segunda-feira, 27 de maio de 2024
domingo, 26 de maio de 2024
Editorial: OAB repudia ações da Polícia Militar contra estudantes em São Paulo.
Foram verificados recentemente alguns confrontos entre estudantes e integrantes da Polícia Militar de São Paulo. Num evento na Assembléia Legislativa do Estado - onde estudantes secundaristas realizaram um protesto contra as escolas cívico-militares - e um outro na USP, mais precisamente na Faculdade de Direito daquela instituição, quando os estudantes fizeram uma mobilização de prostestos contra o Governo Estadual, por ocasião de posse de uma autoridade de Estado. No caso da Assembléia Legislativa de São Paulo, alguns estudantes chegaram a ser presos, mas foram soltos algum tempo depois.
Na USP, as imagens mostram confrontos diretos entre estudantes e policiais militares. Esta se configurando em São Paulo a consolidação de uma agenda bastante preocupante, envolvendo um potencial representante do bolsonarismo para as eleições presidenciasi de 2026. Estamos muito longe ainda dessas eleições, mas a motosserra de uma agenda ultraliberal já vem produzindo seus efeitos nefastos para as nossas instituições democráticas, como a grande dificuldade do Governo do Estado em permitir a gravação em tempo real das ações policiais, consorciado a um amplo programa de privatizações e fortalecimento de escolas cívico-militares.
Na medida em que essas ações recebem a simpatia e o apoio explícito de grupos conservadores e de ultradireita de nossa sociedade, elas são ampliadas,entrando em rota de colisão com a garantia do respeito aos direitos humanos. A OAB lançou uma nota de repúdio em relação ao problema, assim como o Ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, comentou sobre o grave equívoco em se facultar ao policial a decisão ou não de gravar suas operações.
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Editorial: Lula inaugura obra em Guarulhos sem a presença de Tarcísio.
| Crédito da Foto: Ricardo Stuckert |
Outro dia comentamos por aqui sobre a batalha de Sao Bernardo, cidade onde o PT surgiu, hoje governada por um tucano, que se tornou uma questão de honra para o morubixaba petista reconquistá-la. O prefeito de Guarulhos, Guti(PSD) é amigo e aliado do governador Tarcísio de Freitas. Eleger alguém do grupo para continuar à frente da prefeitura é também uma questão de honra para o governador, que já afirmou que só se desligaria dos Republicanos quando concluísse algumas dessas missões.
O PT, por outro lado, aposta suas fichas no nome do deputado federal Alencar Santana. Guarulhos é uma dessas cidades que integram o chamado cinturão paulista, ou seja, um conjunto de cidades que possuem expressivo colégio eleitoral, tornando-se estratégicas até mesmo para as eleições presidenciais. a ausência do governador Tarcísio de Freitas ao evento, portanto, assume o status de ranhura, seja lá qual for a explicação. Soma-se a isso o fato de a obra ser oriunda ainda dos tempos em que o atual governador era Ministro da Infraestrutura do Governo Jair Bolsonaro.
sábado, 25 de maio de 2024
Editorial: Permanece o impasse entre professores universitários e o Governo Lula.
Conhecedor desse drama e envolto com um desgaste político inevitável, o Ministro da Educação, Camilo Santana, estabeleceu diversos diálogos com os setores mais afeitos a esta questão na gestão petista. Na nossa opinião, o Governo Lula não dimensionou corretamente as consequências de se estabelecer um ano em branco em termos de recomposições dos reajustes dos servidores. Um cálculo equivocado que produziu inúmeros ruídos, desencadeando o gatilho do movimento grevista de algumas categorias. Talvez tivesse sido mais ajustável diminuir as metas de recomposições para 2025 e 2026, inserindo alguma coisa em 2024.
Algumas categorias de servidores públicos ficaram sensivelmente traumatizada - esta é a palavra correta - com a granada plantada no bolso durante os anos sombrios do bolsonarismo. Sabe-se que estamos pisando num ambiente de terra arrasada, onde se impõe a reconstrução do Estado, com as contas públicas fragilizadas, mas faltou aqui um pouco de habilidade política e uma dose um pouquinho maior de sensibilidade em relação a esta questão. Gatilho grevista disparado, agora estamos diante de um impasse de proporções preocupantes.
