pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
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quinta-feira, 2 de maio de 2024

Editorial: Afinal, quantos são os bilhões da PEC do Quinquênio?



O líder do Governo no Senado Federal, Senador Randolfe Rodrigues(sem partido), agendou uma conversa na apertada agenda do Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco(PSD-MG). Para Pacheco houve uma precipitação do Governo em recorrer ao STF acerca da desoneração da folha, algo que ainda estava em processo de discussão na Casa. O ato foi considerado uma afronta, entre outras tantas recorrentes entre os Três Poderes da República. Isso não pode terminar bem. 

Uma outra questão sobre a qual o Presidente do Senado se mostra irredutível diz respeito à famigerada PEC do Quinquênio, um penduricalho que só faz aumentar as graves distorções entre os servidores públicos federais, estaduais e municipais. Concebida, a princípio apenas para os juízes, o trenzinho da alegria foi incorporando outras categorias de servidores, gerando ônus igualmente preocupante para Estados e Municípios, algo que não estaria sendo devidamente dimensionado. 

O Governo Federal fala sobre um ônus pesado para as contas públicas, algo em torno de 80 bilhões, apenas no âmbito federal. Curiosamente, Pacheco, ao se referir ao assunto, apresenta números bem inferiores, algo em torno de R$ 3 bilhões de reais. Alguém, muito provavelmente, não fez os cálculos corretos sobre os bilhões do PEC do Quinquênio, algo que talvez possa ser esclarecido nesta reunião entre o líder do Governo e o Presidente da Câmara Alta.

Outro dia alguém estava alertando sobre o futuro político do Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Especula-se que esteja entre os seus planos uma eventual candidatura ao Governo de Minas Gerais em 2026. Um cargo de ministro do TCU ou STF também poderia ser bem-vindos. Se a primeira opção estiver, de fato, em seus planos, convém analisar com cuidado os impactos dessa PEC sobre as contas estaduais. Minas já acumula uma dívida gigantesca com a União. 

Responsabilidade fiscal é também do Congresso.   

Editorial: Lula pede votos para Boulos, mas é Nunes quem avança na pesquisa do Paraná Pesquisas.



Segundo o Jornal O Globo, o Planalto teria recolhido as gravações das comemorações do Dia do Trabalhador, comemorado no dia de ontem, no estádio do Corinthians, em São Paulo, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasição do seu discurso, durante um determinado momento, pediu aos presentes que votassem no candidato do PSOL, Guilherme Boulos, que concorre à Prefeitura da Cidade de São Paulo, o que, dependendo da avaliação, pode ser considerado uma irregularidade no contexto das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. De fato, os especialistas apontam para o cometimento de uma infração.  

As redes sociais bolsonaristas, naturalmente, estão "exigindo" uma tomada de posição do TSE. Coincidentemente, no dia de hoje, 2, o Instituto Paraná Pesquisas traz mais uma de suas pesquisas de intenção de voto naquela praça e no Rio de Janeiro, que comentaremos adiante. Em São Paulo, onde até então todas as demais pesquisas anteriores de intenção de voto assinalavam um rigoroso e intermitente empate técnico entre os dois principais competidores, Boulos e Nunes, desta vez há um deslocamento ascendente do prefeito Ricardo Nunes para além da margem de erro do Instituto.  

Nesta pesquisa, Ricardo Nunes aparece com 35,2%, enquanto o candidato psolista crava 29,8% das intenções de voto. É preciso aguardar as próximas pesquisas para se saber se isso significa, de fato, uma tendência, mas não deixa de ser algo a preocupar o Planalto, que joga todas as suas fichas naquela eleição, tida como fundamentalmente importante para os seus projetos de poder. Em sua fala, o líder petista, reforçando a estratégia da polarização, informou aos convivas e o público presente que estávamos diante de uma guerra. 

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Afinal, Tarcísio é um moderado? 

Novo empate técnico entre Boulos e Nunes?

Editorial: Afinal, flopou ou não flopou?



Infelizmente, flopou. E desta vez nem precisaremos do apoio do rapaz da USP, para enfurecer os bolsonaristas com as suas estatísticas de público nos eventos organizados por eles. Desta vez o próprio morubixaba petista assumiu a condição de VAR no sentido de reclamar sobre a ausência de um público maior nos eventos organizados pelas centrais sindicais, durante as comemorações do Dia dos Trabalhadores, que ocorreu no estádio do Corinthians,que contou com a presença de alguns ministros de Estado, dirigentes do clube e do candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos.   

Mais uma vez, a capacidade de mobilização do Governo e dos seus apaoiadores se mostraram insuficientes para atrair uma multidão a uma concentração pública com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As broncas desta vez sobraram para Márcio Macêdo, Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, que teria sido alertado pelo próprio Lula, durante a semana, sobre eventuais problemas relativos à presença de público ao evento. Para não entrar aqui nas elocubrações acerca das reais motivações sobre as causas da ausência de um público maior no evento, vamos nos limitar aqui àquelas respostas lacônicas de alguns políticos experientes quando perdem uma eleição: O adeversário ganhou porque teve mais votos do que eu. No caso específico, o evento fracassou porque não teve público. Pronto. 

Por razões óbvias, o presidente Lula tem demonstrado uma grande preocupação em relação ao assunto, sobretudo por estarmos num ano de eleições. Foram divulgadas recentemente as empresas que venceram uma licitação para a comunicação digital, numa licitação avaliada em R$ 97 milhões, algo que está sendo questionado pela oposição. O Governo já vem de um fracasso anterior nesta área, quando se decidiu abandonar as lives, por falta de audiência. Há sérias dúvidas se tais investimentos nesta área possa, de fato, reverter tal situação.   

