pub-5238575981085443 CONTEXTO POLÍTICO.
Powered By Blogger

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Editorial: Na Indonésia, Lula confirma que é candidato em 2026.



Isso todo mundo já sabia desde algum tempo. Somente numa situação claramente desfavorável ou em razão de algum problema de saúde Lula não se habilitaria a um quarto mandato. Agora que os ventos voltaram a ser favoráveis, mesmo no exterior, em visita à Indonésia, Lula confirma que estará disputando mais um mandato em 2026. O mais curioso é que a direita ou extrema direta concedeu mais esta oportunidade ao presidente Lula. Alguns dos seus mais ilustres representantes tomaram algumas atitudes que apenas fortaleceram a candidatura do petista. Hoje eles estão batendo cabeça, com enormes dificuldades de construir algum consenso mínimo sobre o assunto. Até o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, andou tirando o pé do acelerador e voltou a se concentrar nos afazeres do estado que governa, que não são poucos. 

No afã de contar com o apoio do clã Bolsonaro, Tarcísio acabou cometendo alguns erros de avaliação. O silêncio neste momento é prudente, uma  vez que ele já foi verificado e ungido pela Faria Lima. Os ajustes fazem parte do jogo. Há alguns meses atrás, mesmo com a convicção de que gostaria de se manter no poder, prudentemente, diante dos percalços dos índices de popularidade, Lula não se arriscaria a confirmar mais uma candidatura presidencial. Se o assédio americano hoje favorece o petista, só Deus sabe o que o amanhã pode reservar, principalmente porque o Brasil se enquadra dentro de uma leitura negativa do Tio Sam sobre o continente de um modo geral. Repercute de forma bastante negativa para o PT as informações de um ex-Chefe do Serviço de Inteligência do Governo Hugo Chaves. 

A campanha, a rigor, já está nas ruas. O idioma é o soberanês. Isso já se configura nas peças da comunicação institucional do Governo Lula 3, comandada pelo marqueteiro baiano Sidônio Palmeira. O palanque de Lula nos estados, principalmente no Nordeste, voltou a ser disputado pelos políticos locais, a exemplo da Paraíba, onde ele se divide entre o atual governador, João Azevedo, e o prefeito da capital, Cícero Lucena, que deverá entrar na disputa pelo Palácio da Redenção. Em Pernambuco, os movimentos de João Campos(PSB-PB) praticamente fecharam as portas para qualquer pretensão da governadora Raquel Lyra(PDS-PE) neste sentido. No Ceará, tucanos e bolsonaristas estarão juntos contra o PT, depois que Ciro voltou ao ninho. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Editorial: Os curiosos arranjos da política. Parte dois.


Líamos há pouco, na coluna Diário do Poder, que o convite ao deputado federal Guilherme Boulos para ocupar uma cadeira de Ministro no Palácio do Planalto guarda uma relação direta com as próximas eleições estaduais em São Paulo, onde o Planalto já está comprometido com outra candidatura. O arranjo, embora surpreendente, uma vez que estamos tratando aqui do deputado federal mais votado no estado nas últimas eleições, não é absolutamente improvável. A Folha de São Paulo, no dia de hoje, 22, traz uma matéria com o Ministro de Portos e Aeroportos, o pernambucano Sílvio Costa Filho. Sílvio tem se destacado na condução de sua pasta e é um dos fiéis escudeiros do Governo Lula. Há um consenso de que o pernambucano realiza uma boa gestão da pasta. 

A despeito de suas movimentações pelo estado, no sentido de pavimentar sua candidatura ao Senado Federal, Sílvio Costa Filho mantém uma postura invejável de fidelidade à base aliada do Governo Lula. Não há o que se queixar por aqui. E olha que o rapaz é filiado ao Republicanos, partido que conta com um dos prováveis adversários de Lula em 2026, Tarcísio de Freitas. Pois bem. Durante a matéria Sílvio Costa admite que, se o morubixaba petista pedir para ele continuar no Governo, ele pode reavaliar o seu projeto de candidatar-se ao Senado Federal nas eleições de 2026. Para ele o mais importante é a reeleição de Lula. 

Na Paraíba, depois de praticamente ter ajustado os ponteiros com o candidato do socialista João Azevedo(PSB-PB) ao Palácio da Redenção, Lucas Ribeiro, o PT agora abriu um amplo canal de negociações com o prefeito Cícero Lucena, agora no MDB. Depois que Lula voltou a recuperar seus índices de popularidade, mesmo acanhado, segmentos do MDB começam a sinalizar positivamente para o petista. Na Paraíba, é projeto de Cícero contar com o apoio de Lula para a sua candidatura. Cícero lidera todas as pesquisas de intenção de votos até aqui realizadas no estado. Por outro lado, João Azevedo é socialista da gema, com fortes vínculos à direção nacional da legenda, leia-se João Campos, um dos principais aliados do Planalto no plano nacional. 

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Charge! Thiago Lucas via Jornal do Commércio.

 


terça-feira, 21 de outubro de 2025

Editorial: Boulos é o novo Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o deputado federal Guilherme Boulos para a ocupar a vaga de Secretário-Geral da Presidência da República, cargo com status de ministério. Havia sinalizações a este respeito há algum tempo, mas só agora o presidente Lula resolveu assinar a portaria de nomeação do companheiro socialista. Sem muitas alternativas e acossado pelas circunstâncias da política externa, em atos e em bravatas, o líder petista consolida uma identidade mais próxima de sua base histórica de apoio. A despeito do diálogo do chanceler Mauro Vieira com Marco Rubio, Secretário de Estado Norte-Americano, o líder petista sugere-se ter se tornando fluente em soberanês, pois voltou a criticar o presidente Donald Trump. 