Editorial: Pesquisas para todos os gostos.
Do lado da arena conservadora, de direita e extrema-direita, há uma penca de nomes sendo testados. Alguns deles com efetivo capital político para despontar como alternativa deste campo em 2026, a exemplo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama. Outros ainda não mereceriam tal status, mas estão na rinha, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o de Minas Gerais, Romeu Zema, e até Ratinho Júnior, governador do Paraná.
Assim que sai uma pesquisa do Instituto, as redes sociais explodem em publicações tratando do assunto, consoante os interesses confessáveis dos seus usuários. Quem é lulista aponta que o morubixaba petista venceria hoje todos os eventuais oponentes nas eleições de 2026. Quem é Bolsonarista, comemora o fato de o ex-presidente, mesmo inelegível, aparecer numericamente à frente, dentro da margem de erro do instituto, quando confrontado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta pesquisa, Bolsonaro aparece com 38,8% das intenções de voto, enquanto Lula crava 36%.
sexta-feira, 24 de maio de 2024
Editorial: PT ainda sem definição em Recife e João Pessoa.
Recentemente, uma revista de circulação nacional publicou uma matéria sobre as candidaturas ou alianças já definidas pelo Partido dos Trabalhadores, no tocante às próximas eleições municipais. Como a Executiva Nacional, reunida no último dia 20, havia definido que tomaria alguma posição sobre o imbróglio que envolve as capitais do Recife e Joao Pessoa, ficamos atentos à materia, mas, no final, confirma-se aquilo que já supunhamos sobre o assunto, ou seja, o PT não tem um posicionamento formado sobre as duas capitais.
As dificuldades em tomar um posicionamento sobre essas duas capitais decorrem de problemas criados pelo próprio partido, como, por exemplo, abdicar de uma escolha orgânica, soberana,democrática em João Pessoa, onde foram suspensas as prévias que já estavam previstas para a definição de um nome entre os concorrentes que se habilitariam ao cargo. Um dos concorrentes desistiu e a Executiva Nacional optou por abortar o processo.
Aqui no Recife é o lenga-lenga interminável em torno de uma improvável indicação de um nome a vice que deverá compor a chapa de reeleição do prefeito João Campos(PSB-PE). Todos os movimentos do prefeito, além das especificidades dessas eleições, indicam ser impossível tal indicação, mas o impasse permanece.
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Editorial: A dificuldade do governador Tarcísio de Freitas em lidar com a questão das câmaras nos uniformes dos policiais.
Será muito difícil para o Governo Federal construir um consenso junto aos governadores de oposição sobre o uso dessas câmaras nos uniformes dos policiais militares em operação. Como já insistimos por aqui algumas vezes, há um grave problema de "agendas" entre o Governo Lula e a Oposição, principalmebte a de matriz bolsonarista. Na área de segurança pública, então, essa ausência de pontos de convergências se acentuam perigosamente, ao ponto de parlamentares já encetarem propostas de que o disciplinamento ou autonomia sobre o uso ou não dessas câmaras ficarem sob a responsabilidades dos entes estaduais.
Essas câmaras precisam estar ligadas o tempo todo e, preferencialmente monitoradas em tempo real. Agora surge umas ideias exóticas e estapafúrdias, sugerindo que elas possam ter intevalos de filmagem. Sabe-se lá o que pode ocorrer nesses "intervalos", sobretudo se considerarmos os equívocos operacionais já flagrantemente denunciados. Se espanca cadeirante, se atira em cegos, se mata mãe de seis acidentalmente. Certíssimo estava o saudoso deputado Pedro Aleixo, quando afirmava que não se pode confiar no guarda da esquina.
O Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, tem aberto um canal de diálogo permanente com setores de oposição, o que republicamente louvável. Recentemente surgiram informações de que ele pensa em articular a inserção do SUSP - Sistema Único de Segurança Pública - na Constituição. A medida é louvável e bem-vinda. Oposição e Governo precisam urgentemente baixar essas armas e seguir o feeling da sociedade. Há pesquisas indicando que 80% da população é a favor do uso de câmara no uniformes dos policiais.
Editorial: Escolas Casa Grande & Senzala.
