Ontem, 29, comentamos por aqui acerca de uma grande investida da Polícia Civil do Ceará, que encontrou uma fazenda na cidade de Acopiara, com 290 mil pés de maconha. É a maior operação de erradicação de drogas já realizada pelo Polícia Civil do estado. O caso está sendo muito explorado pela oposição, impondo-nos os cuidados necessários ao abordá-lo, principalmente neste momento pré-eleitoral, onde as narrativas são prolíferas. Hoje, 30, o governador Elmano de Freitas esteve no local, onde determinou providências e instaurou uma espécie de inquérito administrativo na Corregedoria da Polícia Civil com o propósito de apurar responsabilidades sobre eventuais falhas na condução da operação.
É como se a Polícia Civil, eventualmente, estivesse abandonado a operação antes da providências adotadas, neste caso, como a destruição da droga encontrada - uma grande quantidade foi mantida no local, armazenada em sacos para transporte - identificação dos proprietários da terra, indiciamentos, etc. Ao que sugere a oposição, supostamente, nada disso foi feito. A presença do governador ao local não se dá apenas pela quantidade de drogas encontradas. Há um indicador aqui de que, de fato, algumas falhas na condução desse processo poderiam ter sidos cometidas. Apontar responsabilidades e eventuais responsáveis é um trabalho do Ministério Público e da Corregedoria de Polícia do estado.
A cada momento que lemos alguma informação sobre o assunto, ele se torna mais confuso. Pela quantidade de drogas plantadas, o pessoal já operava no local há bastante tempo. Não se tratava apenas de plantação, mas de processamento de drogas, a julgar pela quantidade de entorpecentes ali encontrado, pronto para o consumo. Segundo se especula, a droga poderia ser transportada por helicópteros. O dono da propriedade seria uma pessoa com ligações políticas.

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