pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

STF garante direito de manifestação em favor da legalização da maconha.


Por 08 votos a favor, o STF aprovou as manifestações da população em favor da legalização das drogas em todo o território nacional. Entendeu o STF que se trata de um direito legítimo e, portanto, deve ser respeitado, cabendo tão somente aos manifestantes a observância de alguns critérios de procedimentos que não incorram em incitação à violência, depredação de patrimônio público ou, conforme, assinalou Luiz Fux, envolvam a participação de crianças, que ainda não possuem o discernimento necessário e podem ser incitadas ao consumo.

Flávio Dino: O inimigo mora ao lado.


Dilma Rousseff acaba de cometer mais um equívoco político. Outro dia o Blog do Jolugue comentou que o deputado federal pelo Maranhão, Flávio Dino,do PCdoB, pagava um preço altíssimo por tornar-se inimigo da família Sarney naquele Estado. Quando o seu nome era sondado para um cargo, logo surgia um veto dos Sarney e do PMDB. Mesmo assim, Dilma resolveu comprar essa briga e o nomeou para presidir a EMBRATUR, empresa subordinada ao Ministério do Turismo, dirigido por Pedro Viagra Morais, apadrinhado dos Sarney. Comenta-se que o próprio Sarney teria cedido aos apelos de Dilma, mas é quase certo que Flávio Dino não deverá encontrar as condições necessárias para a realização de um bom trabalho. Pedro não deixará.

Guarda-arquivos!

Angeli

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Facing Crisis Battisti, Lula postpones trip to Italy.

Facing Crisis Battisti, Lula postpones trip to Italy.


Lula decided to postpone a trip to Italy that would fuinção the protests surrounding recent Supreme Court decision not to extradite Caesari Battiste. The Italian government has said it intends to resort to Hague Court, the sovereign decision of conterstando Govenro braisleiro on the subject. In a statement, Senator Cristovam Buarque clearly observe a shake of the relationship between the Brazilian and Italian Governments on the refusal of extradition of Italian, in the past decade has been involved in armed struggle in that country.

DEM pede ao Ministério Público que investigue denúncia contra Kassab.


O DEM vai pedir ao Ministério Público que seja investigada a denúncia de que funcionários de cargos comissionados da Prefeitura da Cidade de São Paulo estariam coletando assinaturas para formalizar a criação do PSD, partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab. A denúncia é grave e incorre em muitas irregulariades, como a de utilizar funcionários públicos em tarefas não concernentes às atividades para as quais não foram contratados, possivelmente em horário de expediente.

Diante da "Crise Battisti", Lula adia viagem à Itália.


Lula resolveu adiar uma viagem que faria à Itália em fuinção da onda de protestos envolvendo decisão recente STF em não extraditar Cesare Battisti. O Governo Italiano já afirmou que pretende recorrer à  Corte internacional de Haia, contestando a decisão soberana do Govenro brasileiro sobre o assunto. Em pronunciamento, o senador Cristovam Buarque observa nitidamente um estremecimento da relação entre os dois países diante da negativa de extradição do italiano que, na década de 60 esteve envolvido na luta armada naquele país. O que se comenta é que Battisti curte a liberdade com uma morena de tirar o fôlego. Será que é isso que tanto incomoda ao premier italiano. 

Depois dos canapés, a cobrança.


Impulsionada pelos conselhos de políticos mais experientes nesse traquejo e motivada pelas circunstâncias políticas – no momento nada favoráveis – o triunvirato de mulheres do Planalto caiu em campo. Até a própria Dilma Rousseff, antes tão reticente, abriu as portas do Planalto para oferecer canapés, almoços e jantares aos parlamentares. Antes, uns poucos privilegiados tinham acesso ao telefone vermelho. Com a sobremesa, a cobrança da fatura pelo apoio dos pleitos do governo no Legislativo. Ideli Salvatti, Ministra das Relações Institucionais, já teria sido comunicada de uma série de reinvidicações da base aliada do Governo. Ideli Salvatti prometeu que vai destravar tudo, limpar as prateleiras e tentar construir uma relação menos conflituosa com os parlamentares. Ontem tomou posse o novo presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, que tem o apoio dos irmãos Ferreira Gomes e do senador pelo PMDB do Ceará, Eunício Dias. A indicação de Jurandir Santiago é mais uma evidência de que a presidente Dilma Rousseff procura manter um certo distanciamento do PT.