Depois de um longo e tenebroso inverno de impopularidade, o presidente Lula voltou a ser competitivo para o pleito presidencial de 2026. Porta de entrada no Palácio do Planalto, a Secretaria-Geral da Presidência da República estabelece as prioridade de acesso ao presidente Lula, o que significa que o novo ocupante do cargo deverá proceder uma espécie de clivagem ideológico de acesso ao chefe. O jornalista Josias de Souza sugere, em sua coluna do Portal UOL, que a indicação poderia significar uma certa contradição de Lula, quando se sabe que o parlamento se torna uma arena decisiva para a preservação de nossa democracia a partir de 2026. O próprio Lula teria externado essa preocupação em discurso recente. Neste caso, manter Boulos como um "puxador" de votos num colégio eleitoral decisivo como São Paulo talvez seria mais importante. 

Há quem assegure que Lula poderia estar preparando o companheiro para projetos mais ambiciosos. O ministério seria uma espécie de vitrine de exposição para tais projetos. Uma maneira de dar visibilidade ao psolista. Uma hipótese. Acreditamos, por outro lado, que a entrada de Boulos no Governo é mais pessoal do que partidária. Em várias ocasiões, o PSOL deixou de acompanhar o Governo em votações importantes no Legislativo. 

Editorial: Antes de governista, Kassab é kassabista.


A política é capaz de produzir alguns contorcionismo que, se não ficarmos atentos, poderemos perder o bonde de sua compreensão. Nas eleições municipais de 2024, por exemplo, vários partidos que integravam a base de apoio de Ricardo Nunes(MDB-SP), ficaram preocupados com a desenvoltura do PSD, que criou bastante musculatura em São Paulo. Na medida em que endossa o projeto de Tarcísio de Freitas para as eleições presidenciais de 2026, o PSD não se descuida de trabalhar o nome de Ratinho Junior(PSD-PR), governador do Paraná, como uma opção alternativa. Até recentemente, embora integrando o Governo Lula 3, Kassab já chegou a externar que não vê muitas expectativas em torno do projeto de reeleição de Lula em 2026. À época, sua franqueza incomodou o Planalto. Em tese, não mudou de ideia. Ou será que mudou? 

Um fato inusitado, no entanto, vem de lá das Alterosas. Mateus Simões, vice-governador do Estado, desligou-se do Novo e filiou-se ao PSD, com um projeto de candidatar-se ao Palácio Tiradentes, em 2026. O que se especula é que o nome de Simões agrada ao PT, uma vez que se trata de um nome viável eleitoralmente, O que não seria bem o caso de Rodrigo Pacheco ou outro representante da legenda. O arranjo é curioso, uma vez que, Romeu Zema(Novo-MG), deverá habilitar-se a uma candidatura presidencial em 2026. Seu vice, neste caso, pode liderar um processo em contraposição ao próprio Zema, em apoio ao Planalto, uma vez que Kassab ainda não abandonou completamente a canoa do Governo Lula 3. 

Aqui em Pernambuco, cada vez mais se acentua o "estranhamento" entre a governadora Raquel Lyra e o Governo Lula 3. O dado mais emblemático talvez seja mesmo a recusa do Governo Estadual em receber recursos do Governo Federal para as obras de recuperação do aeroporto de Caruaru, berço político da governadora Raquel Lyra. Vale aqui a máxima atribuída a Ulisses Guimarães: nunca tão distante que não se possa reaproximar-se. O que ocorre aqui em Pernambuco é que os movimentos do prefeito João Campos no sentido de estreitar os laços com o petismo e o Governo Lula deixaram a governadora sem margem de manobra.  

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Editorial: Cícero filia-se ao MDB e altera a correlação de forças na disputa pelo Governo do Estado.

 


Com a direita batendo cabeça e a volta de Lula ao jogo eleitoral das eleições presidenciais de 2026, as placas tectônicas da política começam a se movimentar de forma inusitada. Desde as eleições municipais passadas que a direita e o centro político se movimentam no sentido de construir um nome de consenso que possa disputar o pleito presidencial de 2026, em certo momento dado como uma oportunidade única de desbancar o PT do Palácio do Planalto. O senador Ciro Nogueira, durante uma entrevista recente, concedido ao Programa Livre, da Rede Bandeirante, afirmou que alguns movimentos da direita podem ser entendidos como um tiro no pé, onde critica ações que, no seu entendimento, serviram apenas para trazer Lula de volta ao jogo.  

O mais interessante de tudo é que as articulações da direta são encetadas ou lideradas pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB, hoje um partido que passou a aventar uma aliança com o Planalto, em 2026. Historicamente, o PT sempre teve o apoio das chamadas oligarquias familiares regionais, mesmo a despeito da orientações oficiais, a exemplo das últimas eleições presidenciais. O que ocorre de novo agora é essa movimentação dos setores mais burocráticos da legenda, a exemplo do Presidente Nacional, Baleia Rossi, que afirmou que Lula, neste momento, tornou-se favorito para 2026. O MDB da Paraíba, comandado pelo família Vital do Rego, abriu amplas negociações com o prefeito da capital Cícero Lucena, que havia abandonado o Progressistas, depois que o partido não encampou sua candidatura ao Governo do Estado. 