Charge! João Montanaro via Folha de São Paulo

 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Editorial: O governador Tarcísio de Freitas é um moderado?

 


Alguns órgãos da grande imprensa estão fazendo um esforço teórico enorme para enquadrar, ideologicamente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos-SP), praticamente ungido por alguns segmentos sociais conhecidos como o primeiro nome para a disputa presidencial de 2026. Em momentos assim, entende-se que esses órgãos tentem traçar um perfil menos radical - de preferência moderado, conciliador - do nome ungido pelo mainstream. Aliás, pessoalmente, o governador já afirmou que, naquelas eleições, talvez prefira mesmo renovar seu contrato de locação com o Palácio Bandeirantes por mais 04 anos. 

Interessante é que, por vezes, percebo algum grau de sinceridade nessas afirmações. Por outro lado, a centrífuga política conservadora que tenta empurrá-lo como um adversário natural do petismo naquelas eleições mói muito forte. Até recentemente, um dos órgãos de imprensa que integra essa engrenagem dedicou três longas páginas ao governador, já o credenciando como um potencial candidato ao pleito. Recentemente, ele esteve presente num jantar oferecido ao prefeito Ricardo Nunes, com a presença de atores dos mais influentes no cenário político nacional. 

Eles mesmos teriam admitido que, daquele PIB político, se poderiam emitir fumaças que sinalizariam para a sucessão presidencial de 2026. Esse conjunto de forças tenta apresentá-lo ao eleitor como um político de centro e moderado. Esqueceram de combinar, ao que tudo indica, com os chargistas Triscila Oliveira e Leandro Assis, autores da charge que ilustra este editorial, publicada no dia de hoje, primeiro de maio, no Jornal Folha de São Paulo. 

Editorial: O que, afinal, Haddad está lendo?



Acabamos de ler uma matéria onde uma conceituada jornalista chega à conclusão de que o Governo enfrenta uma burulhenta oposição interna, como se não bastassem as escaramuças e assédios da renhida oposição bolsonarista, incapaz de gestos civilizados em nome do interesse público e da governança do país. Os leitores mais atentos já perceberam que, gradativamente, o PT vem perdendo capilaridade e apoio político junto a segmentos sociais com os quais, historicamente, sempre esteve identificado, como mostramos por aqui. 

As reprimendas públicas, protagonizadas pelo próprio morubixaba petista, dirigidas aos seus assessores, pode ser considerado um termômetro desse estresse. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - hoje, tornou-se, por razões óbvias, uma vez que detém a chave do cofre - o alvo preferencial desses pitos. Reclamações injustas, uma vez que o ministro é um dos poucos que prezam pelo equilíbrio fiscal num contexto de um governo caracterizado pela gastança irrefreada. 

O ministro já disse que os seus livros ficaram em São Paulo e tem conversado à exaustão com os parlamentares. É só o que ele tem feito no momento. Agora foi a vez do relator do orçamento deixar sua piada pronta, aconselhando o ministro a ler mais a Bíblia e menos Maquiavel. Fomos observar uma lista de livros indicados pelo ministro. Maquiavel não estava na lista. Ali aparecem Franz Kafka, George Orwell, Jorge Luis Borges, Machado de Assis, Vladimir Maiakovski, o que signifca que ele tem um excelente bom gosto.    

Charge! Leandro Assis e Triscila Oliveira via Folha de São Paulo

 


terça-feira, 30 de abril de 2024

Editorial: Ministério dos Direitos Humanos pretende reabrir a Comissão de Mortos e Desaparecidos. Haverá ambiente institucional para isso?

Crédito da foto: Matheus W. Alves. Futura\Press\Estadão. 

 

Tratando de um assunto tão nevrálgico, vamos começar por fazer justiça por aqui. Se a Comissão de Mortos e Desaparecidos não for reaberta não será pela falta de propósito ou empenho do Ministro dos Direitos Humanos, o sociólogo e filósofo Sílvio Almeida, que, assim que assumiu a pasta, manifestou seu interesse na reabertura desta comissão. A imprensa informa que o ministro já teria instituído um grupo de trabalho neste sentido, embora ainda não tenha recebido o sinal verde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A questão que se coloca por aqui é sobre se encontraremos o ambiente institucional necessário para a reabertura de uma comissão como esta, quando, por exemplo, até alusões oficiais sobre os 60 anos do famigerado golpe Civil-Militar de 1964 foram proibidas. Tudo leva a crer que não, o que significa dizer que abriremos mais uma zona de conflito interno entre os atores que compõem o Governo Lula. Se o Governo já trava uma luta hercúlea com a Oposição e com a conjuntura adversa, não seria menor o fogo amigo entre os membros do próprio Governo. 

Hoje chegamos a fazer algumas ponderações por aqui sobre as zonas de insatisfações criadas pelo Governo Lula com as tradicionais bases de apoio do petismo ou dos governos de corte ou perfil progressistas como o dele. A lista só aumenta, na medida em que tratamos do assunto: Neste sentido, caso tal abertura da comissão seja revertida, as entidades da sociedade civil que reinvidicam o direito de saber o que houve com seus entes queridos que desapareceram nos porões ou estertores dos centros de tortura do regime militar no país. Essa comissão será um bom termômetro para avaliarmos os rumos do Governo Lula. 

