quinta-feira, 15 de maio de 2014

Abreu e Lima: O que a população não suporta mesmo é a agenda pública.


 / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem


Abreu e Lima nunca foi uma cidade muito tranquila. Cidade dormitório no passado, o município sempre esteve em situação de vulnerabilidade social, a despeito de um pungente comércio varejista. Os ingredientes isolados desencadeares de situações de violências, a rigor, sempre estiveram presentes na cidade. População residindo em condições precárias - não raro em áreas invadidas - um grande mercado de entorpecentes, prostituição infantil, além de unidades prisionais. Soma-se a isso um poder público municipal clientelístico e negligente quanto aos reais problemas sociais da cidade. Tudo teria começado depois de um protesto em relação a um atropelamento com morte nas imediações da Matinha, um dos principais distritos do município. Não sei o que a população reivindica para o local. Talvez uma passarela. O local já passou por algumas intervenções. Penso que no passado a situação já foi mais crítica. Pelo que conhecemos da população, podemos afirmar tratar-se de uma população ordeira e trabalhadora. Ações coletivas, no entanto, remete-nos às conhecidas teses sobre psicologia de massa. Numa única noite, saquearam diversas lojas de eletrodoméstico, caminhões de entrega da Ambev, correios etc. Vamos torcer que a situação volte à normalidade, que o poder público mude urgentemente a sua agenda, que os políticos assumam sua funções com o propósito de trabalhar para o bem-estar coletivo, imbuídos do espírito público. Logo cedinho, antes mesmo dos protestos, a população foi "presenteada" com uma briga entre o ex-prefeito e o atual, cada qual acusando o outro de desmandos na máquina pública municipal. Isso sim a população não suporta mais. Peno que estamos vivendo um momento bastante delicado. O melhor seria que esses protestos tivessem ocorrido antes, quando o país habilitou-se para realizar essa Copa.

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