Cícero Lucena, por sua vez, esteve em Brasília, conversando com a direção nacional do PT, o que se refletiu no comportamento da direção da legenda no plano estadual. Cida Ramos, por exemplo, afirmou que o partido não havia fechado as portas para o prefeito Cícero Lucena. Hoje, depois da filiação dele ao MDB, afirmou que o cenário político estadual muda sensivelmente, uma vez que o ingresso do gestor municipal coloca o partido como protagonista para as próximas eleições. São as voltas que a política dá, quando se sabe que, em tese, o PT já estaria fechado com o projeto de João Azevedo, socialista retinto, do PSB, daquele núcleo nacionalmente mais próximo do PT. Seria curioso que Cícero Lucena viesse a sustentar o palanque da reeleição de Lula no estado. 

domingo, 19 de outubro de 2025

Editorial: João Campos será candidato ao Governo do Estado em 2026

Crédito da Foto: Divulgação

Como estamos nos aproximando do final de ano, não surpreende que já comecem a aparecer algumas previsões sobre o futuro, inclusive uma sobre o prefeito do Recife, João Campos(PSB-PE), afirmando que ele não deverá ser candidato em 2026, uma vez que a governadora Raquel Lyra(PDS-PE) deverá equilibrar o jogo até outubro, em virtude dos milhões de recursos que dispõe para entregar obras à sociedade. O melhor para João Campos seria 2030. Sob certos aspectos, na realidade, o mais prudente para uma candidatura do jovem prefeito ao Palácio do Campo das Princesas seria mesmo 2030, num cenário político mais pulverizado, onde, em tese, ele teria mais chances. Apenas sob certos aspectos, uma vez que a candidatura do herdeiro político da família Campos\Arraes já está consolidada, sem chances de uma recuo. 

O próprio PSB, recentemente, oficializou tal pré-candidatura. A candidatura de João Campos hoje, assim como em épocas atrás, quando o jovem precisou entrar na política contingenciado pela morte prematura do pai, já não depende apenas de uma vontade pessoal. O aspecto positivo aqui é que, depois de um processo de hibernação quando iniciou a gestão no Palácio Capibaribe, ele tomou gosto pela política. Sua dedicação à coisa pública, o entusiasmo que demonstra em suas ações à frente da gestão não é apenas uma estratégia de marketing, com o propósito de aparecer bem nas redes sociais. Temos absoluta convicção que ele será candidato em 2026. 

Uma máxima da política, atribuída ao corajoso Ulisses Guimarães, preconiza que o político não pode se aproximar demais que não possa se afastar, tampouco posicionar-se tão distante que impeça uma reaproximação. Sugere-se que a governadora Raquel Lyra hoje considera estratégico mantar uma distância regulamentar do Palácio do Planalto, sobretudo porque as manobras de João Campos não permitirem um aproximação mais efetiva da governadora com o Governo Lula 3. Em um dos seus últimos pronunciamentos, por ocasião do Congresso do PCdoB, João Campos firmou o propósito de erguer o palanque da reeleição do morubixaba petista no estado. 

sábado, 18 de outubro de 2025

Editorial: Ciro Gomes deixa o PDT


O ex-Ministro Ciro Gomes deixa o PDT, depois dos eventuais arranjos deste partido no sentido de aliar-se ao projeto de reeleição de Elmano de Freitas(PT-CE), no Ceará. Íntegro, ético, preparado, preocupado com o destino país e de sua gente, o cearense, assim como o saudoso Leonel de Moura Brizola, merecia uma chance dos eleitores para governar o Brasil. Os eleitores nunca deram tal chance ao político cearense, que já se candidatou à Presidência da República por quatro vezes. Há quem sugira que ele possa tentar mais uma vez em 2026, possivelmente num arranjo de forças conservadoras, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele que nunca ultrapassa a barreira dos 12% das intenções de voto sempre que colocou o seu nome ao escrutínio dos eleitores, surpreendentemente, numa pesquisa recente de um desses grandes instituto, aparece como aquele candidato que poderia derrotar o petista num eventual segundo turno. 

Mesmo com diálogo aberto com gente do Centrão e com o bolsonarismo mais moderado - inclusive do seu estado, o Ceará - não acreditamos que ele habilite-se novamente a um pleito presidencial. O mais provável é que ele dispute novamente o Palácio da Abolição, empreendendo todos os esforços para derrotar os petistas, com quem ele vive às turras. Talvez se reedite por ali uma aliança de centro-direita, reunindo do PSDB a setores bolsonaristas. Na realidade, é isto que está se desenhando no Ceará. Os tucanos desejam muito o passe do ex-governador Ciro Gomes, que, no passado, também liderou junto a Tasso uma batalha pela conquista do Palácio da Abolição. 

O PT vai dá toda carga para que isso não aconteça. O Ceará tornou-se um estado estratégico para aquela agremiação política. Como o desgaste na Bahia, aí sim é que esta condição se impõe. A entrega da SUDENE ao estado integra a consolidação deste projeto. Vamos ter uma disputa acirradíssima no estado em 2026. Chegou-se a especular, sobretudo depois que ele apareceu na cerimônia de formação da federação União Progressista, que ele poderia compor como vice de Tarcísio de Freitas. Mas, vamos logo avisando: Ciro não tem temperamento para vice. 

Editorial: O encontro entre Rubio e Vieira.



O que foi divulgado até este momento sobre o encontro entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o Secretário de Estado Norte-Americano, Marco Rubio, não nos permitem avaliar que se tratou de um encontro produtivo, embora tenha sido este o termo utilizado por Vieira para se referir ao assunto. Há muitas arestas na relação entre os dois países que ainda precisam ser aparadas. Como se tratou de um encontro fechado, onde os repórteres sequer puderam formular perguntas, há todo tipo de especulação em torno do assunto, como uma eventual tentativa atribuída a Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que teriam supostamente agido para evitar o encontro. Naquilo que é provável, enfatiza-se que Rubio teria reafirmado que a normalização da relação entre os dois países passa pela questão política. 

