pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nova ministra da Cultura, Marta se diz "horanda"

                    
Nova ministra da Cultura, Marta se diz Foto: Sérgio Lima/Folhapress

Senadora classificou o convite da presidente Dilma para assumir o Ministério como "honroso e surpreendente" e negou que tenha qualquer relação com sua participação na campanha de Fernando Haddad: "Desde o começo da campanha eu disse que na hora que fosse fazer a diferença entraria e entrei"

11 de Setembro de 2012 às 18:44
247 - Colunista do 247, a senadora Marta Suplicy assume o Ministério da Cultura na próxima quinta-feira. Marta recebeu nesta terça-feira o convite da presidente Dilma Rousseff, que classificou como "surpreendente". "É um convite honroso e surpreendente. Vou assumir o ministério, um desafio interessante e estou muito honrada com o convite. Sou do governo e se a presidenta acha que eu devo exercer a função no ministério, vou atendê-la", disse Marta.
A senadora destacou que terá muito trabalho pela frente. "Vou tomar contato do ministério, estudá-lo antes de me pronunciar. Vou, com muita humildade, estudar todas as questões do ministério, que considero fantástico, e temos muitas coisas para fazer", disse, desmentindo que sua indicação tenha qualquer relação com a sucessão à Prefeitura de São Paulo.
A senadora vinha se mantendo afastada de eventos públicos em favor do candidato Fernando Haddad até a semana passada. "Não [tem relação]. Desde o começo da campanha do Haddad eu disse que na hora que fosse fazer a diferença entraria e entrei. Não tem nenhum vínculo [com a indicação]", disse.
Expectativa
Para o presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, Eduardo Barata, que a nomeação de Marta pode resultar em mais recursos e maior força política para o MInistério da Cultura.
“Além de ter sido uma escolha política da presidenta Dilma Roussef, Marta Suplicy transita junto ao Poder Executivo com mais força. Eu tenho certeza de que haverá um outro olhar, o MinC passará a ter mais importância”, disse Barata à Agência Brasil.
Para ele, faltava à ministra Ana de Hollanda uma boa interlocução com o Parlamento, o que não ocorre com a senadora Suplicy. Duas políticas para o teatro adotadas por Marta quando prefeita de São Paulo foram elogiadas pelo presidente da APTR: a iniciativa de levar espetáculos profissionais aos CEUs (centros educacionais unificados) e a Lei de Fomento ao Teatro, que concede financiamento a grupos teatrais, dentro da meta de levar espetáculos para as regiões periféricas da cidade.
Ex-prefeita da cidade de São Paulo, a senadora petista foi ministra do Turismo durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Nota do Editor: Por essa, nem a senadora esperava. Estava sendo articulada a sua nomeação para a Embaixada do Brasil em Washington, como parte do acordo em razão da sua desistência de candidatar-se a prefeita de São Paulo, abrindo o caminho para Fernando Haddad. Ao longo desse processo, amuada, Marta criou uma série de embaraços para o candidato indicado por Lula. Bem situada nas primeiras pesquisas de opinião - onde aparecia bem como postulante - Marta era uma peça importante na engrenagem da candidatura petista. Ora porque mantém o controle e influência sobre ala estratégica da composição do PT naquele Estado, ora porque possui densidade eleitoral onde o candidato sequer é conhecido, na periferia de São Paulo. No último domingo, abandonou a Louis Vuitton e o salto alto para acompanhar o candidato, o que já se prenunciava um acordo com o Planalto. É embaraçoso especular sobre o futuro de Marta naquele Ministério. Desde o início de sua gestão, Ana de Hollanda vinha enfrentando problemas de toda ordem, conforme exaustivamente apontado pela imprensa, seja movidos por integrantes do Governo com os quais se indispôs, seja por entidades de classe. Com a solução, Dilma Rousseff corrige alguns problemas: a) Coloca Marta de uma vez na campanha de Fernando Haddad em São Paulo, fazendo as pazes com Lula; b) Evita um problema com o Itamaraty, diexando de nomear para o cargo de embaixadora alguém que não é do quadro de carreira do órgão. Diante dos impasses que o PT está enfrentando nessas eleições, São Paulo passou a ser a maior prioridade da agremiação, uma vez que a toalha já foi jogada em  praças como Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte. 

Humberto Costa quer ministros ao seu lado

                       
Humberto Costa quer ministros ao seu ladoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr e Tarsio Alves/Divulgação

A vinda do primeiro escalão do Governo dilma Roussef daria um gás novo à campanha petista, que vem caindo nas pesquisas, e que perdeu ainda mais força com a não confirmação do ex-presidente Lula nos eventos programados pela legenda no Recife; junto com o apoio ministerial, partido eleva o tom das críticas ao PSB no guia eleitoral

11 de Setembro de 2012 às 12:41

Leonardo Lucena_PE247 – Com a tentativa de “carimbar” a afirmação do ex-presidente Lula em seu guia de que possui “experiência política e competência administrativa”, o candidato à Prefeitura do Recife (PCR) pelo PT, Humberto Costa, está juntando todas as suas forças para trazer ao Recife oito ministros para participarem de sua campanha no que seria uma demonstração de prestígio junto ao Governo Federal. A vinda do primeiro escalão do Governo dilma Roussef daria um gás novo à sua campanha, que vem caindo nas pesquisas, e que perdeu ainda mais força com a não confirmação da participação do ex-presidente Lula nos eventos programados pela coordenação de campanha.
As informações dão conta de que o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desembarcará no Recife no próximo dia 20. Com o programa Clínicas da Família, cujas unidades ainda não foram construídas na Capital, o senador pretende deixar claro à população que não terá maiores dificuldades para captar recursos. E, neste caso, trata-se de uma área, ao lado da segurança pública, a qual os recifenses estão mais insatisfeitos. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também integra a lista do candidato petista.
Enquanto Lula não confirma sua vinda à capital pernambucana, o postulante almeja mostrar que sua articulação política encurta o caminho para a concretização de seus objetivos relacionados à gestão administrativa, caso seja eleito. Uma tecla que vem sendo batida constantemente é reafirmar que a experiência política de Humberto Costa - nas Câmaras Federal e Municipal, Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), Senado Federal, Secretaria Estadual das Cidades, Secretaria Municipal e Ministério da Saúde – têm mais peso que a história de Geraldo Júlio, que nunca exerceu nenhum cargo eletivo.
Ao mesmo tempo, as cutucadas em Geraldo Júlio não param. Mas, agora, as alfinetadas estão mais severas. Na última apresentação do guia eleitoral, a equipe de Humberto Costa está tentando desconstruir o candidato Geraldo Júlio, alegando que o mesmo, indevidamente, amplia seu currículo atribuindo para si a execução de alguns projetos.
Entram nesta lista, por exemplo, o Pacto pela Vida, que segundo o guia, foi coordenado pelo sociólogo José Luiz Ratton, e a fábrica da Fiat, em Goiana, Zona da Mata Norte, fruto de uma articulação entre o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e o hoje ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.
Sobre este assunto, um alto integrante do PSB socialista comentou que “a campanha de Humberto Costa está chegando ao desespero. Desde as eleições de 1988, quem partiu para este tipo de ação, com ataques desta natureza, acabou perdendo o pleito. É o que vai acontecer agora”, observou.
Paralelamente, integrantes do PT querem que a participação do ex-prefeito e atualmente candidato a vice, João Paulo, seja mais “viva”. A partir daí, abre-se uma nova expectativa sobre os impactos que isso terá na campanha de Costa. É sabido que, até o momento, o alto grau de popularidade de Lula não foi um instrumento para manter o senador na liderança das pesquisas eleitorais. E no caso de um ex-gestor que deixou o governo com quase 90% de aprovação? Até o momento este impacto também não tem refletido nas pesquisas de opinião.
Agora, é esperar para ver o que vai ser do PT nessa reta final de campanha e se as estratégias de constantes ataques a Geraldo Júlio somadas ao peso que o nome de João Paulo tem em meio ao eleitorado recifense serão suficientes para fazer de Humberto Costa vitorioso nessas eleições.