Durante seu discurso na tribuna do Senado Federal o ex-ministro José Dirceu foi enfático ao observar que a abertura desta comissão é algo inegociável. Para a banda mais ideológica e não apenas pragmática do PT também. Para parcelas significativas da sociedade brasileira também. Os problemas são as circunstâncias de um Governo acuado, que anda pisando em ovos, com receios dos melindres, muito menos com os militares.   

 

Editorial: Movimento "Esgotei' denuncia poluição nas praias de João Pessoa e Região Metropolitana.

 


Na semana passada, a SUDEMA - Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba - divulgou os trechos de praia propícios aos banhos na capital paraibana. Surpreendeu a este editor os poucos espaços que, de fato, reuniam as condições ideais para os banhistas, nas principais praias da capital, a exemplo de Tambaú, Cabo Branco e Manaíra. Agora, lendo um dos site locais, o ClicPB, nos deparamos com um manifesto do Movimento "Esgotei", denunciando a situação semlhante na praias de Intermares, que fica na cidade vizinha, a cidade de Cabedelo. 

É realmente lamentável que isso esteja ocorrendo, conforme enfatiza as lideranças do grupo, que promete uma manifestação para o dia 11, no Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Branco e Tambaú. João Pessoa, que teve uma preocupação com o ordenamento da orla, não permitindo a construção de edifícios acima de quatro andares na primeira quadra, deveria, igualmente, manter as mesmas preocupações em relação ao tratamento dos esgotos da capital. Salvo melhor juízo, há um caso específico, num dos trechos da praia de Cabo Branco, que já se arrasta há anos.  

João pessoa hoje atrai milhares de turistas todos os meses, tornando-se uma das capitais mais cobiçadas do país. Não apenas para curtir um feriadão, passar as férias, mas até mesmo para se fixar na cidade, que ostenta boas condições de vida quando comparadas a outras capitais do país. Ausência de atitudes do poder público no sentido de evitar tais problemas, apenas depõem contra a sua condição de um dos points mais procurados pelos turistas no país e no exterior.   

Editorial: Notícia ruim às vésperas do Dia do Trabalhador: Desemprego cresce no trimestre.


Até recentemente o jornal francês Le Monde trouxe uma matéria tratando das condições difíceis dos indígenas brasileiros da região do Amazonas. A matéria vem na esteira do esboço, já observado, de insatisfações de grupos sociais ou instituições historicamente identificadas com o Partido dos Trabalhadores. São aqueles grupos ou estratos sociais mais orgânicos, a exemplo do MST, dos professores universitários, dos próprios indígenas, que sempre estiveram ao lado de segmentos políticos progressistas da sociedade. 

A despeito de alguns indicadores positivos, o Governo, na realidade não passa por um bom momento. Neste momento o céu do Planalto está nublado, repleto de nuvens carregados. As próximas refregas congressuais, algumas com derrotas preocupantes, produzirão seus desgastes econômicos, ideológicos e políticos inevitáveis. O problema pode ser agravado pelos próximas eleições municipais de outubro, quando se sabe que, nas principais capitais do país, o partido não se mostra competitivo. Um beco sem saída. À medida em que o PT é cobrado para, enquanto Governo, ampliar os canais de conciliação, o esgarçamento da polarização surge como o único discurso político possível na atual conjuntura. 

Às vésperas do Dia do Trabalhador, mais uma notícia ruim: O IBGE observa que o índice de desemprego subiu 7,9% no primeiro trimestre e atinge 8,7 milhões de pessoas. Na realidade, o Governo Lula foi encurralado pela oposição bolsonarista, que tem como única motivação inflingir derrotas sucessivas ao Governo. Não estamos tratando aqui de uma oposição responsável, responsiva, de algum espírito público, muito menos elevado. Estão com a faca nos dentes, aguardando o Governo sangrar e emitir seus últimos suspiros. Estamos no Brasil.  

Editorial: Geraldo Alckmin de volta ao jogo.



Na realidade, o atual vice-presidente e Ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmim, nunca esteve fora do jogo político. O que se sugere, com o título do editorial acima, é apenas chamar a atenção para as suas movimentações políticas mais recentes, hoje menos dependentes dos interesses do Planalto, e mais concentradas nos projetos partidários dos socialistas. Independentemente das circunstâncias adversas, sabe-se que o morubixaba petista deverá mesmo se candidatar às eleições presidenciais de 2026, porém ninguém aposta na mesma composição de chapa, ou seja, Geraldo Alckmin não o acompanharia como vice. 

A candidatura da Deputada Federal Tabata Amaral(PSB-SP) à Prefeuura da Cidade de São Paulo, nas próximas eleições municipais, sinalizou, efetivamente, que o vice seguiria uma rumo político menos atrelado ao Palácio do Planalto. No ínicio, o fato abriu uma linha de indisposições entre o PT e o PSB, que ainda tentou dissuadir tal projeto. Hoje, a essa altura do campeonato, a missão se torna quase impossível. Para que se tenha uma ideia, as negociações da candidata com os tucanos envolveria um compromisso de a deputada não apoiar Guilherme Boulos(POSL) num eventual segundo turno.  

No dia de hoje,30, a Coluna do jornalista Cláudio Humberto, traz algumas informações neste sentido, assinalando que o vice presidente poderá vir a ser candidato ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições estaduais. Na realidade, o Planalto não tem uma alternativa no horizonte para enfrentar o projeto de reeleição de Tarcísio de Freitas(Republicanos_SP). Isso se ele não se candidatar à Presidência da República, como desejam seus partidários. Em tais circunstâncias, uma eventual candidatura de Geraldo Alckmin(PSB-SP), indisposições à parte, poderia contar com o aval do Planalto.