Comenta-se que o governador Eduardo Campos vem fazendo o possível para manter a dupla Ferreira Gomes no PSB. Fazem um barulho danado, mas trata-se de duas lideranças políticas expressivas, importantes para os projetos da agremiação. Cid Gomes, por exemplo, está entre os governadores mais bem avaliados do país. Até recentemente, numa entrevista concedida à Rede TV, Cid Gomes recomendou a Dilma arrumar a Casa para uma possível volta de Lula em 2014, provocando muita polêmica.No caso da indicação para a presidência do Banco do Nordeste, Dilma Rousseff, mais uma vez, apeou o PT, batendo o martelo em favor do nome indicado pelos Ferreira Gomes e o senador Eunício Oliveira, do PMDB. Assume o Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, formado em direito e geografia e ex-secretário das Cidades do Governo Cid Gomes.  

terça-feira, 14 de junho de 2011

A PEC da reeleição da ALEPE é golpe na democracia.

Ontem o Blog do Jolugue fez alguns comentários positivos sobre o posicionamento do ex-ministro da Justiça e ex-presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Lyra, sobre a PEC da reeleição da ALEPE, que objetiva conceder mais um mandato ao deputado Guilherme Uchôa, numa manobra que arranha a imagem da Casa de Joaquim Nabuco e a biografia do deputado. Como o próprio ex-ministro falou, trata-se de uma vergonha para o Estado. Embora muito amigo do governador e da base aliada do governo – seu irmão é o vice João Lyra – Fernando Lyra posicionou com a convicção de um dos atores políticos mais importantes no processo de redemocratização do país. Por essa razão, a PEC está dividindo a opinião dos parlamentares com assento na ALEPE e assumindo o contorno de golpe de estado na avaliação dos analistas políticos da imprensa nacional.


Roberto Freire: Ainda o sotaque marxista.


Os ânimos estariam aparentemente serenados entre os deputados Mendonça Filho(DEM) e Roberto Freire(PPS). Mendoncinha teria ficado bastante incomodado  com alguns comentários emitidos por Roberto Freire em relação a uma possível fusão entre o DEM e o PPS. Na realidade, Roberto Freire nunca concordou muito com a idéia da fusão, muito embora venha estabelecendo alianças com esse partido já faz algum tempo. Lembro que certa fez, ao conceder uma entrevista, recomendou que o DEM procurasse o PR, o que gerou uma tremenda confusão pelo Twitter, com muita gente confundindo sua fala, fazendo uma troca de sigla, ou seja, sugerindo que ele havia falado PPS e não PR.  O deputado tratou logo de se explicar, argumentando que sua fala havia sido deturpada, como de fato foi. O autor do Blog do Jolugue embarcou nessa barriga, mas logo em seguida pediu desculpas ao deputado.

Raul Jungmann - Sem respostas para a Mesa da Unidade.


Comenta-se que o ex-deputado e possível candidato à Prefeitura da Cidade do Recife, Raul Jungmann teria proposto aos partidos de oposição, PSDB, PMM, DEM e PMDB, uma integração no sentido de compor uma possível mesa da unidade, algo de improvável viabilização. Embora a oposição vislumbre uma possível possibilidade real de poder diante da cambaleante administração de João da Costa, há muitos aspirantes ao cargo de prefeito da Cidade do Recife no campo oposicionista. Poucos dispostos a abdicar desse projeto.  Não vai ser fácil chegar a um acordo. Em todo caso, a iniciativa de Jungmann é louvável.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A desarticulação política do Governo Dilma Rousseff.