Nota do Editor: Ontem o senador Humberto Costa e o Deputado Federal João Paulo tiveram uma longa conversa com Lula, testemunhada por Rochinha. Não sei se há muito coisa a fazer diante do quadro, como já informamos em outras ocasições. A presença de Lula term sido constantemente posta em dúvida, ora em razão de seus problema de saúde, ora em razão das contingências políticas que estão em jogo, como a de ter que explicar porque o Recife e não outras cidades onde o partido enfrenta as mesmas dificuldades. Por outro lado, os grãos-petistas começam a por em dúvida as reais possibilidades de mudança do quadro com a presença de Lula. Consideramos que a situação do Recife já está definida, uma vez que Eduardo Campos, aparentemente, apesar de se constituir numa alternativa real de poder, refreou suas aspirações, deixando Lula, Dilma e caciques do PT mais tranquilos. A bem do It's true, acho que não interessa mais a Lula vir ao Recife. Seus problemas maiores com o Eduardo não estavam relacionados às querelas com o PT, mas, sobretudo, em razão de suas ambições pelo Planalto.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nota Oficial do Candidato Roberto Numeriano.

 
 
"Não há Direito para o pobre. Ao rico tudo é permitido". (Letra da "Internacional Comunista", hino internacional dos trabalhadores)

No domingo à noite, dia 09, fomos barrados no debate da RedeTV, que não nos convidou, mas, por força de uma liminar concedida pelo juiz eleitoral, ganhamos o direito de participar. A mesma liminar foi cassada depois, e por isso ficamos de fora. Nunca me encantei pelo Direito e suas formalidades porque, nunca sociedade de classes, as leis e a maior parte das decisões judiciais são feitas conforme a ideologia dominante dos magistrados (em geral, gente de direita e até reacionária que, quando jovem, nos bancos universitários, exibe tintas liberais, mas depois, talvez por conta de um "complexo das origens pobres", começa a pensar conforme os patrões togados). Esse dado é produto de várias pesquisas de mestrado e doutorado. Não sei e não me interessa o nome de quem cassou a liminar. Mas o fato é que não devemos esperar muito de um Direito exercido sob o peso do capital privado, sobretudo na esfera pública. Esse "Direito" dos ricos sempre encontra uma "brecha", um argumento supostamente jurídico para embasar o que até pode ser "legal", mas em essência é ilegítimo.

Foi o caso flagrante de ontem, quando fomos barrados. Estávamos lá para discutir a cidade, o Recife e as demandas de seus habitantes, conforme a crítica e o projeto de sociedade da Frente de Esquerda PCB-PSOL, que sem dúvida é a única que rompe, no conceito e na prática, com a apropriação privada do interesse público recifense, com o controle privado por parte de empresas (construtoras, concessionárias de ônibus, entidades patronais, grandes empresários do comércio e indústria), que hoje definem e decidem o que deve ser o Recife e a vida do recifense. Esse poder econômico escarnece da democracia, mesmo formal, conquistada a duras penas por militantes sociais e políticos de várias gerações. Esse poder corrupto, desumano e degenerado impõe quando, o que e onde devemos falar. Esse poder reacionário abusa da liberdade de expressão para ser contra a liberdade de expressão.

A RedeTV, dentre outras, se arvora no direito de negar a voz de quem quer falar aos recifenses. Se alguma lei assim permite, devemos dizer que esse direito é ilegítimo, porque autoritário. Se alguma lei nos impõe o silêncio, devemos protestar e gritar, pois essa lei é fascista e merece total desobediência civil. Peço que boicotem a programação de todas as emissoras de rádio e TV que não respeitam o direito de candidatos iguais disputarem em condições de igualdade o voto do recifense. Ingressei aos 21 anos na militância política, ainda sob a ditadura militar. Não admito ter lutado tanto, junto com meu Partido ( o PCB, que teve dezenas de militantes mortos e desaparecidos na luta pela democracia), para ter cassado o meu direito de debater a cidade com o povo recifense. Como cidadão recifense, jornalista, político, cientista político e professor estou revoltado e indignado, sobretudo pela humilhação imposta pela RedeTV, que, embora sabendo da cassação da liminar, solenemente nos ignorou no hall do Empresarial JCPM, cujos seguranças, quando abríamos a cancela para obter explicações (pois, de fato, nos tratavam com solene desprezo), vieram acintosa e rispidamente nos barrar, como uma ameaça velada de que nos bateriam se passássemos da cancela. Estávamos com uma liminar na mão e fomos tratados como invasores, como bandidos. Não basta a humilhação da mídia impressa, que nos "invibiliza" diariamente?

E o fato é que as redes de emissoras de rádio e TV, além dos jornais, são concessões públicas. O Estado Democrático de Direito, se estivéssemos numa democracia verdadeira, deveria garantir o acesso igualitário a esses meios, para o debate livre e democrático de idéias. Mas garante, desde que a voz fique amestrada, fale nos termos da ordem burguesa autoritária e restritiva de direitos, como o direito e garantia fundamental da expressão da opinião. Essa é, concretamente, a democracia dos ricos, dos poderosos, da elite corrupta que tornou nossa cidade degradada, uma cidade capturada por grupos empresariais que imaginam calar para sempre a voz do povo recifense. Esse Império do Mal, esse banquete de horrores, um dia vai cair. Todos os impérios caem, não será esse, sob esse Direito feito para a elite escarnecer dos outros, que vai durar para sempre. O povo sempre percebe, cedo ou tarde, o que está em jogo.

Perdoem, caros recifenses, meu desabafo e indignação. Mas há momentos em que ou falamos ou sufocamos sob o peso de tanta injustiça política, moral e jurídica. Peço que divulguem pela rede esse protesto.

Roberto Numeriano é candidato da Frente de Esquerda PCB-PSOL.
 

domingo, 9 de setembro de 2012

Cristovam Buarque: O PT envelheceu

                      
“O PT envelheceu”Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) participou de ato de campanha em apoio ao candidato Geraldo Julio (PSB) à Prefeitura do Recife e criticou a postura adotada pelos petistas na campanha; parlamentar avaliou sentimento da população em relação ao PT como “esgotamento”

08 de Setembro de 2012 às 17:48
PE247 - Quem prestigiou a campanha do candidato à Prefeitura do Recife pelo PSB foi o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Durante uma caminhada neste sábado (8) na Zona Norte da capital pernambucana, ao lado do prefeiturável e do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, o parlamentar criticou o processo de desconstrução do PT em relação ao à chapa que seu partido integra, dizendo que avalia a atitude dos petistas como um processo de “esgotamento”.
“Em física, se chama fadiga de material. Em política se chama esgotamento. As caras ficaram velhas e o PT envelheceu”, cutucou o pedetista. Além disso, o senador também afirmou que “o Recife não é o quintal de São Paulo”, além de reforçar que PDT e o PSB não são “vassalos” dos petistas.
“Vim aqui para dizer a vocês a responsabilidade de cada um nesse momento. O Brasil inteiro está observando”, continuou. Apesar do discurso, Cristovam acredita que não há afronta na disputa entre o PSB e PT no âmbito federal e que isso não irá interferir na relação com o governo Dilma e com o ex-presidente Lula. “A presidente não pode dizer que o Brasil é do PT. O Brasil é dos brasileiros”, finalizou.

sábado, 8 de setembro de 2012

Apoio do Professor Michel Zaidan a Edilson Silva 50.000


The Economist: Asian Welfare States

New cradles to graves

The welfare state is flowering in Asia. Will it free the continent from squalor? Or sink it in debt?


