quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pede para sair, Pedro Eurico.





Da tribuna da Assembléia Legislativa do Estado, o Deputado Estadual Edilson Silva (PSOL) pediu ao governador Paulo Câmara(PSB) a exoneração do senhor Pedro Eurico, Secretário de Direitos Humanos do Estado. É hoje uma obviedade que a máquina pública, em todos os níveis, anda com enormes dificuldades de financiamento, com reflexos em todas as pontas, mais ainda quando se trata da segurança do cidadão ou em relação à população carcerária. Ainda no dia de hoje, 07, o governador Paulo Câmara lançou um desmentido sobre a possibilidade de não honrar o pagamento dos servidores públicos nos próximos meses. Também não vale a pena aqui está enumerando aquele rosário de problemas enfrentados pela área de segurança pública do Estado. A notícia boa, neste campo, é a abertura de um concurso público para a Polícia Civil, Militar e Científica. Pode ajudar a cobrir o grande déficit de pessoal nessas corporações. Agora estão exigindo curso superior, o que, certamente, pode contribuir, igualmente, para uma melhoria de sua atuação. 

Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado, é natural que o senhor Edilson Silva assuma uma posição tão contundente, embora seu mandato, até para a nossa surpresa, ainda continue aquém das nossas expectativas. Pedro Eurico, por sua vez, mal escapou daquele sincericídio - onde admitiu que conversava com presos do presídio Aníbal Bruno por telefone celular - e já se ver metido nesta profunda enrascada que representou o assassinato de um jovem adolescente, na Ilha de Itamaracá, que estava sob a proteção do Estado, no Programa de Proteção às Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.

O jovem tinha apenas 15 anos e foi enterrada como indigente, um agravante que desnuda o descaso do aparelho de Estado com o problema. Não faz muito tempo, foram divulgados os resultados de uma pesquisa sobre a FUNASE, onde se evidenciava as fragilidades daquele órgão no processo de ressocialização dos menores infratores. Ali se apontavam vários problemas, inclusive uma profunda desarticulação entre a tal Secretaria de Ressocialização, Justiça e Direitos Humanos e a Secretaria de Educação, por exemplo, um link fundamental, desde que houvesse, de fato, uma preocupação efetiva com a "ressocialização" daqueles jovens. Com este fato, fica patente que o descaso é ainda maior. O Estado não teve, sequer, as condições de acionar os pais desse jovem, para que ele tivesse um enterro decente. Nada funciona. Nem a burocracia, que deveria ter a ficha desse jovem, com o endereço dos pais.   


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