Não faz muito tempo, publicamos por aquiaqui um texto onde abordamos o drama do alto índice de analfabetismo adulto no país. Segundo as últimas estimativas divulgados pelo IBGE. São 11,4 milhões de analfabetos, em sua maioria concentrados em regiões como a Norte e Nordeste. Logo em seguida, nos deparamos com a leitura de uma artigo onde o articulista assinala ser um tremendo retrocesso civilizatório ainda termos que tratar de analfabetos adultos no Brasil, o que se constitui num indicador seguro sobre o nosso renitente atraso.
No dia de hoje, 24, lemos um artigo escrito pelo pernambucano Cristóvam Buarque, publicado na revista Veja, tratando de dois graves problmas que o país nunca enfrentou defintiivamente: A reforma agrária e uma reforma educacional que pudesse facultar às camadas mais fragilizadas e empobrecidas da nossa sociedade - em alguns casos possíveis descendentes de escravos - um sistema educacional de igual qualidade ao dos nossos senhores de engenhos de hoje. Ou seja, no raciocínio do pesquisador, o país ainda comporta um sistema educacional onde existe uma escola para a Senzala e uma escola para a Casa Grande, assim como nos velhos tempos colonialismo português. Vale o simbolismo e a licença poética, mas, a rigor, para sermos mais precisos, nessa época nem escola para os habitantes da senzala existiam.
Cristóvam Buarque sempre faz muitas referências ao abolicionista Joaquim Nabuco, ao tratar deste assunto. Joaquim Nabuco falava sempre sobre a necessidade de se conceber um projeto de inserção dos ex-escravos à sociedade, sob pena de que, embora abolida institucionalmente a escravidão, a condição social desses escravos não mudaria. Eram pessoas sem teto, sem terra, sem emprego, sem profissão, sem educação formal. É curioso como perfil do analfabeto brasileiro remete-nos, inexoravelmente, às preocupações do abolicionista pernambucano. Em geral são mulheres envelhecidas, pobres, negras, residentes em regiões como a Norte e a Nordeste. Alguém precisa fazer um estudo de gênero sobre o analfabetismo no país.
Ao longo dos anos, a reforma agrária na foi realizada e o sistema educacional permaneceu com essa clivagem. Faz sentido quando, em determinado momento do texto, o pesquisador observa que os escravos foram soltos e não libertos. O mais espantoso disso é que, mesmo sob governos de perfil progressista e popular oa avanços continuam sendo pontuais e não estruturais. É o Brasil.
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quinta-feira, 23 de maio de 2024
Editorial: PT mineiro entra em crise com o Ministro da Educação, Camilo Santana.
A ideia é boa, ninguém questiona, em princípio, o acordo celebrado entre o Ministério da Educação e o Governo Mineiro. O ruído se dá na tramitação do processo, que seguiu um rito onde os petistas foram simplesmente desconsiderados das fotos oficiais e, naturalmente, dos dividendos eleitorais da medida. Numa foto que circula pelas redes sociais, aparece o governador mineiro Romeu Zema(Novo-MG), o prefeito de Divinópolis, além do Ministro da Educação do Governo Lula, sem nenhuma presença de representantes do PT, sejam aqueles que atuam naquela espaço político específico, sejam os parlamentares com atuação nacional, a exemplo de Rogério Carvalho, pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte.
A federação não gostou nenhum pouco do procedimento e pretente talvez entrar com uma represenatação na Executiva Nacional da legenda. Já circula uma nota de repúdio ao ato. Com as barbas de molho, temendo maiores repercussões, Camilo Santana tratou de informar que a medida ainda está na fase de negociações.
Editorial: Cláudio Castro pode ser o sétimo governador a perder o mandato no Rio de Janeiro.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro(PL-RJ) poderá ser o sétimo governador a perder o mandato naquele Estado. Esta estatística, per si, é uma evidência do descalabro que tomou conta da administração pública no Rio, um Estado onde os grupos milicianos conseguiram penetrar nas entrahnas mais recônditas do Aparelho de Estado, comprometendo irremediavelmente a engenharia política institucional republicana. Não vamos voltar por aqui a discutir os tentáculos desses grupos milicianos, tampouco inferir como eles agem, posto que tais fatos já são de conhecimento público.
