Depois do encontro nacional da legenda, onde se concluiu, talvez equivocadamente, que o problema do Governo Lula3 era essencialmente - e tão somente - um problema de comunicação, partindo-se do pressuposto de que os feitos do Governo não estavam chegando ao conhecimento da população, entendeu-se que essa área nevrálgica precisava ser mexida imediatamente. Mesmo se não houvesse a premência de uma reforma ministerial, pelo andar da carruagem política, as mudanças na SECOM ocorreriam de qualquer jeito. Uma das primeiras preocupações do novo homem forte da comunicação institucional, Sidônio Palmeira, foi expor o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passara a ser uma pessoa mais reservada neste terceiro mandato.
Lula precisaria assumir a dianteira da narrativa, então pautada pela oposição, principalmente através das redes sociais, onde eles ganham com folga, impedindo que as notícias positivas sobre o Governo cheguem à ponta, ou seja, ao público. O PT evitou fazer uma autocrítica, que à época advogávamos como absolutamente necessária, e Sidônio, que acabara de entrar no time, preferiu acompanhar o mantra de que tudo estava bem e que bastava comunicar-se melhor com a população. Em parte isso faz algum sentido, afinal ele entrou no time para melhorar a comunicação institucional e não para assumir o papel de CEO.
A questão é que o PT perdeu o timing. No dia de ontem, 25, foi divulgada uma nova pesquisa, desta vez realizada pela CNT\MDA, onde confirma-se a perda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em cadeia nacional, recentemente, o Governo voltou a requentar velhas estratégias populistas que hoje já não surtem o impacto de décadas atrás. Não podemos confirmar isso, mas, segundo alguns vídeos divulgados nas redes sociais da oposição, teria ocorrido um panelaço de protestos durante a sua fala. A expectativa é que ele entre em cadeia nacional a cada 15 dias. Tá na hora de se pensar com clareza o que será dito à população.
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