O encontro, que já havia sido agendado antes, ocorreu em meio ao recrudescimento da beligerância entre o Governo dos Estados Unidos e o Governo da Venezuela, com a possibilidade, inclusive, do emprego de tropas americanas em solo venezuelano. Em nota oficial, como seria esperado, Vieira comemorou bastante o encontro, dentro da praxe diplomática, mas não há elementos para sermos otimistas em torno do assunto, principalmente num momento em que se espera algum pronunciamento do Governo brasileiro em relação ao que vem ocorrendo com a Venezuela. É uma questão bem mais profunda, algo que não se resolveria num encontro de apenas 15 minutos, como se especula que durou a conversa entre Rubio e Vieira. 

Internamente, permanecem as faíscas ou labaredas da relação entre os Três Poderes da República, principalmente depois dessas últimas declarações de Lula. Hugo Motta foi vaiado num encontro da esquerda, algo que poderia se repetir, igualmente, se estivesse no encontro da Oposição. Eleito com um maciço apoio da direita, Hugo Motta optou por evitar maiores atritos com o Executivo. Tendo optado por indicar Jorge Messias para o STF, Lula agora enfrenta os amuos de Davi Alcolumbre, que fazia gestões pela indicação de Rodrigo Pacheco ao cargo deixado por Luís Roberto Barroso. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Editorial: Trump dá sinal verde às operações da CIA na Venezuela.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu o sinal verde para as operações da CIA em território venezuelano. A notícia saiu no prestigiado The New Yorker Times, num primeiro momento, mas foi confirmada oficialmente depois.  Trata-se de uma agressão ao continente latino-americano, num momento delicado, quando o Brasil, por exemplo, conseguiu, depois de um penoso esforço, reabrir as negociações comerciais com o Governo dos Estados Unidos. Já está agendado uma reunião entre Marco Rubio, Secretário de Estado, e Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores. Nos últimos meses, sobretudo em razão dessas indisposições diplomáticas, o Governo Lula reabriu o diálogo com os vizinhos, inclusive com a Venezuela, numa reação natural. 

Agora, diante de uma possível agressão dos Estados Unidos àquele país, o Brasil se sente contingenciado a adotar uma posição de contraponto, afinada diplomaticamente - e talvez militarmente - às eventuais de violações da soberania daquele país. Sabe-se que, diplomaticamente, a situação no continente é bastante complicada, uma vez que, no contexto da geopolítica mundial, as américas estão sob a área de influência do Tio Sam. As evidências indicam que há uma tendência no sentido de deposição do Governo da Venezuela. Todos sabem o que significa uma agência de inteligência ser autorizada a agir formalmente. Não custa lembrar o que ocorreu com o Chile na década de 70 ou mesmo em Cuba, pouco tempo depois do êxito da Revolução, quando a agência de inteligência americana reuniu mercenários na Baía dos Porcos para tentar derrubar o Governo de Fidel Castro

O que está ocorrendo na Venezuela já havia sido previsto por alguns assessores diretos do Governo Lula 3, ou seja, o Prêmio Nobel da Paz  concedido à oposicionista Maria Corina Machado recrudesceria as ações dos Estados Unidos contra o Governo da Venezuela. Para completar o enredo, Maria Corina, num ato infeliz ou premeditado, ofereceu o prêmio ao Presidente Norte Americano, Donald Trump. É só uma questão de tempo, onde não se sabe se antes o Governo de Lula reúna as condições de aparar as arestas no campo das relações econômicas entre os dois países, sobretudo em se sabendo que, antes o problema fosse apenas de natureza econômica. Não é. 

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: Jorge Messias deve ocupar a vaga deixada por Barroso no STF.



O Ministro-Chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, deve ser mesmo indicado para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Lula teria revelado esta posição junto a interlocutores mais próximos. Pesa em favor de Messias, uma fidelidade a toda prova ao chefe Lula, desde os tempos do Grupo Prerrogativas. Depois, Messias encaixa-se perfeitamente no figurino do perfil dos nomes indicados à Suprema Corte mais recentemente. Há, nos bastidores ou corredores de Brasília, uma intensa movimentação entre outros aspirantes à indicação, mas nenhum deles, conforme afirmamos, com o perfil de Messias.  Rodrigo Pacheco e Paulo Dantas correm noutra raia, tendo que amargar a dianteira de Messias na corrida à vaga. Há amplos setores do Planalto que apoiam a indicação do advogado do Prerrogativas. 

Segundo dizem, Pacheco tem um padrinho forte, o atual Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre que, mesmo diante das dificuldades do seu partido com o Planalto, o União Brasil - que praticamente deixou a base de apoio do Governo -  apadrinha a indicação de Rodrigo Pacheco ao cargo. O MDB também se movimenta no sentido de indicar o nome do Ministro do Tribunal de Contas, Paulo Dantas, o que poderia abrir uma vaga para Rodrigo Pacheco no TCU. Esta talvez fosse a decisão menos traumática, uma vez que setores do MDB estão propensos a apoiarem o projeto de reeleição de Lula, em 2026. Por outro lado, seria encontrada uma solução para Rodrigo Pacheco, uma vez que os arranjos políticos nas alterosas estão bastante complicados. O TCU, como se sabe, seria um pouso seguro para o ex-presidente do Senado Federal, a quem o Planalto deve muitos favores.  