Jornalista do jornal Folha de São Paulo percorreu os corredores do poder para entender melhor a dimensão da desarticulação política do Governo Dilma Rousseff. O quadro é realmente preocupante e agora até se entende porque, mais uma vez, a própria Dilma optou por delegar essas funções à senadora Ideli Salvatti, quando todos preconizavam que ela mesma deveria assumir a tarefa de coordenação política do seu Governo. Ela conhece suas limitações para as funções. Anda brigada – imaginem – com o companheiro Marco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados. Agora se explica o silêncio de Marco Maia durante a “Crise Palocci”, que abalou os alicerces da República. Dilma não atende aos telefonemas dos aliados e muito menos os seus pleitos, represando uma penca de nomeações do segundo escalão. Luiz Sérgio, o ex-ministro das Relações Institucionais, sequer tinha um canal direto de comunicação com a presidente. Foi morto por inanição de poder, patrocinada pela cozinha do Planalto. Aconselhada por políticos mais experientes neste traquejo, Dilma até vem tentando convidar a turma para as pajelanças palacianas – regadas à pescada amarela, arroz branco e um genuíno suco de araçá silvestre -, mas muita gente não acredita que ela mude o temperamento depois dos 40.  

Fernando Lyra: artérias políticas oxigenadas.


O ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra, nunca deixou de ser uma referência importante nos meios políticos. Mesmo quando assumiu a Fundação Joaquim Nabuco, não raro era instigado a pronunciar-se sobre os grandes temas da política nacional. Muito em função disso, sua entrevista concedida ao Jornal do Commércio, emitindo sua opinião sobre a PEC da reeleição da ALEPE, teve uma enorme repercussão no Estado, contribuindo, inclusive, para possíveis de mudança de voto de alguns parlamentares daquela Casa. O ex-ministro foi contundente, afirmando tratar-se de um dispositivo inconstitucional e que envergonharia o Estado de Pernambuco. O surpreendente nisto tudo é a disposição do ex-ministro que, mesmo com a saúde fragilizada, continua com as artérias políticas perfeitamente oxigenadas e dando lições de democracia à juventude política. 

O pessoal do PV precisa ler Robert Michels.


Na semana passada o Blog do Jolugue postou uma mensagem comunicando que o sociólogo alemão, Robert Michels, estaria fazendo uma visita ao Partido Verde em Pernambuco.  Michels é autor da tese da “Lei de Ferro da Oligarquização”, envolvendo, em muito, sua experiência empírica com organizações sindicais e partidárias. Mesmo enfatizando os valores da democracia interna, todas acabam descarrilhando e subvertendo esses valores em nome de uma elite dirigente, que passa a dirigir essas organizações com mão-de-ferro. Aos dissidentes restaria apenas o expurgo. Renê Patriota esperneou, Daniel Coelho protestou, mas acabaram isolados no PV de Pernambuco, sequer aparecendo nas inserções do partido. E olha que Daniel Coelho obteve mais de 40 mil votos nas últimas eleições. Parece-nos que ele já teria colocado a viola no saco para cantar na freguesia do PSDB. O Blog do Jolugue também na acredita que Marina Silva permanece por muito tempo na agremiação.

domingo, 12 de junho de 2011

Em setembro, o 1º número do Cadernos de Conjuntura do Blog do Jolugue.


Os Cadernos de Conjuntura do Blog do Jolugue é resultado de uma série de artigos publicados pelo autor do blog, analisando a conjuntura política brasileira. O Blog do Jolugue, apesar de jovem, vem conquistando uma audiência regular nas redes sociais e tornou-se uma fonte obrigatória de consulta para profissionais da área, colunistas de política, atores políticos com atuação nas diferentes esferas. O 1º número dos Cadernos abordará a ascensão e queda do ex-poderoso ministro da Casa Civil no Governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci; as movimentações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, montando as estratégias que objetivam conduzi-lo ao Palácio do Planalto no momento político oportuno. No Estado, o Blog do Jolugue já comenta sobre uma possível “eduardolização” da política; artigo alusivo ao abolicionista Joaquim Nabuco, um monarquista com ideais republicanos; o impacto das políticas sociais do Governo Lula, que conseguiram retirar milhões de pessoas da condição de extrema pobreza e estabeleceu o maior programa de inclusão de jovens entre 18 e 24 anos nos cursos universitários e, finalmente, artigo sobre os problemas enfrentados pela administração do prefeito João da Costa, no Recife, criando uma situação embaraçosa para o PT e para os integrantes da Frente Popular, abrindo uma perspectiva de poder para a combalida e fragilizada oposição no Estado. Isso se eles chegarem a um consenso, evidentemente. A partir de setembro estará disponível o nosso primeiro número, uma publicação que deverá gerar muitos debates, discussões e algumas polêmicas no cenário político pernambucano. Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail jluizpesquisas@yahoo.com.br




Literatura de Cordel: A resistência continua.