Possivelmente a referência mais elucidativa para entendermos esse fenômeno do poder conquistado por esses grupos milicianos talvez seja mesmo o enredo que envolveu a morte da ex-vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, naturalmente, depois que o seu assassinado foi esclarecido pela Polícia Federal. As denúncias de irregularidades cometidas pelo governador Cláudio Castro, juntamente com um grupo de auxiliares, são bastante robustas. Uma vez comprovadas, haveria razões de sobra para afastá-lo do cargo.
O relator do caso, representando o TRE-RJ, recomendou o seu afastamento do cargo. Se a maioria dos juízes seguirem seu raciocínio, teremos mais um governador a deixar o cargo no Estado. Infelizmente, não é díficil saber o que virá pela frente. Quando esses grupos do crime organizado passam a ter forte influência sobre o núcleo duro do Estado, lamentavelmente, não se pode manter uma expectativa positiva. Não seria por mero acaso que este já seria o sétimo governador a deixar o cargo.
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Editorial: Atriz alude sobre situação de insegurança em Tambaba.
A atriz carioca, Maria Priscila Santos, através do seu perfil no Instagram, relata seu encantamento com a belíssima praia de Tambaba, praia de naturismo do Litoral Sul da Paraíba, mas faz ressalva à situação de desorganização e insegurança do local. A atriz visitou a praia numa segunda-feira, quando a associação que cuida do espaço, certamente, não deve ter escalado ninguém para ficar no local, interditando visitantes inoportunos, que insistem em adentrar o local destinado exclusivamente à prática do naturismo. Há regras. Não se entra sozinho, tampouco de roupas. Quem não deseja cumprir essas regras, que se limite ao local destinado ao público que não é praticante do naturismo.
Tambaba foi a primeira praia do Nordeste a adotar a prática do naturismo na região, tornando-se famosa. Até congressos de naturismo internacional já ocorreram no local, com avião fretado e todo mundo nu. Quando eles estavam reunidos num espaço, no distrito de Jacumã, faltou energia no local. Tal episódio ficou registrado no imaginário da população local. Tambaba continua sendo uma referência, um dos maiores atrativos turísticos dos paraibanos. Todos os visitantes que visitam João Pessoa, por exemplo, manifestam interesse em conhecer o local.
É preciso que o poder público não negligencie sobre os cuidados que o local exige, assim como deve-se manter mais atenta a associação de naturismo que administra e disciplina a prática do naturismo naquele local. Já faz algum tempo que se comenta sobre eventuais falhas de segurança nessas praias do Litoral Sul. Soma-se a isso o fato de o Conde está se tornando uma cidade muito violenta.
Editorial: TSE mantém mandato do senador Sérgio Moro.
O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido de cassação do ex-juiz da Lava Jato, senador Sérgio Moro(UB-PR). Para nós, que ontem nos pronunciamos por aqui acerca deste assunto, não foi surpresa. Prevaleceu uma análise técnica, desprovida das conotações políticas que envolviam o caso. Racionalidade, razoabilidade, coerência, lucidez, sensatez estão entre os adjetivos que podem ser imputados a uma análise deste caso ou, quem sabe até, à decisão tomada sobre este caso.
A formação de uma opinião sobre o que estava sendo, de fato, julgado, já teria sido formada no TRE-PR, onde até o boneco gigante em homenagem ao senador, aqui de Olinda, foi citado por um dos juízes. O alarde em torno do assunto é decorrência dessa esgarçada polarização política, que apenas prejuízos estão trazendo ao país, em todos os níveis. Nem durante as tragédias, como a que assola o Rio Grande do Sul, conseguimos nos livrar dessa praga.
O interesse coletivo fica sensivelmente prejudicado por essas disputas entre atores políticos governnistas e de oposição. O mais grave é que tal esgarçamento e ameaças, de lado a lado, estão sendo utilizados como as únicas estratégicas políticas possíveis, praticamente inviabilizado as alternativas inteligentes, como bem prega o slogan dos tucanos. Estratégia suicida, como vem se mostrando.
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terça-feira, 21 de maio de 2024
Editorial: Pegou mal a proposta de adiar as eleições municipais no Rio Grande do Sul.