A CARTOON cat decorates the T-shirt worn by Agus Kurniawan, a two-year-old cradled in his mother’s lap. But the cat is hard to see, because young Agus cannot hold himself upright. His body is bowed by microcephaly, an undersized skull and brain, which plays havoc with his motor functions.
His mother has been advised to seek therapy in Bandung, 60km (37 miles) away from their home in Gunturmekar, a village in the Indonesian province of West Java. The family’s medical bills there would in principle be paid by the government under a scheme called Jamkesmas, which has covered over 76m of Indonesia’s poorer citizens since 2008.
But his mother says she cannot afford to make the trips. Her hopes now rest with another scheme called PNPM Generasi. It gives funds to the village (about 47m rupiah, or $5,300 last year) which a board of 11 villagers decides how to spend. But it is doubtful Agus will qualify. PNPM Generasi is dedicated to improving school attendance, maternal health and infant nutrition. But feeding is not Agus’s problem, his mother admits. He’ll eat anything.
For decades Indonesia’s government has tried to improve the lot of villages like Gunturmekar through piecemeal projects. Some, like Jamkesmas, have breadth but no depth: it has an annual budget of less than $10 per person. Others, like PNPM Generasi, respond to the community’s demands not the individual’s. But Indonesia is now embarking on something more systematic: it is laying the foundations of a welfare state.
Last October Indonesia’s parliament passed a law pledging to provide health insurance to all of the country’s 240m citizens from January 1st 2014. One government agency will collect premiums and foot the bills, making it the biggest single-payer system in the world, says Dr Hasbullah Thabrany of Universitas Indonesia in Jakarta. The same law also committed the government to extend pensions, death benefits and worker-accident insurance to the nation by July 2015. The government has said little about the cost or generosity of these broader benefits. If Indonesia tried to universalise the kind of package now enjoyed by civil servants and 9m salaried employees, it would have to collect over 18% of wages to fund the scheme fully, according to calculations by Mitchell Wiener of the World Bank. Passing the law is always easier than paying for it.
Indonesia is not the only country in developing Asia rapidly expanding health insurance. In the Philippines, 85% of the population are now members of PhilHealth, the government-owned health insurer, compared with 62% in 2010. China’s rural health-insurance scheme, which in 2003 covered 3% of the eligible population, now covers 97.5%, according to official statistics. India has also extended (albeit modest) health insurance to roughly 110m people, more than twice the number of the uninsured Americans whose plight motivated Obamacare; this is, as America’s vice-president once said about his boss’s reforms, a “big fucking deal”.
This new Asian interest in social welfare goes far beyond health. Thailand, which achieved universal health care in 2001, introduced pensions for the informal sector in May 2011. China’s National Audit Office last month declared that the country’s social-security system was “basically” in place. India expanded its job-guarantee programme to every rural district in 2008, promising 100 days of minimum-wage work a year to any rural household that asks for it.
Tigers turning marsupial
Rich countries like South Korea and Taiwan have gone further. In 2008 Korea introduced an earned-income tax credit, a universal basic pension and an insurance scheme providing long-term care for the elderly. December’s presidential election is fast becoming a game of welfare one-upmanship. Even Singapore, long opposed to the idea of a “crutch economy”, offered cash handouts, disguised as tax rebates, to people with low incomes and low-rent homes in this year’s budget.
Although poorer countries still limit themselves to ad hoc welfare offerings, fitting the spending level to revenues one budget at a time, there is an increasing trend towards entitlements served by statutory institutions that will outlive the budgetary cycle. As these systems mature, welfare provision will be demand-led, not supply-driven; welfare will become integral to the state. Asia’s tigerish economies are turning marsupial, carrying their dependants along with them as they prowl.
Some of the national leaders who unleashed those tiger economies would be shocked and disturbed by the development. To them the welfare state was a Western aberration that would serve only to undermine thrift, industry and filial duty. Those virtues, they argued, underpinned their economic miracles and won envious admiration abroad, not least in Western countries bent under the weight of their social obligations.
That is not to say that Asia boomed in the complete absence of welfare provisions. But its arrangements took a distinctive form which Ian Holliday of Hong Kong University has termed “productivist”. This model subordinated social policy to economic goals. In Europe, some politicians like to say growth is necessary to pay for health care and other goodies. Productivism reversed that logic: welfare provision is a means to the end of economic progress, not the other way around.
Institutionalised welfare provision was reserved not for the neediest cases, but for workers in the most productive industries. Even for these lucky few, welfare was not a right or an entitlement; it was more like an investment in manpower. Welfare services (injury insurance, health care, pensions) were delivered by state-owned corporations rather than ministries, in part so that no one would come to think of pensions and health as the state’s responsibility. This model of welfare tried to keep savings high and work incentives sharp. In Korea, for example, anyone aged 18-65 used to be ineligible for public assistance.
Thus Asia’s tigers kept social spending low as a percentage of GDP while their economies grew at unprecedented rates. This rapid economic progress was combined with big social advances in literacy and life expectancy. But the model fell foul of two closely linked disruptions and one implacable trend.
The trend was a steep decline in fertility. The average South Korean woman can now expect to give birth to only 1.39 children in her lifetime; in Singapore, the figure is 1.37; in Hong Kong, only 1.14. This welfare model assumed that Asia’s tightly knit families would take care of the social responsibilities its governments refused to shoulder. But asked to tutor their children, care for their parents and supplement their husband’s income, women have rebelled. The Singaporean women interviewed by Shirley Hsiao-Li Sun, a sociologist at Nanyang Technological University in Singapore, “want more direct and universal state subsidies, especially for education and health care,” she writes.
The disruptions were the interruption of miracle growth and the erosion of authoritarian rule. The Asian financial crisis of 1997-98 resulted in a spike in lay-offs among industrial workers, and governments found it impossible to leave the jobless masses to their fate. Before 1998, none of Taiwan’s unemployed got state benefits. By 2001, all of them did. In South Korea President Kim Dae-jung pushed through a controversial 1999 act guaranteeing a minimum income to the poor, even if they could work. That minimum is now about 97% of America’s poverty guideline, measured at purchasing-power parity, in a country with only about 67% of America’s GDP per head.
Asian values and welfare
At the same time, in much of Asia, newly assertive opposition parties showed that the distaste for welfare expressed by authoritarian leaders was not shared by the population at large. Welfare promises won votes. Even in China, where there are no national votes to win, policymakers began to promise a “harmonious society” not just a fast growth rate.

It seems that every country that can afford to build a welfare state will come under mounting pressure to do so. And much of Asia has hit the relevant level of prosperity (see chart 1). Indonesia is now almost as developed as America was in 1935 when it passed the landmark Social Security Act, according to figures compiled by the late Angus Maddison, an economic historian. China is already richer than Britain was in 1948, when it inaugurated the National Health Service (NHS) which, to judge by political ructions—and Olympic opening ceremonies—has become crucial to its sense of national identity.
Asian welfare still looks lean by Western standards. Public health spending is still only 2.5% of GDP, compared with about 7% in the OECD group of rich nations. That will change as Asia ages, but high co-payments (in South Korea), low payments to hospitals (in Thailand) and sparse facilities (in Indonesia and elsewhere) have also contained costs.

The results of the region’s welfare-state-building are neatly summarised by the Asian Development Bank’s Social Protection Index (see chart 2). It divides a country’s social spending by the number of potential beneficiaries and expresses the result as a percentage of the country’s GDP per head. If Japan’s social-security spending were divided in this way, each beneficiary would receive about 13% of the country’s GDP per head. For South Korea, even after two decades of democracy, that figure is only 7.1%
Asian countries have tended to spread their spending thin. South Korea’s means-tested basic pension covers about 70% of the elderly but pays only 5% of the average wage, according to Randall Jones of the OECD. Indonesia’s Jamkesmas scheme purports to cover everyone in the bottom 30%. But in reality, about 80% of cardholders do not know what they are entitled to, and some, like Agus’s mother, could not make it to a hospital even if they did.
The paucity of Asia’s coverage partly reflects distinctive problems. One is informal workers, who remain a big share of the labour force by rich-world standards even in relatively prosperous countries, where they include everyone from day labourers to self-employed lawyers. When Thailand tried to enroll people who were neither poor nor employed by big firms in a voluntary health-insurance scheme in the 1990s, the sick tended to join but the healthy stayed away, leaving a large share of the population uncovered. In 2001 the government decided it was cheaper to pay for their coverage itself, demanding only a 30-baht co-payment per visit to the doctor.
Just as contributions are hard to collect, so beneficiaries are often hard to identify. Many Asian programmes are intended only for the poor, but they can be hard to distinguish from everyone else. Over half of the Indonesians who now hold the free Jamkesmas health-insurance card do not belong to the bottom 30% for whom such cards are intended, says Matthew Wai-Poi of the World Bank. With the bank’s help, the government has drawn up a new list of the indigent, based on proxies for poverty (dirt floors, unprotected wells, shared toilets without drains, and so on) that are easier to verify and harder to manipulate. That said, in other countries people have been known to hide their motorbike and borrow the neighbours’ kids to seem more deserving than they are.
At least Jamkesmas attempts to target the poor. One of Indonesia’s biggest fiscal giveaways subsidises motor fuel regardless of who uses it, and thus mostly ends up with the car-owning rich. Last year those subsidies cost the government nine times what health care did.
The third problem is the sheer size of some countries and their range of living standards. Enforcing national welfare standards in a country like China, India or Indonesia is more akin to establishing common standards, not in a single country like Germany or Greece, but in the European Union as a whole—not something that has advanced noticeably far in 50 years.
Second-mover advantage
Under the current system migrant workers in China worry that their pension entitlements will not follow them if they move from one province to another. The owner of the Fukang Market store in a village outside Beijing is originally from Shanxi province, 500km away. He and his wife have not joined the local pension scheme, worried that if, say, their store were torn down, they would have to move—but their pension would not follow.
However, as latecomers to the welfare state, Asian countries also have certain advantages. They can learn from the West’s mistakes, and they can leapfrog some of its obsolete practices.