Por ocasião da Agrishow, coube ao vice-presidente representar o Planalto no evento. Mesmo assim, a cerimônia não foi aberta ao público, em mais uma demonstração do grave problema de agendas que já discutimos em outras ocasiões. Governo e Oposição não conseguem chegar a algum acordo ou construir algum consenso sobre alguns temas. Isso está ficando muito complicado. Vale para área de segurança pública, agronegócio, pauta de costumes. Na realidade, tivemos duas Agrishows. Uma delas sob a hegemonia da oposição bolsonarista.   

Charge! Benett via Folha de São Paulo

 


segunda-feira, 29 de abril de 2024

Editorial: PT desiste de indicar o vice na chapa de Eduardo Paes no Rio de Janeiro.

 


Conforme já afirmamos em outros momentos, o PT não tem outra alternativa no Recife, que não apoiar o projeto de reeleição do prefeito socialista João Campos(PSB-PE). Andei lendo algumas polêmicas sobre a "Neve que não derrete" - daí a escolha da foto acima - mas vamos deixar esses comentários para um momento posterior. Por enquanto, é suficente saber que, assim como ocorreu com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes(PSD-RJ), também ocorre no Recife a mesma situação, ou seja, o prefeito João Campos deve escolher seu companheiro ou companheira de chapa, tendo o PT que se conformar com a situação. A Presidente Nacional da legenda, Gleisi Hoffmann(PT-PR) já afirmou que estará com João independentemente da indicação do vice. 

A estratégia entre ambos, Eduardo Paes e João Campos, são muito parecidas, aliás. Aqui como lá, os gestores escolheram nomes de sua estrita confiança para aguardar a indicação. No Rio de Janeiro, todas as apostam recaem sobre o nome de Pedro Paulo, Deputado Federal, assim como o prefeito, filiado ao PSD. Trata-se, portanto, de uma chapa puro sangue. Aqui será um pouco diferente, pois, salvo melhor juízo, o prefeito João Campos filiou seus assessores em partidos distintos, nenhum dele ao partido ao qual é filiado, o PSB. São partidos de sua base parlamentar de apoio, o que facilita as costuras de alianças.

Essa questão do "nevou" do prefeito deverá ser muito explorada durante a campanha. João é neve que não derrete, mesmo com a intensidade do calor recifense. Será? Ontem alguém observou que estamos ainda um pouco distante do pleito municipal, programado para o dia 06 de outubro. Se as eleições fossem hoje, ele seria eleito ainda no primeiro turno, se cacificando ainda mais para o pleito de 2026, quando deverá disputar o Governo do Estado. A torcida dos adversários é que a neve derreta até lá. 

Drops: Casa de Shows UP Garden desaba durante show, acidentando 40 pessoas.

Crédito da Foto: Clilson Junior. 


Durante um show que ocorria no dia de ontem, 28, o teto da Casa de Shows UP Garden desabou sobre os frequentadores, acidentando 40 pessoas, algumas em estado grave. Segundo boletim do Hospital de Traumas, 8 delas ainda permanecem internadas, 3 em estado grave. A informação é do site ClickPB. A Casa de Shows fica no bairro de Altiplano, ainda não sendo divulgada a causa do acidente, informação que será disponibilizada, possivelmente, apenas depois de perícias policiais. Nossos sentimentos às vitimas e familiares.  

Editorial: Jornal O Globo dá uma força a Tarcísio.


Há um conjunto de forças, bastante conhecidas da sociedade brasileira, que estimulam uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já nas próximas eleições de 2026, conforme a chamada de matéria do Jornal O Globo. Mesmo que ele, pessoalmente, manifeste seu desejo de continuar à frente do Governo de São Paulo por mais um mandato, sua agenda se encaixa perfeitamente no figurino de uma parcela conservadora da sociedade brasileira, que o deseja vê-lo habilitar-se ao cargo já em 2026. 

O jornal O Globo, em sua edição de hoje, dia 29, dedica três páginas ao governador. Num jantar ocorrido recentemente, em homenagem ao prefeito Ricardo Nunes(MDB-SP), lá estavam alguns desses atores políticos proeminentes, ou seja, aqueles atores que podem costurar e cimentar um pib político e um pib econômico que darão suporte a este projeto. Conforme afirmamos por aqui,ninguém esconde que a reeleição de Ricardo Nunes é um avant premiere desse projeto maior, de olho nas eleições presidenciais de 2026. O Planalto joga todas as suas fichas na eleição de Guilherme Boulos, mesmo conhecendo as dificuldades, que não se restringem apenas àquela praça.  

Neste jantar, além do governador, se fizeram presentes o ex-presidente Michel Temer(MDB), Gilberto Kassab(PSD), hoje o maior enxadrista do tabuleiro político nacional, e representantes do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais recentemente ficamos sabendo que o próprio presidente Bolsonaro teria sido aconselhado a estimular uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro apenas para apressar a decisão do governador Tarcísio de Freitas(Republicanos-SP).

A agenda administrativa do governador, sob vários aspectos, entra, frequentemente, em rota de colisão com a agenda do Governo Lula 3. Talvez o ponto mais nevrálgico aqui seja a área de segurança pública, onde o governador tenha endurecido o jogo, com relativo apoio de parte da população, possivelmente uma parcela conservadora, identificada com a direita e com a extrema-direita, que amplia seus índices de popularidade, mesmo sob protestos de entidades de direitos humanos. A agenda é tão "orgânica' que o seu Secretário de Segurança Pública, Guilherme Muraro Derrite, também Deputado Federal licenciado, foi o relator da PEC da Saidinha, que inflingiu uma acachapante derrota ao Governo Lula. É dado como certo que o veto mínimo do presidente Lula, permitindo a saidinha de presos em feriados, seja mais uma vez derrotado.      