Algumas propostas são rejeitadas logo de início. Este seria o caso da sugestão do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, propondo que as eleições municipais sejam adiadas para uma outra data. Enquanto as águas, felizmente, começam a deixar de atormentar a população daquele Estado, a temperatua política continua em alta. Há, por exemplo, sérios questionamentos sobre a conduta do governador no que concerne às medidas preventivas contra as intempéries da natureza.
A edição de ontem do Jornal Nacional, por exemplo, relatou qua algumas obras, que já estariam previstas no PAC, não avaçaram sob a sua gestão. O Planalto ainda ressente-se dos danos e ruídos produzidos com a indicação de Paulo Pimenta para o cargo de Auridade Federal para a reconstrução do Estado. Consoante as divergências políticas inevitáveis, torna-se pouco provável um trabalho em sintonia ou harmônico do Planalto com o Governo Estadual. A indicação, que, a princípio, poderia ser entendida como uma prova do prestígio do subordinado, ja começa a levantar a suspeita de tratar-se, na realidade, de uma manobra no sentido de afastá-lo da condução da SECOM.
A proposta de adiar as próximas eleições municipais naquele Estado foi rejeitada de imediato. Isso poderia abrir um precedente preocupante. É curioso como autoridades eleitorais e amplos segmentos da imprensa se contrapuseram em relação a esta proposta. Pelo andar da carruagem política, vamos ter eleições em outubro, a despeito das intempéries.
Editorial: TSE retoma hoje julgamento sobre os recursos contra a absolvição de Sérgio Moro.
O Superior Tribunal Eleitoral retoma hoje, dia 21, o julgamento dos recursos impetrados pelo PL e o PT contra a absolvição do senador pelo Estado do Paraná, Sergio Moro(UB-PR). Se prevalcer o mesmo raciocínio estabelecido pelos juízes do TSE do Paraná, o ex-juiz da Lava-Jato já pode preparar a confraternização entre amigos para comemorar a confirmação de sua absolvição. Os argumentos dos juízes que votaram por sua absolvição são bastante coerentes e bem consubstanciados. O que estará sendo julgado não é o juiz que condenou o presidente Lula, mas alguém que não pode ser responsabilizado pela capilaridade política alcançada quando se candidatou a uma vaga para Senado Federal por aquele Estado da Federação.
É tosco e improcedente o raciocínio onde se conclui que ele foi candidato à Presidência da Ropública com o propósito de tirar alguma vantagem numa eventual candidatura ao Senado por aquele Estado. Sérgio Moro candidatou-se ao Senado pelo Paraná porque, na realidade, não restava outra opção ao ex-juiz. É evidente que tal condição poderia ter proporcionado, em tese, alguma vantagem ao ex-juiz. Mas este fato seria involuntário. Os petistas mais radicais enviesam o raciocínio apenas por enxergar no ex-juiz o homem que condenou o morubixaba petista.
Salvo melhor juízo, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria intercedido em favor do ex-juiz junto aos dirigentes do PL. A sugestão era a de que o partido não entrasse com recurso contra a decisão do TRE do Paraná. Valdemar da Costa Neto, presidente do partido, teria sido contra. Do lado do PT, a torcida é enorme pela cassação do senador, desafeto desde sempre do partido. Soma-se isso as eventuais pretenções partidárias da deputada federal Gleisi Hoffmann, que pretende disputar a vaga numa eventual eleição extraordinária.
segunda-feira, 20 de maio de 2024
Editorial: Paulo Pimenta avalia atuação da extrema-direita no Rio Grande do Sul.

Paulo Pimenta utiliza suas redes sociais para, de alguma forma, comunicar as ações do Governo Federal no Rio Grande do Sul. Se os problemas daquele Estado se resumissem às intempéries naturais, mesmo com todas as dificuldades, ainda assim teriam maiores possibilidades de serem contornados. O grande problema mesmo são as intempéries políticas, capazes de produzir estragos ainda maiores do que os provocados pelas chuvas na região. Em sua avaliação, existem três abordagens distintas no tocante aos problemas ambientais e sociais enfrentados por aquele Estado.