The starkest lesson they can learn is fiscal. Bambang Widianto, the head of Indonesia’s task-force against poverty, confesses to being scared by the example of Greece. Unlike Singapore, where citizens are required to contribute to a provident fund from which their pensions will be drawn, the pensions Indonesia has promised to offer to the nation in 2015 will be partly on a “defined benefit” basis, under which a person’s pension may not necessarily match his contributions. The government thus has crucial decisions to make about the size of the benefits and the distribution of the burden. Unfortunately, Mr Widianto says, “no one is doing those calculations right now.”
Statutory retirement ages tend to be low in developing Asia: averaging 59 for men and 58 for women, according to the OECD. In Thailand, people can withdraw their pension fund at 55 and many workers are required to retire at 60. Thai women can expect to live for 27 years after retirement, the OECD calculates; Sri Lankan women for almost 35 years. Fortunately, the fiscal problems implicit in such longevity can be headed off before the new schemes mature. As M. Ramesh of the Hong Kong Institute of Education points out, South Korea cut the benefits offered by its national pension scheme, introduced in 1988, before anyone had made the 20 years of contributions required to qualify for it.
New technological possibilities should make Asia’s schemes cheaper to run than the West’s old ones. Britain’s NHS spent almost ten years and £6.4 billion trying to get its records digitised before abandoning the effort last year. India’s new health-care scheme for the poor aims to be cashless and paperless from the start, using swipeable smart cards to make payments and convey information. In Pakistan over 140,000 poor people have received cash transfers over the phone under the Benazir Income Support Programme.
Some Asian countries will increasingly stake out the welfare frontier. The region has already set some records. Singapore must be the only capitalist society to house more than 80% of its population in public housing. South Korea beats the world in college enrolment (it has more students than 18- to 23-year-olds).
Beyond catch-up

But Asian countries will also face new challenges—or at least old challenges accelerated (see chart 3). Singapore, South Korea and Hong Kong are ageing faster than any other countries. By 2040 they will have fewer than two people of working age to support every person aged 65 or more. They will have to pioneer ways to lighten that burden and keep the elderly active. In the West, the welfare state rescued the elderly from indigence. In the East, it will have to spare them from indolence.
South Korea already subsidises the employment of the elderly. It is now also beginning to socialise the burden of caring for them. In 2008 it introduced insurance for long-term geriatric care. Needy cases are given a score out of 100 for decrepitude, based on whether they can brush their teeth, remember their birth date, and so on. If their score is bad enough, they may get help from the state with daily tasks like bathing or housework.
Singapore is helping people to flog their homes rather than to tidy them. It is offering S$20,000 ($16,000) to over-54-year-olds if they sell their flat, save the proceeds and move into one of the small studios the government is building.
By 2030 Asia (excluding Japan) will account for over half of the world’s elderly and about half of the global burden of non-communicable diseases, like cancer and diabetes. If Asia’s welfare provision continues to widen and deepen, the region will host most of the world’s pensioners and patients. Asia may no longer boast a distinctive welfare model. But by the time Agus’s mother retires, the world of welfare will have become increasingly Asian.

Caiu o "ibope" do IBOPE.

Caiu o 'ibope' do Ibope


 

Há dois dias um dos assuntos mais comentados entre jornalistas paraibanos é o episódio do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), que foi flagrado aplicando questionários de pesquisa de intenção de voto em João Pessoa, nos quais o nome da candidata Estela não aparecia.

Desde então, confesso, tenho pensado muito sobre o assunto. Como homem de comunicação, desde muito cedo aprendi a respeitar o nome do Ibope e, de certa forma, até temê-lo. Afinal, é o Ibope quem afere os níveis de audiência dos programas que apresento, tanto de rádio quanto de TV, garantindo a estes programas o primeiro lugar em audiência, consecutivamente.

Em períodos eleitorais, a pesquisa do Ibope é uma das mais esperadas, afinal o Instituto é o único que conseguiu entrar nos dicionários de língua portuguesa como sinônimo de pesquisa de opinião pública para medir preferências e orientar propaganda e venda e, como uma espécie de neologismo cujo significado é “prestígio”.

Acredito que, como eu, o povo pessoense – e paraibano – se sentiu imensamente desprestigiado pelo Ibope quando foi informado, por ocasião do flagrante erro gravíssimo cometido pelos entrevistadores, de que não era o Ibope quem estava coordenando a pesquisa aqui em João Pessoa, mas uma empresa terceirizada: a XT Comunicação, de Pernambuco.

Ou seja, João Pessoa, uma das cidades mais importantes do Nordeste e uma das 27 capitais brasileiras, não é merecedora da atenção do Ibope, que para cá terceiriza serviços de uma empresa absolutamente desconhecida e sem nenhuma referência que a qualifique para cumprir uma missão tão importante quanto a de aferir a tendência do eleitorado local.

Outro ponto que não pode ser omitido é o contratante do Ibope – e não da XT Comunicação – para fazer a tal pesquisa: o Sistema Paraíba de Comunicação, do qual faz parte a afiliada da Rede Globo na Paraíba, a TV Cabo Branco (Grupo São Braz).

Será que a empresa não sabia que o Ibope terceirizava os serviços e sequer se dava ao trabalho de conferir os questionários de pesquisa? Será que foi coincidência deixar de fora das cédulas o nome de Estela, candidata que tem a bênção do governador Ricardo Coutinho, que o Sistema Paraíba de Comunicação faz tanta questão de combater?

Se não sabia, cometeu um erro grave, uma vez que pagou por uma pesquisa Ibope, registrando-a como tal junto ao Tribunal Regional Eleitoral, e não verificou o que estava recebendo.

Se sabia, cometeu um erro gravíssimo, pois anuncia aos seus telespectadores a pesquisa do Ibope e não da XT Comunicação, que é quem de fato realizaria o levantamento.

Na Paraíba, quando o assunto é pesquisa de intenção de voto, o Ibope já não era lá tão bem quisto. Ainda está fresco na memória o que o Ibope fez em 2010, quando realizou pesquisa de boca de urna e fez um dos maiores apresentadores de TV do Brasil, Wiliam Bonner, passar um vexame em cadeia nacional, anunciando às 17h02 que na Paraíba não haveria segundo turno e que José Maranhão estaria eleito com 56% dos votos. Todo mundo sabe que houve segundo turno e que neste Ricardo Coutinho teve maior votação e se sagrou governador da Paraíba no segundo turno.

Acredito que Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, seja um homem sério e que não macularia a imagem de seu instituto em troca de vantagens, promovendo esse tipo de safadeza. Mas, o Ibope tem diretores, coordenadores e outras pessoas que podem, sim, usar o nome do instituto para prejudicar candidatos que são desafetos de seu contratante.

O pesquisador ouvido por ocasião do flagrante disse que é comum o Ibope terceirizar serviços em alguns estados. Pode até ser. Mas, me recuso a acreditar que o instituto não tenha critérios nessas terceirizações e se alie a uma empresa que não tem seque página na internet e da qual ninguém nunca ouviu falar.