Hoje, 16, também é dia de reunião da CPMI do INSS, que deve aprovar o requerimento de convocação do Frei Chico, algo que está produzindo ranhuras entre os membros da Oposição e do Governo. Acreditamos que sua convocação será aprovada, a despeito da tropa de choque que o Planalto deve montar para evitá-la. Salvo melhor juízo, hoje é dia de audiência com um servidor do órgão. Vamos torcer que ele não venha escudado num daqueles habeas corpus, onde os convocados se negam a falar até coisas banais, como o ano em que ingressou no Serviço Público. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Editorial: Trem de passageiros ligando Recife a João Pessoa.



Notícias boas são raras nesses tempos bicudos que atravessamos. Mas hoje, 15, líamos uma notícia muito interessante acerca da retomada da malha ferroviária brasileira, o que o Governo Lula 3 já havia insinuado com algumas medidas, mas agora o assunto entra verdadeiramente nos trilhos do Palácio do Planalto, já com recursos previstos, no contexto do Plano Nacional de Logística. Conforme observou o presidente da estatal Infra S.A, Jorge Bastos, numa série de debates promovidos pelo jornal Valor Econômico, onde o assunto foi discutido. A uma série de projetos em andamento, a exemplo da Transnordestina, mas desta vez estamos falando de um plano bem mais amplo, que contemporiza o transporte de cargas e passageiros, ligando as principais capitais do país. 

O projeto teria início com uma malha ferroviária interligando as capitais do Recife e João Pessoa. Somos fascinados por trens e estações ferroviárias. Um dos textos que sempre retomamos a leitura é o romance Pureza, do escritor paraibano José Lins do Rego, muito em razão do fato de que o romance se passa numa estação ferroviária. Aliás, na cumplicidade literária estabelecida entre o escritor e o antropólogo Gilberto Freyre, ambos vão concordar que este é o melhor romance produzido pelo paraibano, onde ele exerce mais criatividade do que memória, a exemplo dos textos do Ciclo da Cana- de- Açúcar.  Mas, voltemos aos trilhos. Iniciativa elogiável esta do Governo Federal, merecedora de nosso incentivo, não apenas por nossa paixão pelo tema, mas, sobretudo, em razão dos benefícios de logística proporcionados por este transporte, principalmente o de cargas, hoje conduzidas por malhas rodoviárias precárias, mal conservadas, sem falar nas ações dos bandoleiros saqueando-as. 

E, por iniciar essas conversas tratando de logística, realmente causou estranheza um pronunciamento do Ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, onde ele se mostra incrédulo com o fato de a governadora Raquel Lyra recusar uma oferta da ordem de R$ 150 milhões de reais para a retomada das obras de reconstrução do Aeroporto de Caruaru. Surpreende mais ainda quando se considera uma declaração recente da governadora, onde ele afirma que o presidente Lula tem sido muito generoso com Pernambuco. Sílvio é cotado para candidatar-se ao Senado Federal nas próximas eleições, integrando a chapa do principal adversário ao projeto de reeleição da governadora, o prefeito do Recife, João Campos(PSB-PE). 

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Drops Político: Pernambuco alfabetiza na idade certa.



Este é um dos grandes "gargalos" da educação infantil, senão o maior. O próprio Governo Federal foi reprovado neste quesito, de acordo com os índices divulgados pelo SAEB. Aliás, o próprio INEP encontrou algumas dificuldades em divulgar esses dados no último ano, possivelmente em razão da repercussão negativa. Mas, como a Constituição Federal determina a transparência desses dados, eles acabaram aquiescendo às cobranças da sociedade, capitaneadas pelo bom jornalismo do jornal O Estado de São Paulo. A governadora do Estado de Pernambuco, Raquel Lyra(PSD-PE), recebeu uma homenagem no Senado Federal em razão de o estado ter se destacado no quesito de alfabetização na idade certa. Em sua fala, a governadora criticou os governos anteriores por negligência no que concerne à educação infantil. Ela pode até ter razão, mas convém sempre ressaltar os acertos, principalmente no que concerne ao ensino médio, de tempo integral. De forma que vamos avançando e isso é muito positivo. Há que se ressaltar aqui os excelentes quadros técnicos que ocuparam a Secretaria de Educação do Estado, bem como a garra - talvez mais isso - dos professores da educação infantil. Estão de parabéns, conforme ressaltou a governadora. 

Editorial: Governo reage e afasta infiéis do Centrão e do PL.

 


As rotativas do Diário Oficial estão funcionando a pleno vapor, desta vez publicando portarias de exonerações de integrantes do Centrão e do PL, grupos políticos que estão ajudando a impor as derrotas sofridas pelo Governo no Legislativo. A Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já avisou que quem não apoia o Governo deve deixar o cargo. Só agora o Governo parece se dar conta da existência de tantos cargos de confiança, os chamados DAS, ocupados por infiéis, alguns deles oriundos do mais puro DNA bolsonarista, como é o caso de gente vinculada ao PL. Esses arranjos, como se sabe, não são determinados por ideologias, mas, sobretudo, por outros interesses. 

Lá atrás, antes de ocupar o cargo de Ministra das Relações Institucionais, a parlamentar petista já demonstrava sua insatisfação de ver tanta gente do ancien regime ocupando espaço na máquina de estado administrada pelo PT, em alguns casos em cargos estratégicos, com poupudos salários, como era o caso do conselho deliberativos de estatais. Esses cargos, como se sabe igualmente, independentemente das ideologias, trata-se de um jeitinho de engordar os salário da rapaziada, através dos chamados jetons. Aqui, inclusive, a qualificação técnica é o que menos importa. São indicações eminentemente políticas. 

O grande problema apontado por este blog diz respeito aos órgãos de inteligência e segurança do Estado, onde esses precedentes de aparelhamento que ocorreu no Governo anterior não poderiam continuar, sob pena de manter intactas estruturas que poderiam atuar contra o próprio Governo de turno, conforme se verificou mais tarde. Existe uma grande interrogação sobre este assunto, conforme deve ter observado os leitores que nos dão a honra de nossas postagens: por que Lula não realizou uma assepsia institucional mais efetiva nesses órgãos. 

