pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO. : O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Eduardo da Fonte é o nome da federação na chapa de Raquel
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quinta-feira, 23 de julho de 2026

O xadrez político das eleições estaduais de 2026 em Pernambuco: Eduardo da Fonte é o nome da federação na chapa de Raquel


Soubemos há pouco, através de uma matéria no blog do Magno, que o nome escolhido pela federação União Progressista para concorrer ao Senado Federal na chapa da governadora Raquel Lyra(PSD-PE) é o do deputado federal Eduardo da Fonte, do PP. A escolha do nome de Eduardo da Fonte passou por um funil dos mais complicados, principalmente quando se sabia que a governadora havia demonstrado maior sintonia com o nome do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil, a quem elogiava sempre o compromisso e a lealdade. Por outro lado, Eduardo da Fonte contava com o apoio da "máquina" da federação no estado, traduzida numa bancada estadual robusta, uma bancada federal e um monte de prefeitos, vereadores e correligionários espalhados nas diversas regiões do estado. 

Hoje pela manhã, segundo ainda a crônica política local, ocorreram algumas reuniões tensas e definitivas que sacramentaram a escolha. A governadora ainda teria acenado para o apoio da federação a uma candidatura avulsa de Miguel Coelho, mas não há espaço institucional para isso. Vamos aguardar os próximos passos, quando essas águas turvas chegarem a um estagio de decantação. Miguel Coelho tem dito que não abre mão de sua candidatura ao Senado Federal. A engenharia eleitoral no estado tem trazidos alguns indicadores que devem animar o deputado Eduardo da Fonte, ou seja, acena para a eleição de um nome do espectro progressista - onde Marília Arraes já ocupou tal espaço - e um nome de perfil mais conservador, que pode ser ele, sobretudo considerando-se a força dos progressistas no estado, assim como sua capilaridade política.  

Um nome como o do senador Humberto Costa(PT-PE), diante dessas novas composições, seria o mais prejudicado, uma vez que a chapa de João Campos elegeria este nome do espectro mais progressista, não havendo espaço para dois nomes com o mesmo perfil. Túlio Gadelha, por outro lado, teria enormes dificuldades em atrair esse eleitorado para a chapa da governadora Raquel Lyra. O que vem ocorrendo, por outro lado, são os arranjos "não convencionais", orientados por puro pragmatismo, onde candidatos recebem apoios do "outro lado", ou seja, um prefeito comprometido com a aliança política da governadora pode ter como candidato ao Senado Federal um nome da chapa de João Campos(PSB-PE). O contrário também não seria improvável. 

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