Pessoas como o marqueteiro Jurandir Miranda, proprietário da Agência Mix, que fez campanhas eleitorais em Pernambuco, como a de Miguel Arraes, e Paulo André, secretário de comunicação de Pernambuco e ex-secretário de Comunicação de Recife, que são meus amigos, também nunca ouviram falar na XT Comunicação.

Estranho, né?

O caso ainda está sendo apurado pela Justiça Eleitoral, mas se sabe que das cédulas apreendidas, em pelo menos 10% não consta o nome da candidata Estela como uma das opções de voto do pessoense.

Já pensou o prejuízo irreparável que a candidata Estela teria se a fraude não tivesse sido descoberta a tempo e a tal pesquisa fosse amplamente divulgada pelos veículos de comunicação do Sistema Paraíba?

O Ibope precisa se explicar sobre o episódio. E, por respeito aos seus telespectadores, o senhor Eduardo Carlos, presidente do Sistema Paraíba de Comunicação, também deve a todos nós – eleitores – explicações sobre o assunto. Afinal, seja por omissão ou por conivência, o Sistema é tão responsável quanto o Ibope e a XT Comunicação, sua parceira nessa lambança.

Fonte: Fabiano Gomes, www.politicapb.com.br

Lula estaria alimentando as desavenças entre Eduardo e Ciro Gomes.


 
Embora seja perfeitamente possível uma reavaliação do quadro nas eleições municipais do Recife, contingenciado, até mesmo, uma reaproximação entre PT e PSB, por enquanto, as animosidades permanecem sendo alimentadas e até mesmo provocadas, como ocorreu recentemente quando Lula convocou um inimigo do governador Eduardo Campos, Cid Gomes, para participar de um comício pró-Haddad, em São Paulo. A ideia, segundo afirmam, seria a de “apimentar” as disputas internas do PSB, provocando, quem sabe, um cisma que o mandachuva do partido tenta evitar a todo custo. Não há interesse de Eduardo Campos em alimentar suas desavenças com a família Ferreira Gomes. Num momento delicado da disputa presidencial de 2010, o próprio Eduardo interveio para evitar uma candidatura de Ciro Gomes, facilitando a vida do casal presidencial Lula/Dilma. Vejam quantas voltas a política é capaz de proporcionar.

Uma nova visão para a Educação pernambucana.

                     
Uma nova visão para a Educação pernambucanaFoto: Makspogonii/Shutterstock

Professoras de universidades pernambucanas avaliam uma nova maneira de se trabalhar a educação dentro e fora da sala de aula; família também tem papel fundamental no processo de aprendizagem dos jovens

08 de Setembro de 2012 às 09:48
Leonardo Lucena_PE247 – “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Assim dizia o filósofo e educador pernambucano Paulo Freire (1921-1997). E, tendo como base a forma de lecionar, surgem questionamentos sobre a forma de construir um universo no qual o jovem possa desfrutar do aprendizado, de modo que perpetue este processo para o seu desenvolvimento psicológico e intelectual.
Segundo a professora de Pedagogia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Maria Helena da Rosa Carvalho, o docente é considerado, muitas vezes, o “vilão” do baixo desempenho dos alunos, servindo como uma espécie de “bode expiatório” do sistema educacional.
“É preciso considerar que professores e alunos não operam no vácuo. assumem papéis e estabelecem relações em contextos concretos, dentro dos limites postos pela forma de organização da escola e das determinações sociais mais amplas”, afirma.
É sabido que, dentre vários reflexos de uma educação ainda precária no país, a repetência é um deles. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, a taxa de repetência no Brasil foi de 14,8% no Ensino Fundamental I (EFI) e 15,2% no EFII. Dez anos depois, esse percentual abaixou para 8,3% e 12,6%, respectivamente.
No caso de Pernambuco, em 2000, a porcentagem neste quesito foi de 19,6% no EFI, caindo para 9,6% em 2010. Já no EFII, 22,9%, passando para 14,2% no ano retrasado. De todo modo, segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Brasil como um todo precisa melhor consideravelmente suas taxas referentes à educação.
Paralelamente às discussões sobre a melhoria da qualidade do ensino, a tese de não reprovação começou a ganhar corpo no século 21. O Conselho Nacional de Educação (CNE) criou em 2010 o projeto Ciclo de Alfabetização e Letramento, através do qual os alunos dos três primeiros anos do Ensino Fundamental I (seis, sete e oito anos de idade) não reprovam, apenas tem de completar todo um processo de alfabetização até que a equipe pedagógica entenda que o estudante está apto a passar dessa etapa. Neste caso, trata-se de uma progressão continuada em que o estudante recebe atenção especial do(a) professor(a) para não desestimular o aluno a estudar.
“A organização da escola em ciclos contraria a lógica da escola seriada e excludente o que, por si só, já representa um avanço. No entanto, não basta eliminar a seriação e redefinir os tempos e espaços escolares. é preciso oferecer condições para o atendimento diferenciado, evitando o acúmulo das dificuldades o professor Luiz Carlos de Freitas (da Universidade de Campinas e autor de livro Ciclos, Seriação e Avaliação: confronto de lógicas) denomina de ‘eliminação adiada’”, explica Maria Helena.
Por sua vez, a professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Rosenilda Teles, chama a atenção para o fato de que outros fatores também devem ser analisados a fim de o aluno tenha um conhecimento mais sólido, como estrutura familiar e maior planejamento de aula por parte dos professores.
“A escola não pode assumir sozinha o papel de educar, é preciso contar com as parcerias das famílias. Quando estas não cumprem seu papel, dificulta o trabalho da escola, que, por vezes, gasta mais tempo lidando com questões pessoais dos alunos do que com o ensino de conteúdos específicos” avalia.
Para Rosenilda, a alta carga de trabalho dos magistérios também prejudica o aprendizado dos alunos. “Outro fator que interfere na qualidade são as condições de trabalho do professor. Para um bom ensino, é necessário planejamento. Na maioria das vezes o professor precisa vivenciar várias jornadas de trabalho num único dia, o que inviabiliza a organização, a contento, das suas aulas”, complementa.

Ricardo afirma que há um "mercado sujo" de pesquisas eleitorais na Paraíba.

 


O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) declarou, na tarde desta sexta-feira (7), que não está convencido pela resposta oficial do Ibope sobre o caso das fichas de pesquisa sem o nome da candidata Estela Bezerra (PSB). “Quanto mais se mexe, mas as coisas aparecem. A nota que esse instituto divulgou é uma nota de fantasia, que acha que o povo de João Pessoa é bobo, mas ele não é. O que eu digo e repito é que há um mercado sujo de pesquisas encomendadas dentro da política de João Pessoa e não é de um só instituto, são vários”, afirmou.

Ricardo ainda acredita que as pesquisas foram alteradas durante as eleições de 2010, quando foi candidato a governador, e em 2004, quando foi candidato a prefeito. “Esse mercado vem tentado enganar o povo, mas agora foi desmascarado, porque não cabe na cabeça de ninguém esquecer o nome de alguém que é apoiado por aqueles que governaram e mudaram a cidade durante oito anos”, disse.

O governador ainda compara a situação como esquecer o nome de Eduardo Paes em uma pesquisa no Rio de Janeiro ou o de Geraldo Júlio, em Recife, e ainda completa com uma dúvida: a quem interessaria a alteração da pesquisa. “Quem está por trás disso? Quem é que está financiando extraoficialmente tudo isso? Acho que, de um vez por todas, essas pesquisas estão desmoralizadas. Tentaram mais uma vez aplicar um golpe, que não era contra Estela ou contra Ricardo, mas sim contra o povo. As explicações não convencem”, finalizou Ricardo Coutinho.
Fonte: Assessoria
Nota do Editor: Na realidade, foram os próprios "Institutos" de fachadas que denegriram a credibilidade das pesquisas naquele Estado. Em cada eleição, não raro, surge um novo "Instituto", criado às pressas, financiados por empresários e políticos com interesse específico, apresentando números fabricados em favor deste ou daquele candidato, apesar do rigor do TRE, que disciplina todo o processo envolvendo essas pesquisas. Isso é muito comum naquele Estado, como afirma o governador Ricardo Coutinho. Por outro lado, Institutos tradicionais e de grande credibilidade, por exemplo, terceirizam suas pesquisas com "Institutos" daquele Estado, não adotando critérios rigorosos sobre a confiabilidade do órgão, o que também pode contribuir para distorcer os resultados das pesquisas eleitorais. Em todo caso, conforme advertíamos desde o início, eleição não é "concurso de bumbum', onde somos tentado a dar nota 10 a todas as candidatas, quando se gosta da fruta. Agra tinha uma capilaridade bem mais robusta junto ao eleitorado de João Pessoa.

