domingo, 3 de abril de 2016

O nervosismo da revista IstoÉ



A capa da revista IstoÉ desta semana traz uma "matéria" sobre o possível mal-humor da presidente da República, Dilma Rousseff. Creio que tenha sido a forma que seus editores encontraram para colocar a Dilma novamente numa capa, sempre numa condição desfavorável, o que já se tornou rotina entre esses canais de comunicação, que torcem abertamente a favor do seu impeachment. Neste ritmo, logo, logo a revista fica totalmente descaracterizada, ao nível de uma Ti Ti Ti e outras publicações do gênero. Ao comentar sobre o possível mal-humor da presidente, a revista não faz jornalismo, mas fofocas, a partir de fontes palacianas, com referências sempre "aspeadas". 

Assim como a Veja, a IstoÉ está se constituindo como fonte de informação "coxinha", ou seja, veículos destinados unicamente a inflar os ânimos daqueles que gostariam de ver o PT fora do poder. Semanalmente, esses veículos se esmeram em seus editoriais, buscando sempre informações que desabonem o Governo da Presidente Dilma Rousseff e seus aliados. Mas não estão sozinhos nesta cruzada. Neste domingo o editorial do jornal Folha de São Paulo, diante do reconhecimento da fragilidade do pedido de impeachment que corre na Câmara Federal contra a presidente Dilma, sugere que ela renuncie ou que o STF possa anular as eleições de 2014. 

A AGU já anunciou que tomará todas as providências legais cabíveis contra este atentado à honra da presidente, além de exigir direito de resposta na publicação. A notícia boa diante deste quadro de "jornalismo parcial - se é que podemos classificar isto de jornalismo. Talvez, marrom - é o expressivo aumento de audiência que vem alcançando a TV Brasil, a emissora estatal. 

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