Editorial: Os puxões de orelha de José Dirceu em Lula.


Os puxões de orelha estão se tornando recorrentes no Governo Lula 3. O morubixaba petista se empolga durante os discursos de improviso, por ocasião dos eventos oficiais e, não raro, tem reclamado em público dos seus subordinados. Mas Lula também não está isento desses puxões de orelha, conforme vamos tratar mais adiante. Alguns dos subordinados, como é o caso do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na nossa opinião injustamente, estão se tornando frequeses desses pitos. O último deles ocorreu durante as comemorações dos 50 anos da Embrapa, quando Lula reclamou dos recurso escassos previstos no orçamento da entidade de pesquisa agropecuária. 

Como já é do conhecimento público, José Dirceu voltou ao asfalto ou à ribalta, como vocês preferirem. Dirceu é uma espécie de "consciência ideológica' do mais autêntico petismo. O termômetro para se dimencionar, por exemplo, o quanto o partido tem se afastado dos seus princípios mais fundamentais. Seu discurso recente, na TrIbuna do Senado Federal, foi um autêntico puxão de orelha nos rumos do Governo Lula 3, ao fazer referência ao desvirtuamento da linha programática do Governo.

Fortalecer a democracia substantitva - até como antídoto ao descarrilamento da democracia política - sempre foi uma das grandes premissas do PT. Agora foi a vez de o líder petista escrever um artigo numa revista do partido, criticando os supersalários dos militares, como decorrência das benesses concedidas durante o Governo Bolsonaro. Na realidade, a discussão é mais ampla e está em jogo uma reaproximação ou um realinhamento de Lula com setores militares, manobra que estaria sendo articulada pelo Ministro da Defesa, o pernambucano José Múcio. No artigo, José Dirceu fala sobre tais penduricalhos, assim como sobre a necessidade de que o mesmos possam ser revistos.  

Charge! João Montanaro via Folha de São Paulo

 


domingo, 28 de abril de 2024

Editorial: Como estará o Recife em 06 de outubro de 2024?



A pergunta acima vem em razão das últimas pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura da Cidade do Recife, onde o atual gestor, João Campos(PSB-PE), desponta como franco favorito à reeleição. Pesquisa realmente é uma fotografia do momento. Até os mais leigos sobre o assunto já entenderam isso. Aqui em Pernambuco existem alguns casos bem emblemáticos, como o ocorrido com o próprio pai do prefeito, o ex-governador Eduardo Campos, que foi eleito pela primeira vez governador depois de um começo bastante difícil, amargando os últimos lugares nas pesquisas de intenção de voto. 

Não temos bola de cristal para prever  como estará a cidade do Recife até as próximas eleições municipais, precisamente em 06 de outubro de 2024. Pelo trabalho e entusiasmo do prefeito e sua equipe, não acreditamos que seus índices de avaliação sejam revertidos até então. Hoje ele conta com 71% de avaliação positiva entre a população recifense. Outra questão a ser considerada são os potenciais concorrentes ao cargo, nenhum deles com experiência administrativa de máquinas municipais, em alguns casos com padrinhos - ou seria madrinhas? - políticos mal-avaliados, como é o caso de Daniel Coelho, que, hoje, está longe de se constituir num candiato competitivo ao pleito de outubro. Pode ser que o cenário mude. Afinal, como afirmamos antes, não temos bola de cristal.  

A centrífuca da polarização política, infelizmente, também deve moer aqui na província, o que signifca dizer que pode ser mantida e até ampliada a atual performance do representante do bolsonarismo no Estado, Gilson Machado(PL-PE), em ascensão nas pesquisas de intenção de voto, ancorado no apoio dos eleitores bolsonaristas. No momento, a sua preocupação seria a de fidelizar esses eleitores. Convém não arriscar, uma vez que a pesquisa do AtlasIntel\CNN deixou claro os eleitores de Lula não estão, necessariamente, dispostos a votarem num candidato indicado pelo PT.    

Charge! Dálcio Machado via Facebook

 


Editorial: Quais são os entraves do SUS da Segurança Pública?



Certamente um dos maiores problemas do SUS - Sistema Único de Saúde - são as longas filas de espera para o agendamento de atendimentos diversos, algo que está se tentando corrigir pela gestão atual.  Fora esses problemas pontuais, o país pode orgulhar-se de ter o melhor sistema de saúde pública do mundo. Quisera que algum dia a gente pudesse dizer o mesmo do SUSP - Sistema Único de Segurança Pública - também conhecido como o SUS da Segurança Pública. 

Tem sido difícil, se não impossível, construir algum consenso entre Governo e Oposição no tocante à segurança pública, mesmo com a disposição e a humildade do atual gestor da pasta, o ex-Ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que afirmou, ao chegar na Câmara dos Deputados, atendendo ao convite formulado pela Comissão de Segurança Pública e Comtate ao Crime Organizado, que estava ali para aprender, para colher sugestões que pudessem contriubur para um melhor desempenho das funções do ministério a ele subordinado. Melhor disposição para o diállogo impossível. 