A edição de hoje do Diário de Pernambuco, além de brindar os namorados com um tradicional bombom Sonho de Valsa – uma iniciativa muito feliz – traz uma excelente matéria sobre a Literatura de Cordel. Quando ministrava aulas no interior do Estado, logo percebi a importância desse tipo de literatura como um excelente instrumento nos processos de ensino, dada sua imbricada relação com o cotidiano e universo cultural dos educandos geograficamente situados naqueles rincões onde essa tradição continua perene.

Via Mangue - Obras são iniciadas.


Ontem, com a presença do Ministro dos Transportes, do governador do Estado, do prefeito do Recife e demais autoridades, foi lançada a pedra fundamental para o início das obras da Via Mangue, uma avenida que entra pelas entranhas da maior concentração de manguezais em área urbana do mundo. Como bem frisou o governador Eduardo Campos, a Via Mangue é uma obra que está prevista nos projetos de mobilidade para a realização da Copa de 2014. Do ponto de vista estritamente técnico, trata-se de uma obra fundamental para viabilizar o tráfego da Zona Sul com o Recife, hoje já bastante comprometido. Do ponto de vista ambiental, os ativistas se posicionaram contrários à obra, alegando tratar-se de uma agressão ao bioma mangue daquela área.

A Frentre Popular guarda o germe de sua própria destruição?


Alguns fatos estão contribuindo para proporcionar os primeiros indícios de descontentamento na base aliada do governador Eduardo Campos. A PEC da reeleição da Assembléia, por exemplo, já conta com 18 votos contrários. O ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra, irmão do vice-governador, pronunciou-se contrário à medida, taxando-a de inconstitucional. O PTB, também da base aliada, é um dos partidos que tem se posicionado contra a PEC da reeleição, criando alguns embaraços políticos para o Palácio do Campo das Princesas. Um outro fator que vem incomodando muito, sobretudo o PT, é a demasiada aproximação do governador Eduardo Campos com o Presidente Nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra. A desagregação das grandes coalizões políticas formados no Estado, rigorosamente, começaram por dentro, não necessariamente movida por algum fator externo. Mesmo antes do “fator João Paulo”, a União por Pernambuco, por exemplo, já apresentava alguns sinais de fissura, sobretudo porque havia muitos candidatos a caciques na tribo. É exatamente esse “jogo de interesses” que, se não for muito bem gerenciado, pode representar a desagregação da Frente Popular. Para 2014 teremos na disputa três prováveis aspirantes ao Palácio do Campo das Princesas. Sérgio corre por fora? A aliança entre o PSDB e o PSB no plano nacional vem se consolidando.

sábado, 11 de junho de 2011

Dilma Rousseff: Governo saia-justa.


Ciente da derrapada política cometida durante a “Crise Palocci” – quando permitiu que seu Governo fosse tutelado pelo ex-presidente Lula -, Dilma Rousseff parece caminhar para imprimir uma cara nova ao  Governo. Sem ouvir o PMBD e contrariando o próprio PT – que desejava o nome do deputado Cândido Vaccarezza -, Dilma convidou a senadora Ideli Salvatti para assumir o Ministério das Relações Institucionais. Com isso, demonstra claramente que pretende guardar certa independência da influência de Lula sobre o seu Governo. Vaccarezza seria mais um nome da confiança de Lula. Comentando o assunto, o Presidente Nacional do DEM, senador Agripino Maia, informa que estamos diante de um governo saia-justa. Algo ainda a ser compreendido é o absoluto descontrole de Dilma Rousseff durante a administração da “Crise Palocci”, quando ela, naquele momento, já procurava construir uma imagem de autonomia, recebendo elogios até mesmo da oposição. Por falar em oposição a troca de amabilidades entre FHC e Dilma Rousseff são freqüentes.  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ideli Salvatti assume a coordenação política do Governo Dilma.