A primeira abordagem está diretamente relacionada ao trabalho de boicote realizado por setores conhecidos de nossa oposição, que espalha fake news constantemente, com o propósito de desacreditar as ações do Governo Federal no Estado. A segunda linha é de corte neoliberal, propositora de soluções com o mínimo de participação do Estado, entregando essas ações de preferência à iniciativa privada, contraindo financiamentos de organismos internacionais.
A terceira linha é a que ele incorpora, representando as ações do Governo Federal naquele Estado, com uma série de políticas públicas já anunciadas para o enfrentamento do drama social vivido pela população, envolvendo amplos setores do Governo. Infelizmente, nem em momentos assim, há uma trégua entre Governo e Oposição. Desgastar o Governo Federal tornou-se a linha de atuação de setores da Oposição. Os investimentos do Governo naquele Estado são comemorados apenas como prenúncio de consequências graves para um orçamento público já bastante combalido, amplificando as dificuldades do Planalto. Tenho um certo cuidado e reticência em usar o termo extrema-direita por aqui, mas, neste caso, também aqui o Paulo Pimenta tem lá suas razões.
Editorial: Jogo de intrigas no Rio Grande do Sul.
A notícia boa é que o nível das águas estão baixando no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, por exemplo, já existem mutirões de limpeza atuando com o propósito de trazer à normalidade algumas de suas principais ruas. A temperatura política, por outro lado, continua em alta. Até este momento, a única ponderação crítica que fazemos à atuação do Governo Federal neste episódio da tragédia que se abateu sobre aquele Estado da Federação diz respeito à infeliz indicação do nome de Paulo Pimenta para assumir a condição de Autoridade Federal para a Reconstrução do Rio Grande do Sul.
A indicação apenas ofereceu munição a uma oposição de má-vontade, disposta a especular sobre a utilização política da tragédia. Setores expressivos de nossa oposição é mesquinha e inconsequente e não torcem pelo êxito do Governo nas ações empreendidas naquela Estado, sobretudo se considerarmos as próximas eleições municipais, onde eles planejam inflingir uma acachapante derrota ao Governo. O Governo está no ponto que eles gostam, ou seja, enfrentando inúmeras dificuldades, com a popularidade em queda.
Hoje, por exemplo, já se fala em eventuais divergências entre Paulo Pimenta e o governador Eduardo Leite, no tocante às cidades temporárias. Seriam num total de quatro, com população em torno 7.500 habitantes. Paulo Pimenta não vê com bons olhos a proposta, o que signfica que assim é que tal proposta tem mais chances de ser implementada. Estamos nesse diapasão, num efetivo jogo de intrigas entre Governo e Oposição. Neste momento, era tudo o que o povo daquele Estado não desejava.
domingo, 19 de maio de 2024
Editorial: Tempos bicudos. O Brasileiro está com medo de escrever.
Comenta-se que aqui na província que um jornalista com mais de 30 anos de redação teria sido demitido apenas por ter divulgado, em seu site, uma matéria sobre irregularidades em prestação de contas oficiais, apontadas pelos órgãos de fiscalização. Alguém ligou e pediu a sua cabeça. Uma família de classe média alta mantinha uma senhora numa espécie de trabalho análogo à escravidão durante décadas. O fato chegou ao conhecimento do público, mas a imprensa foi terminantemente proibida de divulgar o nome da família.
Há um outro constrangimento, por outro lado, imposto pelos limites das transparência de uma série de atos públicos, envolvendo órgão dos Três Poderes, que seriam os primeiros a dar bons exemplos. Curioso que até órgãos de fiscalização e controle estão referendando essas medidas. Hoje, dependendo do que você afirmar, alguém pode se considerar ofendido e pedir reparação ou você pode ser enquadrado como disseminador de fake news, que, dependendo da situação, poderia ser até mais grave.
Andamos pisamos em ovos para manter um blog com um este perfil, sem infringir algumas dessas novas anormalidades, características desses dias sombrios que o país atravessa, mas as coisas estão se tornando doentias. No dia de ontem, por exemplo, a polícia de um Estado vizinho realizou uma operação onde foram presos diversos elementos, com forte armamento e munição. Esses elementos pertenciam a uma determinado facção, com atuação nacional, que acabou não sendo, estranhamente, citada na reportagem. Medo de retaliação? Tudo é possível.