Do outro lado, no entanto, e estamos falando aqui da Bancada da Bala e dos governadores ligados ao bolsonarismo, nenhum gesto mais civilizado neste sentido. A questão do veto mínimo da PEC da Saidinha, colocando os dois lados em clima de guerra, por exemplo, evidencia que não teremos avanços significativos por aqui. A obrigatoriedade do uso de câmaras nos uniformes dos policiais - que alguns governadores resistem em adotar - é um outro bom exemplo. 

Um dos problemas do SUSP, neste momento político conturbado que o país atravessa, será, certamente, um problema de colisão de agendas. O Governo tem uma genda humanitária, anticarcerária, enquanto o outro lado acha que "bandido bom é bandido morto.", pois, segundo eles, o Governo se recusa a enfrentar o crime organizado, num momento em que, praticamente todos os dias, as PRF e a PF, em conjunto com forças policais estaduais, estão inflingindo perdas significativas a essas organizações. Como se observa, será difícil construir alguma linha de convergência por aqui.   

Editorial: GAECO realiza uma megaoperação no Estado da Paraíba.


No último dia 26, o Ministério Público da Paráiba, através da Polícia Militar do Estado e do GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - no curso da operação denominada de Double Lock, cumpriu 30 mandados em 14 cidades do Estado, inclusive na capital João Pessoa. A ação foi desencadeada com o objetivo de evitar progressão de regimes de cumprimento de pena a encarcerados que são reincidentes nos mais variados crimes ou delitos, como o porte de arma, homicídio, violência doméstica. 

Louve-se aqui a atuação do Ministério Público daquele Estado no combate ao crime, assim como em ações que visam presevar o interesse público em licitações públicas celebradas por órgãos estaduais e prefeituras municipais, envolvendo agentes públicos e privados. Como é notório, não são incomuns irregularidades nesses processos licitatórios, com prejuízo do erário, em benefício de alguns espertinhos. A força tarefa que forma o GAECO, por sua vez, são agentes do Estado, igualmente merecedores do reconhecimento do excelente trabalho que desenvolvem no âmbito federal e dos entes federados. 

Quem acompanha o blog já deve ter observado a atuação do MPE-PB\GAECO em vários municípios do Estado, o que dá a importância do trabalho por eles desenvolvidos. Uma dessas operações mais midiática foi a Operação Calvário, que alcançou servidores graduados, secretários e até um ex-governador do Estado. Hoje o processo se encontra no Supremo Tribunal Federal, salvo melhor juízo. Um dos envolvidos teve a disfarçatez de pedir a anulação do processo junto àquela Corte.  

Editorial: Haddad está certo ao afirmar que a responsabilidade fiscal é também uma obrigação do Congresso.


O Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, mostrou contrariedade à atitude do Governo em recorrer ao STF contra a desoneração da folha. Afirmou que também irá recorrer do recurso do Governo, que teve sua avaliação interrompida depois de um pedido de vistas do Ministro Luiz Fux. Na realidade, o resumo da ópera, é que as indisposições entre os Três Poderes da República está produzindo um ônus preocupante para a sociedade brasielira. Para início de conversa, o perfil de nossa oposição é tosco. Não temos uma oposição propositiva, republicana, responsável, voltada ao atendimento do interesse público. Na realidade, estamos diante de uma oposição que deseja derrubar o Governo. 

Veja-se o caso da PEC do Quinquênio, da PEC das Drogas, da PEC da Saidinha. A PEC do Quinquênio, por exemplo, se consolidada, pois faltam algumas apreciaçoes ainda, representará um romobo de R$ 82 bilhões nas contas públicas do Governo Federal, sem contar que atinge também Estados e Municípios, uma vez que resolveram colocar mais gente no trenzinho. Temos hoje um Governo sensível neste aspecto, com as contas desarrumadas, acumulando déficit primário superior aos R$ 200 bilhões. 

A proposta do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é colocar as finanças em ordem, o que é louvável, mas é preciso, como ele mesmo afirma, contar com a colaboração do Congresso Nacional, que também deveria manifestar uma preocupação com o equilíbrio fiscal. Acossado por um Legislativo hostil, o morubixaba petista precisa recorrer ao STF para evitar um desastre maior, o que inflama ainda mais as indisposições entre os Poderes. Não acreditamos que esta situação possa conduzir a bons resultados, uma vez que o Legislativo, diante da reação do Executivo, passa a apontar a metralhadora para a Suprema Corte, ampliando, ainda mais, as zonas de atrito.    

Charge! Jean Galvão via Folha de São Paulo

 


sábado, 27 de abril de 2024

Editorial: No aniversário de 50 anos da Embrapa, Lula pede mais recursos para a entidade de pesquisas agropecuária.



A EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - é uma dessas ilhas de "excelência" dentro da máquina pública brasileira. Daí se entender perfeitamente a preocupaão do presidente Lula, durante as comemorações dos 50 anos da empresa, sobre os recursos previstos para a entidade, responsável por pesquisas fundamentais no campo da agropecuária brasileira. o próprio Lula, em sua fala, advogou tratar-se de um reconhecimento ao trabalho realizada pela empresa de pesquisas. 

O orçamento previsto para a entidade está estimado em R$ 500 milhões, mas o montante está muito aquém de suas necessidades. Na ocasiçaõ, Lula voltou a dá um pito em seus subordinados. Desta vez sobrou para o Ministro da Fazenda Fernando Haddad, mais uma vez, e para o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Por vezes, ficamos um pouco preocupado com essas bondades de Lula, diante de um cobertor curto e a necessidade que se impõe de equilibrar as contas públicas.