Editorial: Alessandro Stefanutto falou



O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, esteve em audiência no dia de ontem, 13, na CPMI do INSS. Escudado num habeas corpus concedido pelo STF, em princípio, ele se mostrou comedido em falar sobre o que sabe sobre o escândalo das fraudes no INSS, principalmente ao relator Alfredo Gaspar, que realiza um trabalho impecável na condução da relatoria daquela comissão. Temer o interrogatório do deputado alagoano pode ser creditado aqui como um reconhecimento do seu profissionalismo e seriedade. Um elogio, portanto. Engraçado que o advogado sugeriu que as perguntas do relator poderiam ser feitas por outros parlamentares, o que permitiria a seu cliente respondê-las. Depois de uma suspensão dos trabalhos, com a intervenção diplomática do relator Carlos Viana, os ânimos serenaram e, finalmente, Alessandro Stafanutto se propôs a falar, respondendo, inclusive, às perguntas do relator Alfredo Gaspar. 

Sugere-se, em princípio, que o grande problema de Stefanutto esteve relacionado aos pré-julgamento de alguns parlamentares sobre a sua pessoa. Servidor Púbico de carreira, experiente, concursado, com um excelente perfil técnico em inúmeros órgãos da República, Stefanutto conduziu bem sua sabatina durante a sessão de ontem da CPMI do INSS. Naturalmente, depois do início de tumulto protagonizado no início da sessão. Enfrentou dois gargalos, porém. Por que os descontos indevidos aumentaram sensivelmente durante o período em que esteve à frente do órgão e porque, mesmo sendo informado sobre eventuais irregularidades não suspendeu as ACTs de algumas dessas associações. Sobre esta última questão, inclusive, ele sugere divergências com os relatórios produzidos pela CGU, a quem teria solicitado informações sobre os procedimentos a serem adotados. 

Os servidores do órgão que estão convidados à CPMI, sem exceção, estão se orientando em suas falas acerca dos graves problemas no INSS, algo que vão muito além das irregularidades dos descontos indevidos dos aposentados realizados por associações picaretas. Com Stefanutto não foi diferente. Em vários momentos ele enfatizou que o INSS é maior do que os descontos indevidos realizados por tais associações. Um outro servidor, ouvido recentemente, também enfatizou outras "prioridades", como a diminuição das filas por atendimento. Resta saber qual a estratégia que está por trás dessa narrativa "técnica", dando a entender que a sobrecarga de exigências do órgão não permitiram aos gestores tomarem medidas mais efetivas contra os desmandos praticados contra os aposentados por essas "associações". Vamos em frente. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Editorial: As reflexões de Ciro Nogueira no Canal Livre.




Acaba de ser divulgada a informação que o ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu a mais um pedido de ajuda médica em função de uma crise de soluço. Pelo andar da carruagem médica, sugere-se que o atentado sofrido pelo ex-presidente há alguns anos atrás tenha produzido sequelas complicadas até hoje. Há um consenso, até entre lideranças da esquerda, a exemplo do ex-timoneiro José Dirceu, de que Bolsonaro hoje não reúne as menores condições de suportar uma prisão convencional. Quem partilha da mesma opinião é o senador Ciro Nogueira, do PP, que ontem esteve no programa Canal Livre, um espaço de debates políticos mantido pelo Grupo Band. É sempre bom ouvirmos essas entrevistas com atores relevantes do nosso cenário político, principalmente quando eles usam de franqueza. 

Foi este o caso do senador Ciro Nogueira, que considera que a direita hoje enfrenta alguns dilemas complicados para 2026, quando a situação estava absolutamente sob controle. Na sua opinião, a direita tinha uma eleição presidencial nas mãos em 2026. Em sua opinião, possivelmente compartilhada por partidários, de que prejudicou sensivelmente tal processo as ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos, o que obrigou integrantes do Governo Trump moverem ações c0ntra autoridades do Governo Brasileiro, inclusive do Poder Judiciário, quando o alvo mesmo era Lula. Na verdade sim, ele tem razão. A imposição das tarifas aos produtos de exportação brasileiros foram danosas à direita e favorecerem o ressurgimento de Lula como um candidato competitivo em 2026, algo antes inimaginável. 

Ciro Nogueira acrescenta também que a definição de uma chapa é para ontem e que nela não deve constar nenhum nome do clã Bolsonaro. Embora uma decisão tomada por Bolsonaro sobre este assunto seja aguardada pelas principais lideranças de direita do país, há arranjos que já estão sendo montados no sentido de composição de uma chapa para 2026, envolvendo, inclusive, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que poderia compor como vice, preservando os votos de direita naquele estado. Embora hoje agindo de forma discreta, Tarcísio de Freitas continua candidatíssimo. 

domingo, 12 de outubro de 2025

Editorial: Quem pode ocupar a vaga deixada por Barroso no STF?

 


A escolha para ocupar uma vaga no STF passa pela clivagem do critério político, naturalmente. Hoje, nunca este critério político foi tão determinante, em razão de circunstâncias conhecidas. Especula-se bastante hoje sobre quem poderá ocupar uma vaga na Suprema Corte, depois que o Ministro Luís Roberto Barroso antecipou a sua aposentadoria. Segundo alguns analistas, o destino de Barroso pode ser antecipado, com uma provável indicação para a Embaixada Brasileira em Paris. Curioso que lá pelos idos dos anos 60 do século passado, os militares ofereceram dois cargos ao sociólogo Gilberto Freyre, ambos recusados. Um deles foi a embaixada do Brasil em Paris. O sociólogo desejava o aval do militares para ocupar o Palácio do Campo das Princesas, o que acabou não ocorrendo. 