Haddad: "Nefasto é sair antes de cumprir o mandato".

                    
“Nefasto é sair antes de cumprir o mandato”Foto: Alessandro Shinoda/Folhapress

No primeiro evento de campanha ao lado de Fernando Haddad, a ex-prefeita Marta Suplicy partiu para a briga com José Serra e rebateu ataques feitos pelo tucano ao PT; no horário eleitoral, Serra afirmou que o “STF está mandando para a cadeia forma nefasta de governar”; campanha esquenta de vez

08 de Setembro de 2012 às 06:21
247 – Depois de muitas idas e vindas, a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, finalmente entrou na campanha de Fernando Haddad. E mergulhou de cabeça, rebatendo ataques feitos por José Serra no horário eleitoral – segundo o tucano, com o julgamento do mensalão, o STF está “mandando para a cadeia uma forma nefasta de fazer política” (leia mais aqui). Marta não deixou por menos. “Forma nefasta de governar é não cumprir as promessas, deixar a mediocridade se instalar na cidade de SP e sair antes cumprir o mandato", escreveu no seu Twitter.
Depois participou de uma carreata com Haddad no bairro do M Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo. No último Datafolha, Serra teve 21% e Haddad 16%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados na segunda posição – Celso Russomano lidera com 35% e também foi criticado por Marta. “Para governar a cidade de SP, precisa ser mais do que um defensor do consumidor. É necessário ter experiência, partido e projeto”, postou no Twittter.
No mesmo dia em que Marta e Haddad, enfim, se afinaram, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou em “cansaço” do eleitor com a hegemonia do PSDB em São Paulo e em fadiga de material. Na capital paulista, a disputa esquentou de vez.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fadiga de material, a expressão do momento.


Fadiga de material. Essa é uma das expressões mais usadas pelos colunistas de política no momento. Ela traduz o cansaço do eleitorado com partidos ou candidatos que exercem o poder ou já se apresentaram demais ao eleitorado, mesmo não sendo bem-sucedidos. Essa seria uma das razões para o que vem ocorrendo nas eleições paulista – com o candidato do PSDB, José Serra – e com o candidato do PT no Recife, senador Humberto Costa. A candidatura de Humberto Costa, comenta-se nos bastidores, caiu como uma luva nos planos do Campo das Princesas. Há quem afirme que o governador Eduardo Campos teria rido bastante quando soube de sua homologação. Os palacianos, através de pesquisas, já teriam observado essa tendência do eleitorado. Em São Paulo o quadro nos parece ainda mais complicado com a sucessão de erros cometidos pelo candidato José Serra, a começar pela escolha do mesmo marqueteiro que levou à derrota em 2010.

Daniel Coelho: Um possível segundo turno?


O que poderá ocorrer com a candidatura do PSDB à Prefeitura da Cidade do Recife, representada pelo deputado estadual Daniel Coelho, é uma incógnita. Analisando os dados da pesquisa do IPMN, cujos números causaram um verdadeiro frisson nas hostes petistas ao apresentar o candidato do PSB abrindo 08 pontos de diferença sobre Humberto Costa, o economista Maurício Romão observa – corretamente – que Daniel Coelho é o único que pode comemorar os possíveis efeitos do Guia Eleitoral pelo rádio e televisão. Na realidade, ele teve uma arrancada vertiginosa depois do Guia, ultrapassando Mendonça Filho (DEM) e assumindo a terceira posição. Numa avaliação de seu staff de campanha, nos planos traçados inicialmente, ele já teria atingido seus objetivos, ou seja, pavimentar um palanque para a candidatura presidencial do senador Aécio Neves em 2014. O candidato, naturalmente, alimenta a expectativa de ir para o segundo turno, provocando uma situação inusitada na quadra política recifense. Caso isso ocorra, os coordenadores da campanha de Geraldo Júlio terão que apressar o passo no sentido de fechar a fatura ainda no primeiro turno, um quadro que, no momento, ainda não se configurou. Eles possuem uma estratégia de campanha montada numa disputa com o candidato do PT. O PT, por sua vez, caso ocorra um segundo turno entre Daniel Coelho e Geraldo Júlio, contingenciado pelo pragmatismo da realpolitik, poderá apoiar o nome de Daniel, reeditando no Recife, a experiência malograda em Belo Horizonte recentemente. Neutros eles não ficarão e uma reaproximação com o PSB, neste momento, em razão do clima de intensa animosidade, seria mais improvável do que justificar uma união com o tucano de bico verde. A situação ficaria mais confortável para Geraldo Júlio, num eventual segundo turno com Humberto Costa, onde, certamente o mandachuva do PSDB, Sérgio Guerra, bateria o martelo em favor do apoio do partido ao candidato do Campo das Princesas. O curioso, fato apontado por Romão, é que o PT, no ritmo de decréscimo que vem apresentando, já se encontra abaixo do seu reduto tradicional de penetração no eleitorado da capital, em torno de 30%. É bom frisar que o candidato Daniel Coelho apresentou uma ligeira oscilação para baixo em relação à pesquisa do IBOPE, mas nos parece que ainda na margem de erro do Instituto.   
(crédito da foto: Léo Motta)

Em nova pesquisa, Geraldo abre 8 pontos de vantagem

                    
Em nova pesquisa, Geraldo abre 8 pontos de vantagemFoto: Edição/247

Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau aponta para a liderança do socialista com 34% contra 26% de Humberto Costa (PT); Daniel Coelho (PSDB) é o terceiro, com 12%, e Mendonça Filho (DEM) o quarto, com 9%; margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos

06 de Setembro de 2012 às 15:36
Raphael Coutinho _PE247– Confirmando a ascensão na corrida eleitoral à Prefeitura do Recife, o candidato Geraldo Julio (PSB) aparece em liderando as intenções de voto em mais uma pesquisa. O Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau (IPMN) e o Jornal do Commercio divulgaram nesta quinta-feira (6) o resultado do último levantamento, onde o socialista aparece com 34% na escolha dos eleitores contra 26% de Humberto Costa (PT), segundo colocado.
O prefeiturável Daniel Coelho (PSDB) também demonstra crescimento, aparecendo na terceira posição com 12%, enquanto Mendonça Filho (DEM) caiu para o quarto lugar, com 9%. Seguindo a lista dos candidatos, o quinto lugar é ocupado por Esteves Jacinto (PRTB), que registrou 2% das intenções. No entanto, sua candidatura ainda está sub judice.
Na sequência aparecem Roberto Numeriano (PCB), Edna Costa (PPL) e Jair Pedro (PSTU), que juntos somam 1% da intenção do eleitorado. Votos em brancos ou nulos marcaram 9%, enquanto os que não souberam ou não responderam a pesquisa marcaram 8%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação ao levantamento anterior, feito pelo IPMN/JC e divulgado em 23 de agosto, Geraldo Julio apresentou um crescimento de 11,8 pontos percentuais, quando registrou 22,2%. Daniel Coelho também subiu na tabela, marcando elevação de 6,3 pontos, contra 5,7% no estudo anterior. Já Humberto Costa caiu de 31,1% para 26%, enquanto Mendonça Filho registrou queda, saindo de 15,1% para 9% no último levantamento.
A pesquisa foi realizada nos dias 3 e 4 deste mês com 1.080 pessoas. O levantamento foi registrado no Tribunal Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) com o número 00096/2012.
 