Diante das contingências político\institucionais, que não são nada favoráveis, o Governo Lula poderá começar a perder o apoio de suas bases identitárias tradicionais, como os professores universitários, que já emitiram sinalização pela continuidade do movimento grevista. Vamos ser bem sinceros por aqui. Apesar da inegável boa-vontade do Governo em abrir os mais amplos canais de diálogo e negociações com a categorias dos servidores públicos, tratou-se de um equívoco a não previsibilidade orçamentária de alguma recomposição de perdas salariais para 2024. Algumas categorias amargavam um jejum de 07 anos. Não são os servidores públicos os responsáveis pelo estouro da boiada das contas públicas.   

Editorial: Nota da CNBB pede ao Congresso que aprove veto de Lula à PEC da Saidinha.


Uma das grandes fragilidades do Governo Lula se concentra numa narrativa da extrema-direita que consegue consolidar-se ou tornar-se hegemônica, seja porque de alguma forma e sob certos aspectos, eles ganharam as últimas eleições - apesar de o campo progressista ter feito o presidente - seja porque eles continuam fazendo um barulho danado, dando um banho nas redes sociais e nas concentrações de rua, sempre com a ajudinha de uma mídia conservadora, financiada pelo mercado, que, no passado, flertou até com o golpismo. 

98% da PEC da Saidinha foi sancionada pelo presidente Lula, que vetou apenas 2% do texto original. Mesmo assim isso se tornou um grandiosíssimo problema de negocição com a oposição, principalmente a bolsonarista, abrigada na bancada da bala. Segundo comenta-se, o veto, de corte humanitário, teria sido sugerido pelo Ministério da Justiça, através do seu titular, Ricardo Lewandowski, um ator experiente, de grande espertise jurídica, que chegou a defender o veto quando de sua audiência na Câmara dos Deputados. Entidades da sociedade civil, como a OAB e a CNBB se manifestaram em favor do veto mínimo do presidente Lula. Vetar o veto seria inflingir uma derrota ao presidente, o que deixa essa gente literalmente dando saltinhos de alegria. 

Infelizmente, nós não temos uma oposição propositiva, responsável, republicana,imbuída de espírito público. Até recentemente, aprovaram, de afogadilho, a PEC do Quinquênio e a PEC das Drogas. Esta última criminaliza qualquer porte de drogas, o que se constitui numa medida radical, com potencial de criar inúmeros problemas futuros, principalmente num país como o nosso, de instituições policiais frágeis e um sistema prisional caótico.  

Editorial: Permanece o impasse entre docentes universitários e o Governo Lula.


A área de Gestão e Inovação do Governo Lula vem conseguindo costurar alguns acordos com os servidores públicos em greve, embora isso esteja longe de corrigir distorções seculares na máquina pública brasileira. Somente agora a imoralidade de um benefício alimentação está sendo corrigida, o que deve colocar de volta ao trabalho um contingente expressivo de servidores. O grande propósito na discussão entre Governo e Entidades Representativas é as disparidades existentes entre as diversas categorias de servidores, seja de um mesmo poder, seja quando estamos lidando com os Três Poderes.  

É inadimissível, por exemplo, privilégios dentro da máquina, como esse famigerado quinquênio, um verdadeiro trenzinho da alegria, destinado a atender a um casta de servidores já bastante aquinhonhada, além de representar um rombo de R$ 83 bilhões num orçamento já combalido da União. Isso sem falar nos Estados e Municípios, pois o engraçadinho resolveu estender o benefícios para outras categorias, além dos juízes e procuradores federais. 

Permanece, no entanto, o impasse entre o Governo e servidores administrativos e docentes das IFES e dos Institutos Técnicos Federais. Já se somam 23 IFES, 5 Institutos e um centro tecnológico, com promessa de maiores adesões. O Governo chegou a oferecer uma proposta, salvo melhor juízo, um pouco acima do que estava sendo previsto anteriormente para todas as outras categorias. Mesmo assim, a decisão dos docentes foi pela manutenção da greve.    

O xadrez político das eleições municipais de 2024 no Recife: Apesar das chuvas, João Campos segue sem céu de brigadeiro.



No dia de ontem, 26, o Instituto AtlasIntel\CNN divulgou os dados de uma pesquisa de intenção de voto para a Prefeitura do Recife, nas próximas eleições municipais. A pesquisa foi realizada no período entre 18 e 23 de abril. Confirma aquilo que a população recifense já sabia, ou seja, o franco favoritismo do prefeito João Campos(PSB-PE), ancorado nos bons índices de aprovação de sua gestão. Os índices obtidos pelo prefeito sugerem que ele pode ser reeleito ainda no primeiro turno daquelas eleições. Trata-se da melhor perfomance obtida por um candidato entre os levantamentos de intenção de voto realizados pelo Instituto em todo o Brasil. 

O prefeito crava 71% de aprovação entre bom é ótimo, segundo o levantamento de AtlasIntel\CNN. No final deste post divulgaremos os escores obtidos por todos os pré-candidatos à Prefeitura do Recife. Antes, porém, vamos fazer algumas considerações. No dia de ontem, 26, publicamos por aqui uma postagem informando que os eleitores de Lula preferem votar em João Campos a um candidato do próprio partido do presidente. Embora não se declare pré-candidato, o ex-prefeito João Paulo, que já governou a cidade por dois mandatos, aparece com 7,7% das intenções de voto nesta mesma pesquisa. 