Sabe-se lá se essas especulações procedem. Vamos aguardar mais um pouco. Uma outra movimentação diz respeito à bolsa de apostas em torno do nome que seria indicado por Lula para ocupar a vaga de Barroso no STF. Como sempre, muitos são os chamados e poucos os escolhidos. Nomes como o do ex-Presidente do Senador Federal, Rodrigo Pacheco, já esteve bem melhor ranqueado. Hoje sugere-se que o Planalto deseja Pacheco montando o palanque da reeleição de Lula nas Alterosas, algo ainda muito indefinido, uma vez que o próprio PSD tem outros planos para a disputa em Minas Gerais. Jorge Bessias, Ministro-Chefe da Advocacia Geral da União, é hoje um dos mais cotados para a indicação. 

Comendo o mingau quente ali pelas beiradas, como convém aos ponderados, passou-se a especular sobre o nome do Ministro-Chefe da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, que esteve recentemente na CPMI do INSS, prestando depoimento sobre o trabalho do órgão no que concerne à apuração de fraudes no INSS. Segundo os apoiadores, no entanto, o nome de Bessias é quase um "consenso", pois sua trajetória está ligada a um grupo de advogados que estiveram ao lado do presidente Lula quando ele navegava em águas turvas, o Prerrogativas. Bessias já deu provas de que é um daqueles nomes que Lula poderia realmente confiar na Suprema Corte. 

sábado, 11 de outubro de 2025

Editorial: O "enrosco" da política paraibana.



O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, já sugeriu que os políticos locais estão muito avexados no que diz respeito à escolha dos nomes que deverão disputar as eleições do próximo ano. Não seria bem este o caso, se considerarmos, por exemplo, o enrosco que o staff político do estado terá que superar até o início da campanha de 2026. A cada dia surgem fatos novos que, ao invés de contribuir para acomodar as placas tectônicas da política local, apenas aprofundam as rachaduras e as dificuldades de construção de consensos entre os diversos grupos políticos locais, sejam aqueles identificados com a oposição, sejam aqueles identificados com a situação. 

Cícero não conseguiu o apoio do grupo de João Azevedo(PSB-PB) para o seu projeto político de ser o candidato da situação ao Palácio da Redenção, o que o obrigou a deixar a legenda do PP e, consequentemente, costurar o apoio de outros partidos. O que se diz é que sua filiação ao MDB é dado como certa. O que se observa nessas movimentações é algumas incongruências ou a absoluta impossibilidade de realização de algumas articulações. Mesmo se afastando do Progressistas, que já tem candidato oficial ao Governo do Estado, Lucas Ribeiro, Cícero afirmou que o seu candidato ao Senado Federal é João Azevedo, assim como se mostra um fervoroso defensor das políticas públicas do gestor. Resta saber como ele vai conciliar tais posições com uma candidatura de oposição ao Palácio da Redenção. 

Cogitado para assumir a condição de vice, o representante do clã Cunha Lima, Pedro Cunha Lima(PSD-PB), já afirmou que não comunga da mesma opinião sobre a gestão de João Azevedo, com quem disputou as últimas eleições ao Governo do Estado, ficando em segundo lugar.  Em entrevista recente, Pedro afirmou que mantém sua pré-candidatura ao Governo do Estado, embora haja amplas articulações envolvendo as famílias Vital do Rego e Cunha Lima no sentido de uma composição com Cícero Lucena, o que poderia resultar em sua indicação para vice, assim como preservar o projeto de reeleição de Veneziano Vital do Rego, desta vez possivelmente sem o apoio do Palácio do Planalto

Editorial: O núcleo "político" da roubalheira no INSS.

 


Há um núcleo político fortíssimo envolvido na trama que lesou milhões de aposentados e pensionistas com descontos irregulares em seus contracheques. Se depender da disposição e da seriedade do presidente da CPMI do INSS, o senador mineiro Carlos Viana(Podemos-MG), assim como do relator, o deputado federal pelo estado de Alagoas, Alfredo Gaspar(UB-AL), este núcleo não será poupado. Eles vão cortar na pele, superando o corporativismo, conforme observa a coluna Diário do Poder, no dia de hoje. Há políticos implicados, naquilo que já está sendo chamado de mensalão do INSSEm razão do feriado do dia do Servidor Público, quando o Senado Federal deverá fechar as portas, estendendo o feriado, o senador Carlos Viana já colocou duas sextas-feiras extras na pauta das sessões da CPMI. 

Os membros do Governo 3 mantém a dissonância cognitiva em suas narrativas. Nem eles estão convencidos dos seus próprios discursos, algo absurdamente fora de contexto diante dos fatos que estão sendo apurados. Esta se tornando uma coisa chata ouvir esta ladainha todas as vezes em que eles se pronunciam em plenário, sempre responsabilizando o Governo Bolsonaro pelos desvios na autarquia. Tivemos problemas em todos os governos, sendo praticamente impossível imputar a responsabilidade única sobre A ou B. O escândalo do roubo no INSS é algo gigantesco, sistêmico e orgânico, que funcionou durante décadas, independentemente da ideologia dos governos de turno. O que é mais curioso, com a participação de agentes públicos de alto escalão, servidores de carreira e agentes públicos, com mandatos ou não, que exerciam alguma influência direta ou indireta para que duto não sofresse interrupção, como as medidas de afrouxamento da regras que permitiam a autorização para os descontos. Uma verdadeira orgia com o dinheiro dos aposentados.