Dilma Rousseff surpreendeu mais uma vez ao escolher a senadora Ideli Salvatti como a nova articuladora política do Governo. O Partido dos Trabalhadores e até mesmo o PMDB tinha preferência pelo nome do  deputado Cândido Vaccarezza. Alguns parlamentares, caso de Marco Maia, assumiram abertamente a candidatura de Vaccarezza, mas Dilma optou pelo nome de Ideli, constituindo o núcleo duro do Governo de uma trinca de mulheres de temperamento forte. Se isso vai dar certo, só o tempo dirá. Para o Ministério da Pesca, Dilma indicou o ex-ministro da articulação política, Luiz Sérgio. Tornaram-se públicas as informações que davam conta que nos jantares oferecidos pelo Planalto o prato principal era o peixe Sérgio frito. O Blog do Jolugue já havia informado que ele seria o próximo na lista de degolas.

Servidores Públicos poderão ter reajustes anuais.


A Folha de São Paulo informa que o Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta semana, o julgamento de uma ação que pode significar reajustes anuais para os servidores públicos das esferas municipal, estadual e federal. O reajuste, previsto no texto constitucional, é simplesmente ignorado pelos governantes. No entendimento do relator, ministro Marco Aurélio Mello – sempre sensível à causa – os servidores tem direito a um reajuste anual, que corrija as perdas provocadas pela inflação. O caso em lide é uma ação movida pelos servidores públicos paulistas, mas servirá de referência para todos os servidores públicos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Luiz Sérgio: O "garçon" foi servido de bandeja pelo PT.


Conforme o Blog do Jolugue já comentou, Dilma Rousseff, por alguma razão – talvez até mesmo contingenciada pelas circunstâncias políticas – nunca permitiu que o Ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, realizasse plenamente suas funções. O ministro ficou conhecido no legislativo como “garçon”, ou seja, educadamente anotava os pedidos, mas a decisão final sempre ficava sob a responsabilidade do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Com a saída de Palocci do Governo, iniciaram-se as especulaçoes sobre, efetivamente, quem assumiria a articulação política do Governo. O próprio PMDB deseja ter uma participação efetiva nesta decisão, de preferência indicando o nome do seu dirigente, Michel Temer, para exercer o papel. Comenta-se que é um craque no assunto. Quando empossou a senadora Hoffmann na Casa Civil, enfatizando que o perfil do Ministério seria técnico, a própria Dilma insinuou que poderia assumir a coordenação política do seu Governo. Pelas credenciais demonstradas durante a Crise Palocci, não seria aconselhável. A bem da verdade, o melhor nome seria o do ex-presidente Lula. O Partido dos Trabalhadores se movimenta em duas direções: Primeiro, entregando de bandeja a cabeça de Luiz Sérgio. Depois, torcendo que Dilma opte por um dos nomes que estão em disputa pelo cargo dentro da agremiação, o que é improvável, posto que o partido vem dando muitas dores de cabeça à presidente. Sobretudo a ala paulista. Pelo microblog Twitter, Luiz Sérgio passou o dia de hoje dando explicações de que não pediu demissão. Na realidade, o garçon já foi servido.


Será que Raul Jungmann atravessa essa fogueira?


No plano estratégico do PSDB está previsto o lançamento de candidatura própria em 400 cidades-pólo. Ainda não se sabe exatamente qual será o posicionamento do partido em relação ao Recife. O ex-deputado Raul Jungmann vem sendo instigado a filiar-se ao partido, credenciando-se a lançar-se candidato pela legenda em 2012, caso Sérgio Guerra cumpra a palavra que empenhou quando Jungmann embarcou numa candidatura suicida ao senado em 2010. Por outro lado, como o próprio Blog do Jolugue comentou, é cada vez maior a aproximação de Sérgio com o Palácio do Campo das Princesas. Sérgio Guerra chegou a afirmar que o adversário do PSDB no Estado é o PT e não o PSB. Estará comendo a pamonha preparada por João Lyra em seu sítio no arredores de  Caruaru, descascada por Eduardo Campos. Convém ficar de olhos bem abertos no contorno das nuvens produzidas pelos fogos de artifícios na Princesa do Agreste. Jarbas já se queimou na fogueira.