Nota do editor: Começou a temporada das contestações das pesquisas eleitorais, da luta dos candidatos em relação aos números apresentados, sobretudo quando estes não lhes são favoráveis. Nas últimas eleições, travamos bons debates sobre o assunto pelo mivroblog Twitter, uma rede que não tenho usado com a mesma frequência de antes. Segundo as últimas informações, o PT entrou com uma ação exigindo a abertura da "caixa preta" da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, acatada pela justiça, processo que já se encontra em execução. Em Paulista, na região metropolitana do Recife, os partidários de umn candidato que caiu nas pesquisas estão, equivocadamente, apresentando como manipulada uma pesquisa realizada pelo Instituto Exxata, publicada recentemente pelo jornal Folha de Pernambuco, algo que mereceria até mesmo uma contestação ou pronunciamento oficial do Instituto. Pesquisa realizada pelo Instituto Opinião, na Princesa do Agreste, apontando José Queiroz na dianteira da disputa, também gerou grandes protestos dos partidários da candidata Miriam Lacerda, algo que vem sendo respondido pelo Blog do Magno Martins com uma outra pesquisa, de um outro Instituto, apresentando números bastante parecidos, embora deva-se considerar o pouco tempo de atuação desse último Instituto. Ontem circulou nas redes sociais a informação de que um determinado jornal estaria recebendo pressão para não divulgar os resultados de uma pesquisa realizada na cidade de Petrolina.

Lula ainda sem data definida para vir ao Recife

                      
Lula ainda sem data definida para vir ao RecifeFoto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula e Tarsio Alves/Divulgação


Assessoria do ex-presidente informou que a vinda da liderança do PT ao Recife ainda não foi definida e que poderá ficar para o final de setembro ou início de outubro; saúde do cardeal petista é a justificativa para o entrave

06 de Setembro de 2012 às 19:28
Raphael Coutinho _PE247– A aguardada vinda do ex-presidente Lula para participar da campanha de Humberto Costa à Prefeitura do Recife parece estar longe de se concretizar. De acordo com o Blog da Folha, a grande liderança do Partido dos Trabalhadores só tem confirmado quatro eventos, sendo dois em São Paulo (dias 11 e 16), Salvador (14) e Manaus (20) este mês. A expectativa da legenda na capital pernambucana era que o cardeal petista pisasse em solo recifense no dia 13.
A assessoria do Instituto Lula informou ao blog que Lula deverá vir ao Recife apenas no final do mês ou no início de outubro, mas sem confirmação ainda. “Houve apenas consultas e conversas, mas nada foi fechado. Talvez, a ansiedade do pessoal tenha provocado a antecipação da notícia”, disse o assessor do ex-presidente, José Chrispiniano. O entrave para as viagens do petista é o diagnóstico da equipe médica que trata da saúde do ex-presidente que teria detectado uma baixa no sistema imunológico.
Entretanto, Lula continua participando na campanha dos candidatos do PT através de vídeos. Nesta quinta-feira (6), o ex-presidente gravou imagens de apoio aos prefeituráveis Pedro Eugênio, de Ipojuca, e Sérgio Leite, de Paulista, ambas na Região Metropolitana do Recife (RMR). A previsão é que o cardeal continue evitando participação em caminhadas e comícios. Uma nova avaliação médica será feita na próxima semana e a assessoria de Lula divulgará como vai ser a participação na campanha.
A coordenação de campanha de Humberto Costa, no entanto, ainda trabalha com a vinda do ex-presidente. Segundo o coordenador, Gustavo Couto, a expectativa é que nos próximos dias a data exata seja fechada. “Temos essa expectativa com a vinda não só de Lula, mas também da presidente Dilma Rousseff e demais autoridades, como ministros e lideranças”, avaliou Couto. “A situação da saúde dele e as outras cidades onde o PT disputa a prefeitura também precisam ser respeitadas”, acrescentou.
Com poucos recursos financeiros e acossado pelo crescimento do socialista Geraldo Júlio, Humberto Costa tem apostado na popularidade do ex-presidente para alavancar a sua candidatura. A expectativa era de que com o ingresso de Lula na campanha de Belo Horizonte, ele viesse ao Recife no próximo dia 13, o que não foi confirmado, muito embora ele já tenha acertado que estará em Salvador na data seguinte. A especaulação corrente é que Lula não quer trombar de frente com o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos. O PSB foi um dos primeiros partidos a apoiar a indicação do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. O partido também integra a base governista federal e, caso o PT venha perder a disputa eleitoral, a derrota respingaria diretamente sobre o prestígio de Lula na região.
Resta saber se esta situação seria mesmo a razão para que Lula não participasse pessoalmente de nenhum ato de campanha do correligionário Humberto Costa.Com uma campanha com poucos recursos financeiros - a do candidato pelo PSb já arrecadou quatro vezes mais - e em queda nas pesquisas a situação do PT na capital pernambucana fica cada vez mais desconfortável. Caso o ex-presidente não venha ao Recife

Com atraso de uma semana, Michel Zaidan rebate Júnior Matuto criticando Eduardo Campos.

 

 

A REPRODUÇÃO DA OLIGARQUIA POLÍTICA DE PE (2)

Por Michel Zaidan Filho

Há quase um consenso, entre os observadores economicos do estado, de que houve uma profunda diversificação da matriz economica de Pernambuco. Saimos de uma agro-industria ineficiente e de baixa produtividade para um parque produtivo moderno, capaz de atrair investimentos de grande porte, sejam públicos ou privados. Nacionais ou estrangeiros.
Estamos vivendo uma "lua de mel" economica, como nunca mais se viu na região. O que não ocorreu em Pernambuco foi a correspondente renovação e diversificação da matriz política, oligárquica, familista, atrasada, que mantem e aprofunda a polarização histórica que caracteriza a vida política do estado. Polarização que, hoje, já não possui nenhuma conotação ideológica ou programática.
É como se Pernambuco tivesse aderido a uma modalidade incompleta de gerenc ialismo, mas conservando uma boa dose de patrimonialismo na política e no estado.

A tão esperada terceira via nunca vingou entre nós. O Partido que poderia ter desempenhado este papel salutar na renovação da vida política regional tornou-se um mero coadjuvante de um dos lados predominantes, sem força, sem unidade, sem vontade política para romper com o "statu quo".

Esta mistura de familismo e gerencialismo parece ter sido o ponto máximo de nossa evolução política. O ex-governador Miguel Arraes de Alencar não só morreu, mas levou consigo o que restava de espírito público, de política de desenvolvimento regional integrada, de preocupação com as questões sociais, mesmo banhado nas contradições e ambiguidades do nacional-desenvolvimentismo.
A mudança veio com a Aliança de Jarbas Vasconcelos com os pefelistas e com a assunção de uma agenda privatizante, apoiada na guerra fiscal, no fundo público e na precarização do trabalho. Essa agenda pre parou o caminho para essa modalidade espúria de gerencialismo caboclo, alimentada por uma pirotecnia de estatísticas e publicidade, destinada a convencer a opinião pública de uma pseudo-unanimidade em torno da ação do dirigente estatal.
Certamente, que o dirigente estatal pode sempre alegar que tem 95% de apoio popular, com base nessa propaganda. Mas não tem os 100%. Nos fazemos parte desses 5% que não comparatilham com esse modelo de gestão. E não precisamos pedir licença a ninguém, para discordar dessa ou das gestões anteriores.

Quando dizemos que não compartilhamos desse "estilo" de administração é porque nao aceitamos que a prestação de serviços públicos essenciais (como saude, educação, segurança, habitação etc.), tutelados juridicamente pelo Estado - segundo a Constituição Federal - sejam transferidos, sem mais, para entidades privadas (sejam ou não filantropicas).
Que o SUS - uma conquista da sociedade brasileira - seja desmontado em prol de uma fundação privada de amigos do governador. Que a educação pública seja entregue a fundações empresariais, que cobram para prestar seus serviços educacionais. Que a política ambiental seja destruida, com a conivencia dos órgãos de fiscalização e punição dos crimes ambientais, em benefício de empresas que querem se instalar no estado.
Que o pacto federativo e a cobrança e o compartilhamento de tributos possam fazer as vezes de política industrial. E sobretudo que o governo tome como a sua maior obra o patrocinio de alguns jogos de pouca importância na futura Copa do Mundo no Brasil.