Aliás, nem precisava, uma vez que, a partir das investigações sobre as ações do último convocado, se constatou que assinaturas de pensionistas foram fraudadas. Neste caso das assinaturas, pode-se concluir que até órgãos de fiscalização do Estado foram enganados. A CPMI do INSS vem conduzindo seus trabalhos com tanto empenho e competência técnica que nem o silêncio autorizado está sendo suficiente para as evidências insofismável das provas colhidas. Tanto o presidente quanto o relator se queixam de uma eventual blindagem dos nomes que estão sendo convocados ou convidados a prestarem depoimento.  Fala-se até em condução coercitiva

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Editorial: Um Nobel da Paz para Maria Corina Machado.


Uma das mais recorrentes perguntas que os internautas fazem no dia de hoje é se Maria Corina Machado é de esquerda ou de direita. Ela é de direita, uma ultraliberal, mas atua dentro dos parâmetros da democracia e luta pelo respeito aos direitos humanos na Venezuela, o que pesou para a Academia Sueca lhe conceder o Prêmio Nobel da Paz. Maria Corina Machado deixou de disputar uma eleição na Venezuela, depois de ter a sua candidatura impugnada, quando era franca favorita a vencer o pleito. Como se sabe, o tecido da democracia venezuelana encontra-se desgastado. Não seria o primeiro momento em que o regime de Nicolás Maduro enfrenta a nevrálgica questão de calar seus adversários através de expedientes não condizentes com regimes democráticos. 

A situação tende a se agravar, em razão da presença ostensiva de forças norte-americanas próximas à sua fronteira, gerando uma situação de tensão permanente. Há quem acredite até mesmo numa eventual invasão, uma vez que, no conceito americano, Maduro não é mais o presidente de um país latino-americano, mas um bandido procurado, inclusive se oferecendo recompensa por sua captura. Merecida a premiação a Maria Corina Machado. Por falar nos americanos, quem também pleiteava a premiação era o presidente norte-americano, Donald Trump. Não seria justo, uma vez que ele hoje conduz um governo com sérias considerações negativas no que concerne à preservação dos alicerces da democracia americana

Dois professores estudiosos do assunto, autores do livro Como Morrem as Democracias, já informaram que a democracia americana nunca esteve tão ameaçada. O mais grave disso tudo é que, em razão de nunca enfrentarem solavancos ou retrocessos autoritários, os americanos não conhecem a dimensão do problema. Dormem o sono político que pode produzir o monstro. 

Drops Político: Barroso pede aposentadoria do STF.



O Ministro Luís Roberto Barroso, depois de um período de reflexão, entra com pedido de aposentadoria no STF. Não se pode dizer que não foi uma tomada de decisão bem avaliada, uma vez que ele ainda teria muito tempo pela frente até a aposentadoria compulsória. O crescente processo de politização do judiciário, suscitando a exposição e o desgaste natural dos seus membros, possivelmente deve ter pesado favoravelmente em sua decisão em se afastar da Suprema Corte.  Barroso deve imprimir uma nova orientação a sua vida profissional daqui para frente, enquanto crescem as apostas sobre o novo nome que deverá ser indicado pelo presidente Lula para ocupar a sua vaga no STF

Charge! Renato Aroeira via Brasil 247

 


Editorial: Fluxograma da corrupção no INSS



Ontem, durante os trabalhos da CPMI do INSS, que tentou ouvir o Presidente Nacional do Sindnapi, Mário Baptista de Souza Filho, andou circulando, entre os parlamentares, uma espécie de fluxograma da corrupção no INSS. É impressionante a teia de parentes beneficiados, empresas fantasmas, laranjal, bens adquiridos de forma ilícita, sonegação fiscal, irregularidades de toda a ordem, envolvendo agentes públicos e privados. Não temos dúvidas de que estamos diante do maior escândalo de corrupção do país, algo bem superior ao mensalão e o petrolão. E estamos falando aqui apenas dos descontos irregulares dos aposentados e pensionistas. No que concerne à seara dos consignados, ainda não atingimos a ponta do iceberg. Salvo melhor juízo, as próprias autoridades que investigam o caso já teriam advertido sobre tsunami que seria provocado no sistema bancário , caso viessem a aprofundar as investigações dos empréstimos consignados

Suspeita-se, inclusive, de um mensalão do INSS, ou seja, um grupo de parlamentares que receberiam propinas regulares dessas entidades picaretas, em razão de favores prestados no que concerne ao afrouxamento das regras ou processos de fiscalização e controle dos procedimentos inerentes às autorizações desses descontos pelos aposentados. Se  bem que, pelo que se observou no dia de ontem, nem precisava, uma vez que até as assinaturas de autorização foram falsificadas. Seria engraçado, se não fosse trágico, situações como a ocorrida durante a intervenção da senadora Damaris Alves, que observou que, na semana passada, alguém teria avaliado apenas o valor de um relógio, calculado em R$ 1,5 milhões, superior ao seu apartamento financiado. 

O ex-presidente Jânio Quadros costumava enfatizar que intimidades geram filhos e aborrecimentos. Neste caso, esta promiscuidade entre agentes públicos e privados geraram prejuízos incomensuráveis aos aposentados e pensionistas, com recursos corroídos por inúmeras reformas - que apenas prejudicaram os beneficiários - tendo que se desdobrarem para custear as despesas do dia a dia. Em algumas famílias, esses proventos são utilizados até para proverem as necessidades dos novos rebentos, como os netinhos e netinhas. Enquanto isso, os filhos desses picaretas ficam por aí ostentando suas riquezas com carros de luxo, viagens e coisas afins.