Com todo o respeito que temos pelo candidato, é pouco provável que a cúpula burocrática da legenda aposte suas fichas numa candidatura do ex-prefeito. O embate seria bom, uma vez que colocaria frente a frente a discussão sobre quem cuidou melhor das pessoas na capital pernambucana. Mas já faz algum tempo que a burocracia do partido afastou-se desses temas, movida por um pragmatismo eleitoral atroz. Isso passa apenas pela cabeça de alguns cientistas políticos. Assim como o seu pai, em épocas passadas, Campos emparedou o PT, não dando outra opção à legenda. Irão apoiá-lo mesmo sem a indicação do vice na chapa, uma vez que, assim como o pai, João também guarda lá suas desconfianças da tribo política. 

A centrífuga da polarização política também produz seus efeitos na capital de todos os pernambucanos. A pesquisa do AtlasIntel constatou um crescimento da candidatura do representante do bolsonarismo no Estado, O ex-Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto. Isso deve se repetir em todo o país. Infelizmente. O debate de propostas para as metrópolis fica ofuscado pela rivalidade de duas forças políticas cada vez mais programaticamente parecidas. 

A essa altura do campeonato político, os assessores do candidato do bolsonarismo devem estar se debruçando sobre os resulados das eleições presidenciais passadas, prospectando a votação que o capitão obetve no Recife. O primeiro objetivo seria a fidelização desses votos bolsonaristas, o que nos parece que já está sendo sinalizado pelo resultado da pesquisa AtlasIntel. Em junho o capitão desembarca no Aeroporto Internacional dos Guararapes para prestigiar o afilhado. Aproveita para ir até a Princesa do Agreste para prestigiar o candidato do bolsonarismo por lá, Fernando Rodolfo. Torçam para que a recepção ainda no saguão do aeroporto não seja proibida, como ocorreu em João Pessoa, o que deixou Jair Bolsonaro enfurecido e praticamente estragou sua visita à capital paraibana.

João Campos(PSB) - 57,3%

Gilson Machado(PL) - 21,4%

João Paulo(PT) - 7,7%

Dani Portela(PSOL) - 4,6%

Daniel Coelho (PSD) - 3%

Técio Teles (Novo) - 1,8%

Túlio Gadelha (Rede) - 0,8%

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Eleitor de Lula no Recife prefere João.      

Charge! Marília Marz via Folha de São Paulo

 


sexta-feira, 26 de abril de 2024

Editorial: Eleitores de Lula preferem João Campos em 2024.


Um percentual bastante expressivo dos eleitores recifenses que votaram em Lula nas eleições presidenciais de 2022 preferem votar em João Campos, do PSB, nas eleições de 2024, de acordo com pesquisa do Instituto Atlas\CNN. Nada menos do que 74,6% dos eleitores do morubixaba petista preferem João a um eventual candidato do PT. O PT enfrenta grandes dilemas para as eleições de 2024. Aqui no Recife, por exemplo, praticamente desistiu de uma candidatura própria. O apoio ao socialista João Campos é uma contingência que se impõe pelas circunstâncias políticas do momento. 

Com uma aprovação acima dos 80% da população recifense, torna-se uma missão quase impossível derrotá-lo em seu projeto de renovar o contrato de locação do Palácio Capibaribe. O PT deseja participar da festa, indicando, ao menos, o candidato a vice na chapa, mas o prefeito já reafirmou que indicará um nome de sua mais absoluta confianca, pois sabe-se que o seu projeto político está mais à frente, precisamente nas eleições de 2026, quando deverá disputar o Governo do Estado. 

Mesmo com o próprio Lula entrando no circuito das negociações, não acreditamos que o cenário seja revertido. João já tratou de filiar quatro assessores diretos em partidos que compõem a sua base de apoio. A aposta maior é a sua Secretária de Infraestrura, Marília Dantas, uma supersecretária, com fartos recursos e perfil de tocadora de obras. No momento, porém, nem eles sabem quem será o ungido. Salvo melhor juízo, todos são técnicos, o que significa dizer que, assim como seu pai, Eduardo Campos, João guarda reservas do seu staff político. 

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Marília Dantas pode ser a ungida 

Editorial: O "lazer' do crime organizado no Complexo do Alemão.

 


Depois da suspetia do Ministério Público sobre a existência de uma eventual "sala de extorsão' dentro de uma delegacia de polícia no interior paulista, assim como igual suspeita de que um secretário de segurança pública que poderia ter planejado um homicídio contra uma vereadora, não há mais como o cidadão comum esboçar alguma surpresa ao tratar do crime organizado ou como ele já se inseriu perigosamente no aparelho de Estado. Os caras estão em todas, participando oficialmente de licitações, atuando no transporte regular e clandestino de passageiros, abrindo igrejas e pregando o evangelho, utilizando-se dos dízimos como mecanismo de lavagem de dinheiro. Está tudo dominado. 

Todos os dias, rigorosamente todos os dias, são denunciados agentes públicos em envolvimentos com milicianos. Ontem, um soldado e um cabo da Polícia Militar, em São Paulo, se faziam passar por agentes da Polícia Civil para extorquirem comerciantes. Foram presos. Repercutiu bastante uma outra incursão do BOPE no Complexo do Alemão, onde foi encontrado um centro de treinamento de traficantes. Na incursão de hoje, também no Complexo do Alemão e da Penha, os policiais encontraram uma casa de luxo destinado ao lazer dos traficantes. 

No Complexo de Favelas da Maré os traficantes locais ampliarem seu mix de serviços oferecendo guarida ou proteção aos encrencados procurados pela polícia. Eles pagariam uma espécie de pedágio pela segurança no local. Naturalmente que, em tais territórios, completamente controlados pelo crime organizado, não seria surpresa tais espaços físicos destinados a essas finalidades.