É inadmissível que diante dos inúmeros e ingentes problemas enfrentados pelo povo pernambucano, o primeiro mandatário do estado faça de sua administração um mero ativo - de alta especificidade - para utilizá-lo na sucessão presidencial. Pernambuco merece respeito, a natureza merece respeito, o contribuinte merece respeito.
E acima de tudo, o direito de discordar, de não aceitar ou compartilhar dessa "política", merece respeito.
Pior do que os liberticidas que mandam processar os insatisfeitos e críticos de sua gestão, são os pseudo-democratas que pagam, estipendiam com dinheiro público esbirros, sequazes, gente desqualificada para atacar pela colunas dos jornais aqueles que tem a coragem de dizer não a esse tipo de gestão.
É de se perguntar como ficará Pernambuco, depois que o "moderno coronel do PSB" fôr se juntar a Kassab, Aecio Neves, Beto Richa e outros para barganhar espaço político na próxima sucessão presidencial?
(Publicado originalmente no Blog de Jamildo, Jornal do Commércio).

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Michel Zaidan: Quando a saúde se transforma num grande negócio

Quando a saúde se transforma num grande negócio


 

Por Michel Zaidan Filho

No mesmo instante em que o governador Eduardo Campos e o seu secretário da Saúde anunciavam o fim do Centro Médico do Hemope, com a doação de equipamentos de última geração, suspensão de comida para os internos e outras medidas restritivas, o IMIP anunciava a inauguração de novos leitos para pacientes de leucemia ou hemodiálise.

Não deve ter sido mera coincidência os dois eventos.

Na verdade, a política de saúde do governador parece ser o desmonte do Sistema Único de Saúde e a transferência da assistência médica pública para a fundação privada.

A questão que se pergunta, nem pela natureza desse socialismo do PSB (porque de socialismo não tem mais nada, sim, familismo), mas o que será da saúde pública depois que Eduardo Campos sair do governo de Pernambuco?

O povo terá que se submeter às condições e exigências de uma fundação privada (financiada com dinheiro público) para obter o seu tratamento ou terá que pagar - direta ou indiretamente - ao IMIP para ter um direito líquido e certo, tutelado juridicamente pelo Estado?

Não se sabe se o neto de Arraes já tinha essa intenção deliberada, desde que assumiu, ou se foi depois das trapalhadas dos secretários de saúde da primeira gestão.

O fato é que o governador sempre alimentou a idéia de transferir determinados serviços públicos para a iniciativa privada, como forma de escapar da responsabilidade social e penal pela má prestação dos serviços.

Tudo agora parece dar razão a quem desconfiava da intenção privatizante do dirigente estadual, sob alegação de mais eficiência nas políticas públicas.

Não está longe o dia em que se concretizará o prognóstico de um dirigente sindical dos médicos de que o IMIP reunirá os melhores quadros profissionais, com a ajuda do Poder Público Estadual, egressos da Faculdade de Medicina, do Hospital das Clínicas, do Serviço Público de Saúde etc.

A questão de fundo é que legitimidade tem o governador de Pernambuco para transferir para uma instituição privada recursos, pessoal e equipamentos, em detrimento do sistema público de saúde, em aberta contradição com a Constituição Federal que reza ser a saúde, como a educação e demais direitos sociais, uma obrigação do Estado e um Direito do cidadão?

(Publicado originalmente no Blog de Jamildo, Jornal do Commércio)

Quem autorizou Eduardo Campos a fazer esta gestão público-privada, que esvazia a competência do Estado em oferecer políticas públicas de qualidade aos cidadãos e realoca os recursos no chamado "terceiro setor", sob a desculpa da busca pela efetividade, a eficácia e a eficiência, como proclama o catecismo da concepção gerencial da administração pública?

O pior é que essa modalidade espúria de "gerencialismo" se casa com uma imagem de "falimismo" que parece transformar a gestão pública em propriedade particular da família Arraes em Pernambuco.


Ora é o irmão que usa como lhe convém os recursos destinados à cultura, ora é a mãe, nomeada ministra do Tribunal de Contas da União, ora é a prima-noiva do neto do escritor Ariano Suassuna- que tem de ser publicamente defendida, enfim, é um misto de duas tendências ruins: uma modalidade subdesenvolvida de gerencialismo - entendida como mera transferência de políticas públicas para o setor privado - e o velho familismo que se arrasta desde os tempos coloniais através de Casas Grandes, que se reproduzem ao longo da história.

O que o ministério público tem a dizer sobre isso?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O namoro entre FHC e Dilma já passou da fase do só vou se você for.


Já se sabia que esse namoro entre Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso não iria muito longe. Era desnecessária, portanto, essa ciumeira petista em torno do assunto, criticando os selinhos entre ambos, no início do namoro. Quando foi questionado a esse respeito, brincando, Fernando Henrique Cardoso afirmou que não se poderia esperar muita coisa de um cidadão com 80 anos de idade. Dilma, por sua vez, sempre alegou os encargos litúrgicos da Presidência da República como sendo a principal razão para manter uma relação com o ex-presidente dentro de parâmetros civilizados. Foi mais além da civilidade e reconheceu os méritos do ex-presidente, sobretudo no que concerne à estabilidade econômica, fundamental para os avanços sociais da era Lula, que Fernando Henrique insiste em negar. FHC quebrou a cara ao imaginar que Dilma se deixaria seduzir pelo seu charme, levando-a a esquecer como ele entregou o Governo a Lula e como Lula o entregou a Dilma, com as finanças saneadas e um dos maiores avanços na área social já registrados em nossa história, tirando milhões de brasileiro da extrema pobreza. A resposta contundente de Dilma Rousseff levou muitos petistas a comemorarem, mas nem precisava. Se há uma coisa da qual Dilma não pode ser acusada é de ingratidão, embora o exercício da presidência, em muitas situações, tenha provocado o estremecimento da relação entre ela e Lula. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Advogado admite possibilidade de prisão de João Paulo Cunha. Tensão no PT.



O Estado de S.Paulo
O advogado de João Paulo Cunha, Alberto Zacharias Toron, afirmou em entrevista à TV Estadão que há possibilidade de entrar com recurso para tentar reverter a condenação de seu cliente, um dos réus do mensalão que teve o caso avaliado na primeira fatia do julgamento. Para Toron, há possibilidade de Cunha ser preso. Ele, no entanto, sinaliza que até a redação do acórdão final, a situação do petista pode mudar.
O sentimento no PT, na ala aliada de João Paulo Cunha, é de angústia e preocupação. Rui Falcão, presidente nacional do PT, se referiu à condenação como “um golpe da oposição conservadora, suja e reacionária pela mídia e pelo poder Judiciário para destruir o partido”. No ato de lançamento do substituto de João Paulo na disputa em Osasco – o ex-secretário municipal de Governo Jorge Lapas (PT), Falcão avisou: “Não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado, ele cresce, reage”.
A reação dos petistas não reflete a mesma confiança apresentada antes de o julgamento ter sequer a data marcada. Em vídeo gravado quando ainda era pré-candidato, Cunha pede aos aliados que não desistam de dar apoio a ele na disputa. “Eu não deixo companheiros pela estrada. Quem está comigo, está comigo. (…) Esse trabalho não vai ser fácil, vai ser difícil de executar. Vocês sabem das minhas dificuldades. Se eu pudesse pedir um desejo a Deus, eu pediria para ninguém ter constrangimento ou qualquer problema comigo”.
Antes disso, o deputado afirmava que tinha certeza que seria absolvido do processo, apesar de as pessoas o condenarem independente da decisão da Justiça. Cunha explicou, em entrevista à TV Estadão em outubro de 2010, que solicitou o dinheiro ao tesoureiro do PT para o pagamento de pesquisas eleitorais pedida a ele por aliados políticos e sustentou a tese de caixa 2. “Houve de fato um problema de crime eleitoral no mensalão: o exercício de caixa 2. Isso é verdade e nós já admitimos”, justificou. Cunha ainda citou que a conta da qual retirou o dinheiro pertencia a Marcos Valério. “Mas eu não tinha obrigação de saber”, explicou.
O petista chegou a iniciar a campanha eleitoral para a Prefeitura de Osasco, mas foi obrigado a renunciar após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que analisou o seu caso e o condenou em 2 dos 4 crimes dos quais foi acusado. Um deles, o de lavagem de dinheiro, ainda espera o voto da ministra Rosa Weber.