Este editor publicou por aqui uma matéria alusiva aos cem anos do escritor pernambucano Osman Lins, cuja data se aproxima. 08 de julho, para ser mais preciso. Osman trabalhou num banco estatal, que chegamos a citar na postagem,mas logo em seguida optamos por retirar. Deixamos por conta da imaginação dos leitores. Mesmo transcorridos tantos anos, vai que o banco, com sua banca de advogados azeitada, resolvesse acionar este humilde editor, alegando prejuízos financeiros às suas operações. E olhem que não afirmamos, naquele momento, nada que ferisse as normas do respeito à civilidade. Apenas aquilo que era dito pelo próprio escritor, ou seja, que nunca teve seu talento reconhecido pela instituição, que sempre o tratou como um simples bancário.
Vamos ser sinceros por aqui. Isso não pode ser sadio. Tornou-se algo patológico, doentio, com um potencial de produzir transtornos sociais graves. Outro dia um blogueiro de Alagoas foi acionado juridicamente por um gestor municipal porque o tratou de fiel escudeiro de Jair Bolsonaro. Ainda bem que o juiz que avaliou o caso, com muita sensatez, registre-se, considerou impertinente a denúncia, alegando que não havia ofensa na afirmação. Os melindres estão à flor da pele.
Editorial: Brasil: Ainda um país com elevados índices de analfabetismo.
A perversão desta insensibilidade é tão gritante, que não se observam avanços seqnificativos nem mesmo quando o país está sob um governo de corte progressista ou popular. O analfabetismo ainda é um dos grilhões que não foi rompido, deixado pelos séculos de regime de trabalho escravo. No segundo Governo Lula o MEC chegou a contratar alguns especialistas no assunto, com doutorado em educação. O objetivo seria o de estabelecer articulações com gestores de educação dos principais municípios onde tais índices eram elevados. Quase 100% desses municípios se concentravam nas regiões Norte e Nordeste.
Até hoje não se sabe o resultado desse trabalho, tampouco se ele foi, de fato, concretizado. Nossos índices de analfabetismo entre a população adulta até aumentaram desde então. As atenções se voltaram sobre este assunto depois da divulgação do índice atual de analfabetos do país,num trabalho realizado pelo IBGE. O Brasil ainda possui 11,4 milhões de analfabetos. Só houve um momento, lá pelos idos da década de 60 do século passado, onde se levou a sério este drama, propondo-se sua erradicação. Um amplo programa de combate ao analfabetismo estava na agenda das Reformas de Base do Governo João Goulart. A elite política e econômica, aliada a setores militares, deram um golpe de Estado para não permitir sua viabilização. É o Brasi, DaMatta!
sábado, 18 de maio de 2024
Editorial: A direita continua afinando o violino para a orquestra que vai se apresentar nas eleições presidenciais de 2026.
Segundo foi noticiado no dia de hoje, por jornais e sites confiáveis, um conhecido apresentador da emissora do plim, plim teria convidado o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o Presidente do Banco Central, Campos Neto, para um jantar. Todos os indicadores apontam que o mainstream de direita já teria escolhido o ator político que possa representar seus interesses nas eleições presidenciais de 2026. Há fortes indícios de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas possa personificar tais interesses.
O ex-presidente Jair Bolsonaro continua na rinha, lutando para se tornar elegível ainda para disputar as eleições presidenciais de 2026. Atua em duas frentes: a jurídica a e política. Na frente jurídica, as possibilidades são remotas, a despeito da grande banca de advogados que o assessora. Já na frente política, as possibilidades existem, sobretudo se considerarmos as movimentações em torno das eleições que deverão escolher os dois próximos dirigentes das Casas Legislativas.
Desde que deixou a Presidência da República, seu capital político permanece intocável, mas os segmentos conservadores são precavidos e não dispensam a previdência de um plano "B" ou um substituto que esteja apto a entrar em campo a qualquer momento. O indivíduo pode até se insinuar, mas quem escolhe são eles, mediante acordos, confiabilidade, compromissos assumidos, agendas convergentes, possibilidades de êxito na disputa, coisas assim. Numa eventualidade de Bolsonaro ficar de fora pleito, hoje, o nome sobre o qual recai as sinalizações e movimentações desses segmentos é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Editorial: O impasse político do PT em João Pessoa.
