolução, consegue hoje se atendida. Fala-se em mendicância e há protestos de rua contra esta situação. 

Até recentemente, a Venezuela ainda fornecia petróleo a Ilha, mas, com os últimos acontecimentos, esse abastecimento foi interrompido. Ontem ficamos sabendo que os cubanos estão se preparando para a guerra. As ameaças são veladas e sabemos que essas ingerências dos americanos no continente não se encerraram com o episódio Venezuelano. Os esboços de defesa da soberania do país são repelidos com novas ameaças. Até e presidente Delcy Rodriguez já foi advertida de que poderá ter o mesmo destino de Nicolás Maduro. As épocas são distintas. Nos anos 60, um dos fatores que contribuíram para o êxito do projeto revolucionário foi exatamente o apoio dos camponeses. Hoje teríamos sérias dúvidas sobre o apoio da população a uma resistência nas montanhas de Sierra Maestra. 

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