sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tijolinho do Jolugue: Denúncia de compra de apoio político na Paraíba parece-nos desprovida de comprovação.

 
A última vez que fui ao Estado da Paraíba foi para comemorar o aniversário de uns amigos, já na casa dos setenta, em uma churrascaria na estrada que leva a Cabedelo, point da confraria. Jornalistas, blogueiros, políticos, advogados, empresários de todos os matizes políticos estiveram presentes. A farra foi boa. A princípio se pensou em comemorar no Restaurante Gulliver, onde se reúne a nata política do Estado, mas, certamente, não seria um ambiente que viesse proporcionar a descontração da rapaziada, matutos acostumados a beber e comer de se empanturrar, sem aquelas frescuras de ricos, como diria Tião, esquecendo-se da vacas magras dos tempos de estudante nas pensões de João Pessoa, onde o rodízio era à base de pão com a ensebada margarina Bem-Te-Vi, sardinhas em lata e a tradicional mortadela confiança. Estes momentos são fundamentais para conhecermos os bastidores da política daquele Estado. Muito antes das denúncias que explodiram ontem sobre a compra de apoio político por um dos candidatos ao Governo, nós já conhecíamos, em minúcias, os detalhes dessa história. Nós já fizemos pelas redes sociais e pela blogosfera várias criticas ao candidato acusado, que concorre ao Governo do Estado, mas agora, em razão do expediente jurídico, vamos fazer sua defesa. A forma como a denúncia está sendo apresentada cheira a armação, algo próximo à presunção de culpa, sem a materialidade incontestável de responsabilidade sobre os fatos. Certamente, isso será rejeitado quando chegar às mãos de juízes com o mínimo de equilíbrio. Em Pernambuco circula a notícia de um caso parecido, mas a denúncia está sendo conduzida pelas pessoas que receberam a proposta de venda de apoio político. É bem diferente. No Estado da Paraíba, por sua vez, pessoa ligada ao candidato situacionista teria ligado para políticos do interior, se passando por alguém ligado ao candidato da oposição, oferecendo dinheiro em troca de apoio político. Como esses políticos aceitaram a oferta, se concluiu que o expediente estaria sendo usado pelo adversário. Não sou advogado, mas não nos parece algo que possa ser sustentado do ponto de vista jurídico.

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