Este editor já tem uma opinião formada sobre o impasse que o PT enfrenta para definir seu candidato para as próximas eleições municipais em João Pessoa. Essa opinião foi formada a partir de algumas leituras sobre o assunto, além, evidentemente de algumas conversas mantidas com integrantes da legenda naquele Estado, principalmente, entegrantes dos núcleos de base. Conforme já afirmamos por aqui, a pré-candidata Cida Ramos cumpriu todos os ritos que se espera de um pré-candidato, que, a princípio, concorreria com os demais concorrentes que se apresentassem, dispuntado a indicação interna do partido.
O outro postulante, Luciano Cartaxo, se recusou a participar das prévias, causando um enorme mal-estar, que culminou com a decisão da Executiva Nacional de legenda, através do GTE - Grupo de Trabalho Eleitoral - determinando que não haveria mais prévias para a escolha do candidato. Agora o PT está diante de um impasse gigantesto, que Cida Ramos trata como um moído, mas, na realidade, é um grande ruído. 90% dos integrantes da legenda apoiam o nome da Deputada Estadual Cida Ramos como a candidata legítima ao pleito municipal.
É curioso - e bastante salutar - como a candidata conseguiu praticamente unificar o partido em torno do seu nome, o que é um excelente indicador. Hoje, o site ClickPB reproduz uma entrevista do Presidente Estadual da legenda, Jackson Macedo, onde ele afirma que o outro candidato, nas atuais circunstâncias, só teria alguma chance de ser indicado como candidato através de uma canetada. Convenhamos que tal expediente seria profundamente desagradável, depondo contra alguns princípios sagrados do partido, que, aos trancos e barrancos, são preservados ao longo de sua existência.
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Editorial: Cataclisma político no sul.
Impotente diante da situação, o governador Eduardo Leite(PSDB) ainda carrega o estigma de não ter se conduzido bem no contexto de adoção de medidas preventivas que pudessem se antecipar ao desastre. Lula, por sua vez, segundo algumas análises, aproveita uma rara oportunidade de, não apenas não repetir o Bolsonaro da Covid-19, mas, sobretudo, dá um alento novo a um Governo que vinha amargando índices indesejáveis de insatisfação junto à população.
Como o clima político está demasiadamente nublado, os tucanos também passaram a atirar farpas pesadas contra o Governo Lula, a exemplo do Deputado Federal Aécio Neves, tucano da gema, que volta à ribalta para anunciar que Lula perdeu sua condição de estadista ao nomear Paulo Pimenta como Autoridade Federal no Rio Grande do Sul.
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Tucanos podem entrar na justiça contra indicação de Pimenta.
sexta-feira, 17 de maio de 2024
Editorial: É grande a insatisfação dos tucanos com a indicação de Paulo Pimenta como Autoridade Federal para Reconstrução do Rio Grande do Sul.
Lideranças tucanas ponderam entrar na justiça contra a indicação de Paulo Pimenta como Autoridade Federal para a Reconstrução do Rio Grande do Sul. Vamos ser francos por aqui. O presidente Lula não foi muito feliz nesta indicação. Entre os atropelos, o fato de o governador do Estado apenas tomar conhecimento da indicação através da imprensa. Já ocorreram algumas manifestações duras de tucanos - e não tucanos também - acerca deste assunto, mas se, de fato, eles entrarão na justiça contra a indicação é algo que precisamos apurar com mais rigor.
Apesar de o grau de insatisfação ser expresivo e evidente, não temos essa confirmação. Fazemos essa ressalva em meio às tormentas e inundações de notícias falsas divulgadas sobre a tragédia no Rio Grande do Sul. Mesmo diante de tais circunstâncias, como se sabe, Governo e Oposição não baixaram a guarda. Como Pimenta é gaúcho e eventual candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026, há quem enxergue na indicação indícios de que o Planalto poderia estar tentando favorê-lo.
Gente do próprio Governo teria aconselhado o morubixaba petista a ponderar sobre a indicação do subordinado para aquele cargo. Não acreditamos que Lula tenha passado da fase de ouvir conselhos. Talvez fosse prudente ouvi-los de vez em quando.