Um Humala comedido visita o Palácio do Planalto.


Ollanta Humala, recém-eleito presidente do Peru, encontrou-se com a presidente Dilma Rouseff, no Palácio do Planalto. O gesto de Humala é revestido de uma série de significados. Humala contou com a assessoria do Partido dos Trabalhadores em sua campanha à Presidência daquele país. Nesta segunda tentativa, procurou afastar-se do presidente venezuelano, Hugo Chávez, estabelecendo uma aproximação maior com o Governo brasileiro, creditando-lhes maior confiabilidade ao eleitor peruano, temeroso dos rompantes autoritários chavistas. Quem traduziu muito bem essa situação foi o escritor Mário Vargas Llosa, último prêmio Nobel de Literatura, ao afirmar – quando a eleição foi para o segundo turno – que o país se encontrava entre um tiro no escuro, representando por Humala, ou o suicídio, que seria representada pela volta de mais um Fugimori ao poder. Economicamente, o Peru vem demonstrando um grande fôlego. Vamos torcer que, com bastante equilíbrio e respeitando as liberdades, Humala possa consquistar grandes avanços sociais.

Arquivo semi-morto!

Aroeira

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Testemunha Ocular: O autor do Blog em visita, com os alunos, ao senhor José do Nascimento, o homem caranguejo, e sua esposa, Dona Sebastiana.

Alexandre Padilha pode substituir Luiz Sérgio, aquele que nunca foi.


O Ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, é o próximo nome na lista de degola do Planalto. Luiz Sérgio, por alguma razão, nunca exerceu plenamente as funções de articulador político do Planalto. Se desejasse, Dilma poderia ter mudado esse quadro, facultando ao deputado a delegação e a autoridade necessárias para o exercício pleno de suas funções. Não o fez, permitindo que o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, exercesse, de fato, essa função, colocando Luiz Sérgio numa situação bastante delicada dentro e fora do Planalto. No parlamento ele ficou conhecido como “garçon”, aquele que apenas anota os pedidos, mas serve apenas os petiscos de entrada. A refeição principal era sempre com Palocci. Dilma Rousseff surpreendeu muito gente na escolha da nova chefe da Casa Civil ao optar pela senadora Gleisi Hoffmann. Dos nomes cotados para substituir Luiz Sérgio, o mais limpo é do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Há até outros bons nomes na lista, mas estão mais sujos do que poleiro de galinha.

Gleisi Hoffmann, a primeira entrevista da Ministra da Casa Civil.

Pobre ex-ministro rico!

Pelicano

terça-feira, 7 de junho de 2011

Palocci cai. O PT comemora.


Politicamente, a situação do Ministro-Chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, continuava muito fragilizada, apesar das “fuerzas” desejadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ontem, em sua visita ao Palácio do Planalto. O impasse continuava, apesar do parecer do Procurador-Geral da República, arquivando o pedido de investigações sobre a evolução do seu patrimônio. Entre outros fatores, em função da Crise Palocci ter sido muito mal gerenciada pela presidente Dilma Rousseff. Dilma, com a popularidade em alta e recebendo elogios até mesmo da oposição em função de sua autonomia e independência, repentinamente, sentiu-se acuada e desprotegida, pedindo apoio ao ex-presidente Lula, que chegou a Brasília como um general de infantaria, dando ordens e tentando arrumar a Casa. Pegou muito mal para a presidente, que até então vinha enfrentando a turma do PT com bastante altivez. Diante do exposto, para usar um jargão dos advogados, parecia inevitável a demissão de Palocci e ela ocorreu. Para assumir o cargo, Dilma convidou a senadora Gleisi Hoffmann, esposa de Paulo Bernardo, com a tarefa de imprimir uma orientação mais técnica ao cargo, deixando as atribuições políticas ao Ministério das Relações Institucionais, o que significa, necessariamente, a demissão do seu atual ocupante.